Após Paulo Guedes afirmar que é possível pagar auxílio emergencial de R$ 600,00 se houvesse venda de estatais, Jean Paul Prates diz que ministro faz chantagem
Líder da minoria no Senado afirmou que o parlamento não aceitará vender “nossas empresas públicas” para bancar o benefício destinado aos mais vulneráveis; “O Brasil não precisa disso para socorrer a população”, observou
( Publicada originalmente às 17h 20 do dia 25/03/2021)
(Brasília-DF, 26/03/2021) Após o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmar nesta quinta-feira, 25, que apesar do Estado brasileiro estar “quebrado” seria possível o governo federal bancar o valor do auxílio emergencial em 2.021 no mesmo valor pago, em cinco parcelas, no ano de 2.020 que foi de R$ 600,00, se os parlamentares autorizassem a venda de empresas estatais, o senador Jean Paul Prates (PT-RN), reclamou que o ministro faz chantagem para tentar se desfazer do patrimônio público.
Na oportunidade, o o petista potiguar que é líder da minoria no Senado, afirmou que o parlamento não aceitará vender as “nossas empresas públicas” para bancar o benefício destinado aos mais vulneráveis por que, segundo ele, “o Brasil não precisa disso para socorrer a população” e que a pauta prioritária do país não é avançar na agenda liberal e, sim, em garantir que o país consiga diminuir a curva de mortes causadas pela pandemia do novo coronavírus (covid-19), oferecer atendimento digno aos brasileiros que precisem de internação em unidades terapias intensivas (UTI) e avançar na vacinação em massa da população brasileira.
A declaração de Jean Paul Prates aconteceu após Guedes, em audiência na comissão especial do Senado que acompanha as ações para enfrentamento à pandemia, afirmar que apesar do “estado [estar] financeiramente quebrado, mas cheio de ativos. Vimos que é possível aumentar o valor, mas tem que ser em bases sustentáveis. Se aumentar o valor sem por outro lado ter as fontes de recursos corretas, traz a superinflação ou a inflação de dois dígitos como era antigamente. O resultado final é desemprego em massa e o imposto mais cruel sobre os mais pobres que é a inflação”.
“O ministro Paulo Guedes não pode vir aqui no Congresso Nacional novamente com sua estratégia de chantagens para pagar o auxílio de R$ 600,00. Na época da tramitação da PEC Emergencial, queríamos dar um cheque em branco para o Governo Federal pagar além do teto de R$ 44 bilhões proposto pelo próprio Ministro. Se o governo e sua base tivessem aceitado isso, não teriam nenhum problema para pagar um auxílio emergencial maior do que esses ridículos R$ 250, em média. Um absurdo!”, comentou o petista.
“Não vamos aceitar a venda de nossas empresas públicas como a Petrobras, os Correios e a Eletrobras. O Brasil não precisa disso para socorrer a população, destinar mais verbas para a saúde ou pagar um auxílio emergencial de valor maior. Vivemos uma situação de guerra contra a Covid-19. O atual momento do país exige esforços para acabar ou minimizar os efeitos da pandemia. Essa pauta do governo não é prioridade. As prioridades, no momento, são: vacinas, mais leitos de UTI Covid e medicamentos”, complementou o líder da minoria no Senado;
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)