Paulo Guedes, em audiência no Senado, fala que aprovação do orçamento permitirá ao governo antecipar 13º para aposentados e pensionistas; Ele diz que vacinação vai ter novo impulso
Ministro da Economia disse ainda que se país manter atual ritmo de vacinação que imunizou até agora 2% da população, nos próximos “60 dias, teremos um novo horizonte completamente diferente pela frente”
( Publicada originalmente às 12h 27 do dia 25/03/2021)
(Brasília-DF, 26/03/2021) O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira, 25, em audiência na comissão especial do Senado que acompanha as ações do governo federal para mitigar os efeitos adversos causados pelo novo coronavírus (covid-19), que assim que os parlamentares aprovarem o orçamento de 2.021, será possível antecipar imediatamente o pagamento do 13º benefício de aposentados e pensionistas, previsto inicialmente apenas para dezembro.
Na declaração, segundo o próprio ministro, este tipo de ação ajudaria o país a retomar sua atividade econômica, que tem enfrentado problemas devido a paralisia de diversos setores, seja tanto para evitar a propagação do covid, quanto pelo receio de parte da população consumidora que recuou seu poder financeiro. Na oportunidade, Guedes afirmou ainda que se o país manter o atual ritmo de vacinação que imunizou até o momento cerca de 2% da sua população, nos próximos “60 dias, teremos um novo horizonte completamente diferente pela frente” com a retomada da economia.
Ele defendeu também que empresários possam adquirir vacinas para imunizar familiares e empregados, como forma ajudar o Sistema Único de Saúde (SUS) a desafogar a pressão pela imunização de toda a popução. Atualmente, empresário podem adquirir os imunizantes, desde que entreguem as vacinas para o Plano Nacional de Imunização (PNI) administrado pelo Ministério da Saúde. E complementou afirmando que as propostas aprovadas pelo Congresso no combate as consequências econômicas causadas pela pandemia evitaram o país que os gastos feitos em 2.020 sejam pagos pelas futuras gerações.
“Se os senhores aprovam o Orçamento hoje, podemos disparar imediatamente a antecipação dos benefícios de pensionistas e aposentados. Ou seja, mais R$ 50 bilhões vêm de dezembro para agora. Então, vamos proteger os mais vulneráveis, os idosos, nessa 2ª grande guerra contra o coronavírus. (…) Estamos todos de acordo com acelerar vacinas. Parece que vamos acelerar”, comentou.
“Empresários têm condições de comprar sobras de vacina no exterior. Por enquanto, é ilegal, mas, se a gente permitir que seja legal... e que façam doações. É preciso estender isso aos invisíveis [os brasileiros mais vulneráveis]. Vocês aprovaram também o novo marco fiscal, o que significa que nós pagamos nossas guerras. Não vamos deixar para os nossos filhos e netos”, complementou.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)