31 de julho de 2025
Brasil e Orçamento

ORÇAMENTO: Marcelo Ramos diz que Forças Armadas devem abrir mão de orçamento para atender as prioridades da pandemia

Veja mais

Publicado em
Marcelo Ramos

( Publicada originalmente às 12h 34 do dia 25/03/2021) 

(Brasília-DF, 26/03/2021) Na iminência da votação da Lei Orçamentária Anual de 2021( LOA 2021), que vem a ser o PLN 28/20, o Vice- Presidente da Câmara dos Deputados, deputado Marcelo Ramos(PL-AM), muito presente em dar opiniões nas redes sociais, se disse contrário a destinar muitos recursos para as Forças Armadas quando o nosso problema maior, “única guerra”, é a pandemia. 

Ele entende que as próprias FFAA deveria não aceitar tanto recursos como parece que terão direito a partir de ação do relator geral, senador Márcio Bittar(MDB-AC) está inclinada a conceder.

“Num país com 300 mil mortos por COVID, com mais de 700 mil micro e pequenas empresas fechadas, com 14 milhões de desempregados aumentar para 8,17 bilhões (4X o investimento em saúde) o orçamento de investimento da Defesa é medida de absurda insensibilidade., afirmou mais cedo.

Ele entende que só depois da normalidade econômica se deveria repassar recursos a mais para as FFAA.

“As próprias Forças Armadas deveriam se levantar contra isso. Após todos os brasileiros estarem protegidos do COVID e o país voltar a alguma normalidade econômica, aí sim podemos falar em comprar submarino nuclear ou aviões caças. É só uma questão de prioridades!”, destacou.

Finalizando

Ramos, que já vinha fazendo declarações crítica ao Governo e ao Planlto, disse que o orçamento deve enfrentar nossos “trágicos” problemas.

“A única guerra que nós temos agora é contra os trágicos efeitos sanitários, econômicos e sociais decorrentes da pandemia e o orçamento deve expressar isso!”, disse.

Entenda

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional desde cedo no plenário 2 da chamada Ala das Comissões da Câmara dos Deputados para analisar o parecer final do relator-geral, senador Marcio Bittar (MDB-AC).

Bittar apresentou uma complementação de voto por meio da qual promove o remanejamento de despesas em montante superior a R$ 26,5 bilhões. O Ministério do Desenvolvimento Regional, com R$ 8,7 bilhões, e o Fundo Nacional de Saúde, com R$ 8,3 bilhões, são os mais favorecidos.

Para fazer as mudanças, foram canceladas dotações reservadas inicialmente pelo Poder Executivo para benefícios previdenciários (R$ 13,5 bilhões), cujo gasto depende de crédito adicional para contornar a chamada “regra de ouro”, para abono salarial (R$ 7,4 bilhões) e para seguro-desemprego (R$ 2,6 bilhões).

O parecer aprovado pela CMO seguirá para análise ainda hoje pelo Congresso. Em razão da pandemia de Covid-19, a sessão acontecerá em duas etapas. A primeira, na Câmara, está marcada para as 15h. No Senado, para as 18h.

( da redação com informações de assessoria e Twitter. Edição: Genésio Araújo Jr)