31 de julho de 2025
Brasil e Poder

INFLAÇÃO: Prévia da inflação de março, IPCA-15, chega a 0,93%; esse é o maior índice para o período desde 2015

Veja os números

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( Publicada originalmente às 10h 20 do dia 25/03/2021) 

(Brasília-DF, 26/03/2021) O IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta manhã o seu Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de março apontando que chegou a 0,93%. O índice é conhecido como “Prévia da Inflação”. Esse número é mais um recorde negativo e representa o maior para o mês de março desde 2015, ano da recessão de Dilma Rousseff.   Esse índice  de março  ficou 0,45% acima da taxa de fevereiro, que foi de 0,48%..

O IPCA-E, que se constitui no IPCA-15 acumulado trimestralmente, situou-se em 2,21%, acima da taxa de 0,95% registrada em igual período de 2020. Este foi o maior IPCA-E para um primeiro trimestre desde 2016 (2,79%).

Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 5,52%, acima dos 4,57% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2020, a taxa foi de 0,02%.

Veja os números  em estados pesquisados:

O IBGE informa que dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito apresentaram alta em março. O maior impacto (0,76 p.p.) e a maior variação (3,79%) vieram dos Transportes, que aceleraram em relação ao resultado de fevereiro (1,11%). O segundo maior impacto veio de Habitação (0,71%), que contribuiu com 0,11 p.p. no resultado do mês.

Já alimentação e bebidas desacelerou, passando de 0,56% em fevereiro para 0,12% em março, com impacto de 0,03 p.p. O único grupo em queda foi Educação (-0,51%), que havia apresentado alta de 2,39% no mês anterior. Os demais grupos ficaram entre as altas de 0,02% em Comunicação e de 0,55% em Artigos de residência.

A alta em transportes foi em decorrência do aumento nos preços dos combustíveis (11,63%). O maior impacto individual no índice do mês (0,56 p.p.) veio da gasolina (11,18%), cujos preços subiram pelo nono mês consecutivo. Também foram verificadas altas nos outros combustíveis: etanol (16,38%), óleo diesel (10,66%) e gás veicular (0,39%).

Em habitação, a maior contribuição veio do gás de botijão (4,60% e 0,05 p.p.), cujos preços subiram pelo 10º mês consecutivo. Os itens gás encanado (2,52%) e a taxa de água e esgoto (0,68%) aceleraram em relação ao mês anterior, quando registraram 1,19% e 0,45%, respectivamente.

No caso do gás encanado, houve um reajuste de 3,50% no Rio de Janeiro (2,10%), vigente desde 1º de fevereiro, e dois reajustes em Curitiba (19,04%): um de 8,07%, em vigor desde 1º de fevereiro, e um de 15,57%, a partir de 16 de fevereiro.

Já para a taxa de água e esgoto, houve reajustes em Fortaleza (5,77%), de 12,25%, a partir de 29 de janeiro; também em Curitiba (3,78%), de 5,11%, em vigor desde 5 de fevereiro.

Ainda em Habitação, a energia elétrica apresentou alta de 0,05%, frente à queda de 4,24% no IPCA-15 de fevereiro. Ao longo de todo o período do índice, vigorou a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,343 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos. No Rio de Janeiro (-0,57%), houve reajustes de 4,66% e de 4,50% nas concessionárias, em vigor desde 15 de março.

Nos Estados

Segundo o IBGE., todas as regiões pesquisadas apresentaram variação positiva em março. A maior alta foi na região metropolitana de Belém (1,49%), especialmente em função da gasolina (12,44%). A menor foi na região metropolitana do Rio de Janeiro (0,52%), influenciado pelas quedas do tomate (-21,73%) e da batata-inglesa (-16,91%).

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados entre 12 de fevereiro a 15 de março de 2021 (referência) e comparados aos vigentes entre 15 de janeiro a 11 de fevereiro de 2021 (base).

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)