CHEFES DE PODER E PANDEMIA: Após encontro no Alvorada, Rodrigo Pacheco diz que será ele o elo entre demandas de governadores e o novo comitê de crise criado para o país superar o colapso na rede hospitalar causada pela pandemia
Presidente do Senado afirmou ainda que a reunião entre os chefes dos Poderes da República foi “um exemplo de civilidade, de boa relação, de harmonia”; ele disse também que Bolsonaro compreendeu a urgência das medidas que serão tomadas
( Publicada originalmente às 12h 20 do dia 24/03/2021)
(Brasília-DF, 25/03/2021) Após se reunir na manhã desta quarta-feira, 24, com o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), com o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (Progressistas-AL), com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, e com cinco representantes dos 27 governadores do Brasil, o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), informou que ele será o elo entre as demandas solicitadas pelos gestores estaduais com o novo comitê de crise criado pelo governo federal com o intuito do país superar o colapso na rede hospitalar causada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19).
Na oportunidade, Pacheco chamou a reunião entre os chefes dos Poderes da República de “um exemplo de civilidade, de boa relação, de harmonia”. Ele falou ainda que o presidente Bolsonaro está ciente do seu papel de líder do país e que compreendeu a urgência das medidas que devem e serão tomadas. Entretanto, o presidente do Senado preferiu não fazer nenhum comentário sobre a principal solicitação da maioria dos governadores, que é a adoção de um “lockdown” nacional – impondo restrição total e geral na circulação de pessoas em todo o país, com o objetivo de fazer com que a doença que já matou matou mais de 298 mil brasileiros possa reduzir a curva de morte, que atualmente alcança o expressivo número superior a três mil óbitos num único dia.
“Essa reunião é a expressão pura daquilo que a sociedade brasileira espera dos homens públicos. O momento e a realidade do Brasil com uma doença com características diferentes da doença que nós conhecemos em 2.020, impõe o dever cívico, patriótico e de responsabilidade a união de poderes e do povo brasileiro no enfrentamento desta pandemia. Essa união significa um pacto nacional liderado por quem a sociedade espera que lidere que é o presidente da República, sr. Jair Bolsonaro, já com a compreensão que medidas precisam ser urgentemente tomadas. E sob a liderança política neste pacto nacional do sr. presidente da República, a ver a liderança técnica contundente e urgente do Ministério da Saúde, através do ministro, doutor Marcelo Queiroga”, iniciou o presidente do Senado.
“E os poderes da República, que são independentes, mas devem ser harmônicos e mais do que nunca estarem unidos neste momento nacional exige que a presidência do Senado, a presidência da Câmara, os governadores, os ministros de Estado, as demais instituições como o Tribunal de Contas da União, Procuradoria-Geral da República e o próprio Supremo Tribunal Federal, estejamos todos imbuídos neste propósito colaborativo de união nacional para darmos as soluções no momento mais crítico da história brasileira. Em termos práticos, desta reunião, ouvindo os governadores, ministro da Saúde, o presidente da Câmara, o presidente do STF, fica decidido pelo Sr. presidente da República, junto com os demais poderes, a constituição imediata de um comitê, ou como queira se chamar, mas de um grupo permanente pessoal de trabalho, sem delegação, por parte do presidente da República, do presidente da Câmara, do presidente do Senado e dos demais membros que devam participar, inclusive, e especialmente, o ministro da Saúde para definirmos as políticas nacionais uniformes num ambiente de identificação das convergências que existem e as divergências devem ser dirimidas a luz dos procedimentos próprios democraticamente”, complementou o senador Rodrigo Pacheco.
“Eu fiquei incumbido de tratar com os governadores dos estados e do Distrito Federal, ouvindo a demanda de todos, e trazendo para este comitê. Igualmente o STF, que não pode participar por dever constitucional de um comitê desta natureza, mas deve participar, até para que haja um controle prévio da constitucionalidade das medidas que serão tomadas desde já. Medidas como a participação da iniciativa privada, a ampliação de leitos de UTI, a solução de problemas [como a falta] de oxigênio e de insumos e medicação, que fundamentalmente a política do Ministério da Saúde para a vacinação do povo brasileiro, que exige mais do que nunca a colaboração de todos os poderes, todas as instituições, da sociedade e da imprensa para que consigamos alargar a escala da vacinação no Brasil. Então hoje é um exemplo de civilidade, de boa relação, de harmonia entre os poderes, num momento em que repito, a sociedade com toda razão exige isso de nós”, completou o senador mineiro.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)