CHEFES DE PODER E PANDEMIA: Marcelo Queiroga defende o fortalecimento do SUS e que trabalhará em sintonia com estados e municípios
Ele disse que a sintonia será para criar “protocolos assistenciais capazes de mudar a história natural da doença”
( Publicada originalmente às 11h 29 do dia 24/03/2021)
(Brasília-DF, 25/03/2021) No primeiro dia como ministro da Saúde, o médico cardiologista paraíbano Marcelo Queiroga disse nesta quarta-feira, 24, que o encontro entre os chefes dos Poderes da República realizado no Palácio da Alvorada concluiu o óbvio, que é “atingir [com celeridade] uma cobertura vacinal capaz de reduzir a circulação do vírus”, que já matou mais de 298 mil brasileiros.
Em sua primeira fala como ministro responsável pelo enfrentamento do novo coronavírus (covid-19), o substituto do ex-ministro da área, general Eduardo Pazuello, reforçou que trabalhará em sintonia com estados e municípios para criar “protocolos assistenciais capazes de mudar a história natural da doença”, que atualmente atinge o seu maior pico de letalidade. Apenas nesta terça-feira, 23, de acordo com os dados do Conselho Nacional de Secretários estaduais de Saúde (Conass), o país registrou, nas últimas 24 horas, a morte de 3.251 pacientes que estavam internados para tratamento da doença.
“Participamos de uma reunião de alto nível caracterizada pela harmonia entre os poderes. A conclusão é o fortalecimento do Sistema Único de Saúde articulada nos três níveis: União, estados e municípios para prover a população brasileira com agilidade uma campanha de vacinação que possa atingir uma cobertura vacinal capaz de reduzir a circulação do vírus”, iniciou o novo ministro da Saúde, o quarto que ocupa o posto em menos de um ano.
“Por outro lado fortalecer a assistência nos três níveis [federativos] com a criação de protocolos assistenciais capazes de mudar a história natural da doença. O sistema de saúde do Brasil dará as respostas que a população brasileira quer, sobretudo, depois de uma reunião como essa, onde toda nação se une através dos chefes dos Poderes para que cumpramos o nosso dever como Poder Público e consigamos o apoio e o respeito da sociedade civil”, complementou rapidamente Queiroga.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)