Após STF decidir que Moro foi um juiz suspeito, Arthur Lira diz que a operação Lava Jato não pode ser “contestada por enfrentar os poderosos”, mas que o “Estado Policial” que se resultou dela “jamais merecerá o perdão da história”
Presidente da Câmara comentou, nas redes sociais, decisão proferida nesta terça-feira, 23, pela maioria da 2ª turma do STF
( Publicada originalmente às 18h 28 do dia 13/03/2021)
(Brasília-DF, 24/03/2021) Após a maioria da 2ª turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que o ex-juiz federal Sérgio Moro agiu com parcialidade e suspeição no julgamento que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por corrupção no caso que ficou conhecido como do “triplex do Guarujá”, o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), disse que a operação Lava Jato não pode ser “contestada por enfrentar os poderosos”, mas que o “Estado Policial” que se resultou dela “jamais merecerá o perdão da história”.
Lira, que foi eleito presidente daquela Casa legislativa com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), fez esse declaração nas suas redes sociais, onde comentou a decisão adotada nesta terça-feira, 23, pela maioria da 2ª turma do STF e que contou com os votos dos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e carmem Lúcia, que mudou o seu entendimento após ter conhecimento das conversas entre os procuradores da Lava Jato que vieram a público em reportagens divulgadas pelo site “The Intercepet”, onde confessavam acertos e era orientados pelo então juiz Sérgio Moro nas ações contra o ex-presidedente Lula.
“O Supremo Tribunal Federal decidiu fazer uma revisão histórica sobre a Lava Jato. A Operação jamais poderá ser contestada em sua coragem de enfrentar os poderosos, os grandes interesses, a corrupção sistêmica. Mas o Estado Policial, para o qual a Lava Jato descambou em certos momentos, lamentavelmente, com suas parcialidades, seletividade e perseguições, jamais poderá também merecer o perdão da História”, escreveu Lira nas suas redes sociais.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)