31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Ao abrir sessão de debates sobre vacinas, Rodrigo Pacheco pergunta em que data o Brasil terá sua população vacinada contra o covid

Presidente do Senado Federal falou, ainda, que reformas administrativa e tributária serão prioridades no parlamento após o país superar a pandemia do novo coronavírus, que já matou mais de 298 mil brasileiros

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( Publicada originalmente às 18h 00 do dia 13/03/2021) 

(Brasília-DF, 24/03/2021) O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), perguntou nesta terça-feira, 23, ao abrir uma sessão de debates realizada virtualmente no plenário do Senado Federal, quando o país terá sua população vacinada. A declaração acontece um dia após diversos economistas e banqueiros terem encaminhado uma carta ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nesta segunda-feira, 22, criticando a atual gestão do governo federal frente a pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Pacheco falou, ainda, durante um debate realizado pelo jornal “Correio Braziliense” que as reformas administrativa e tributária serão prioridades no parlamento após o país superar a pandemia de covid, que já matou mais de 298 mil brasileiros – de acordo com o último balanço do Conselho Nacional dos Secretários estaduais de Saúde (Conass) divulgado nesta terça-feira, 23. Nesta quarta-feira, 24, Bolsonaro receberá o senador Rodrigo Pacheco, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, para tratar da realização de um pacto entre os poderes da República com objetivo do país superar a pandemia com a vacinação em massa da população.

Comentando a importância do encontre entre os chefes dos Poderes da República, o senador mineiro reforçou que o país está entre a união de todos, ou o caos.

“A pergunta que atualmente assombra o Brasil é: ‘em que data teremos toda a população brasileira vacinada?’. E eu espero que possamos encerrar o dia de hoje com essa resposta, pelo menos aproximada. Vacinação é uma estratégia coletiva, é um pacto coletivo, e nunca antes em nossas vidas pudemos entender tão bem o significado dessa máxima. O vírus sofre mutações de maneira muito rápida e gera variantes cada vez mais letais e cada vez com disseminação mais rápida. A doença de 2021 não é a doença de 2020; ela é muito mais grave, muito mais severa e atinge muito mais fortemente o organismo do ser humano. Estar vacinado contra a doença não necessariamente significa proteção contra as novas cepas que podem surgir”, iniciou.

“Pela complexidade e divergências de opiniões sobre o seu modelo, essa reforma [tributária] será a arte de ceder e não de conquistar. Cada ente federado e cada setor produtivo terá que ceder um pouco para que tenhamos um modelo equilibrado. (…) Há dois caminhos que podemos perseguir no Brasil nesse momento: de união nacional ou do caos nacional. Cabe a nós decidirmos. E a minha decisão é de que tenhamos que fazer uma grande união nacional para o enfrentamento da pandemia”, complementou.

 

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)