COMENTÁRIO DO DIA: Nada como um foguetório!
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( Publicada originalmente às 08h 55 do dia 01/03/2021)
(Brasília-DF, 02/03/2021) O dia começa com sol entre nuvens em Brasilia, mas há tendência de chuvas.
Não haverá agenda na Câmara e no Senado nesta segunda-feira. O comando das duas casas, face as fortes medidas restritivas decretadas em Brasilia, Câmara e Senado que ficaram cheias de prefeitos na semana passada estará barrando visitantes nesta semana. O decreto no DF é de 15 dias, vamos ver!
No Judiciário, desde o início da pandemia o trabalho é 90% virtual – não vai mudar muita coisa no STF.
Os mercados estão atentos com o que virá de PEC Emergencial. Mas e os movimentos de Arthur Lira, heim?!
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COMENTÁRIO
Quem conhece a maior festa do interior do Brasil, as festas juninas, que não ocorreram no ano passado - sabe muito bem que a melhor hora de fazer algo que não se dá muito conta é fazê-lo no momento do foguetório pagão dos dias de Santo Antonio, São João, São Pedro e São Marçal.
A política imita a vida. Quando se faz algo menor, nada melhor que um foguetório.
Na semana passada, Arthur Lira se deu mal com a pretensão de aprovar a PEC que buscava regular prisão em flagrante de congressista. O PT, o STF e o Senado de Rodrigo Pacheco lhe puxaram o tapete. Ele é do Nordeste e sabe que um bom foguetório faria esquecer seu passo em falso.
Nesta semana, a Câmara poderá votar a Lei do Gás e o marco das Starups. O que é isso mesmo? Coisa que o tal mercado, machucado por Bolsonaro, adora.
Além disso, no sábado, convocou governadores de estados e DF para reunir, discutir pandemia e chama-los para tratar do orçamento.
Ora bolas, faz o que Bolsonaro não tem condições de fazer depois que o dito chegou a dizer, no Ceará, que os governadores tinham que pagar o auxílio emergencial por defenderem mais medidas de retrição social. Evento com governadores é prerrogativa, do Senado, a casa da federação.
Lira quer dar um passo a mais? Bem, uma coisa é certa: com tanto alarido não se vai lembrar do traque da semana que passou!
Foi Genésio Araújo Jr, de Brasília
( da redação)