31 de julho de 2025
Brasil e Poder

CENTRÃO NO COMANDO: João Roma, ao assumir o comando do Ministério da Cidadania, promete “avançar, buscar fazer mais e não deixar ninguém desamparado”

Parlamentar do Republicanos destacou seus princípios “liberais” e afirmou que as áreas econômicas e sociais “são duas faces de uma mesma moeda”; ele falou ainda que terá “um olhar atendo para o esporte”

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( Publicada originalmente às 20h 00 do dia 24/02/2021) 

(Brasília-DF, 25/02/2021) Ao assumir na noite desta quarta-feira, 24, o comando do Ministério da Cidadania, o deputado licenciado João Roma (Republicanos-BA) prometeu “avançar, buscar fazer mais e não deixar ninguém desamparado” durante a sua gestão a frente daquela pasta ministerial, chamada por ele de “braço social do governo” do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas não teceu nenhuma palavra, ou comentário sobre a luta que parlamentares travam para tentar prorrogar o pagamento do auxílio emergencial neste ano de 2.021 destinado aos trabalhadores autônomos e informais, que tiveram suas atividades econômicas diminuídas, ou paralisadas, em virtude da pandemia do novo coronavírus (covid).

João Roma assume o Ministério da Cidadania em substituição ao também deputado licenciado, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que assumiu nesta quarta a Secretaria-Geral da Presidência da República. Filiado ao partido ligado a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), o parlamentar pela Bahia destacou durante o discurso que fez ao assumir o novo posto os seus princípios “liberais”, de heranças familiares, e afirmou diretamente ao ministro da Economia, Paulo Guedes, presente no evento, que as áreas econômicas e sociais do governo “são duas faces de uma mesma moeda”. Ele falou ainda que sua gestão terá “um olhar atendo para o esporte”, assim como para a a manutenção dos programas de assistência voltados a atender os mais vulneráveis e aqueles cidadãos imigrantes que fugiram da fome e das guerras de seus países.

Chefe de gabinete do ex-prefeito de Salvador (BA), ACM Neto, presidente nacional do DEM, e que chamou sua ida ao Ministério do governo Bolsonaro como uma tentativa de intimidação, João Roma não polemizou com o antigo aliado, destacando sua passagem e participação na gestão da capital baiana. Mas não teve o mesmo procedimento ao criticar seus adversários do Partido dos Trabalhadores (PT) ao afirmar que os programas sociais, como o Bolsa Família, criados nas gestões petistas não tem dono e que são de propriedade da população brasileira. Destacando a memória de políticos conservadores que fundaram o antigo Partido da Frente liberal (PFL), atual DEM, como o baiano Antonio Carlos Magalhães, o catarinense Jorge Bonhause e o pernambucano Marco Maciel, o novo ministro da Cidadania esnobou ainda o Bolsa Família de gestões anteriores ao louvar os valores pagos em 2.020 pelo auxílio emergencial, que representariam uma década do referido programa.

“Aceitei a convocação do presidente Jair Bolsonaro, a quem agradeço a confiança desde já e estou muito honrado com o total respaldo do meu partido, o Republicanos, o qual eu agradeço a pessoa do nosso presidente, o deputado federal Marcos Pereira, que demonstrou a imensa estatura como homem público e todos os processos que vivemos lá lado a lado. Estou ciente do desafio que é enfrentar as desigualdades num país imenso e plural como o nosso. Uma missão essencial e que deve pautar a vida de todo homem público. A vida pública é construída passo a passo exigindo de nós sacrifício e dedicação. Essa foi a primeira lição com que aprendi de meu avô, ex-deputado João Roma que me contava com senso de dever cumprido não só as suas realizações, como a de nossos antepassados”, iniciou.

“Do sentimento dos guararapes em que homens e mulheres de diferentes origens se uniram nesse solo em defesa da pátria, ao desprendimento do padre Roma, que não exitou em ter seu sangue derramado ao aportar na Bahia pela mesma causa da independência e liberdade do nosso povo. Episódios como esse me inspiram nesta jornada, assim como o convívio com grandes expoentes da política brasileira. Nomes como Joaquem Francisco, Gustavo Krause, Marco Maciel, Jorge Bonhausen e Antonio Carlos Magalhães, este último capitaneou a lei que permitiu a criação do fundo de combate à pobreza, base para a nossa malha de proteção social e prova que cuidar das pessoas mais vulneráveis não é monopólio de um partido, ou gestão. Mas, sim, uma conquista do povo brasileiro. O Ministério da Cidadania é o braço social do governo Bolsonaro e a nossa missão é não deixar ninguém para trás. Garantindo por meio dos nossos programas sociais uma melhor qualidade de vida para a nossa população transformando uma realidade muito sofrida. O seu governo, sr. presidente, se fez presente, acolheu e amparou o povo brasileiro nessa pandemia através do auxílio emergencial, uma prova de compromisso com o cidadão menos favorecido”, continuou.

“Mais de R$ 294 bilhões, ou mais de uma década de Bolsa Família, distribuído em apenas nove meses. Seguiremos ampliando e aperfeiçoando a rede de assistência social. Continuaremos acolhendo refugiados e imigrantes, especialmente os privados do vigor da democracia e teremos um olhar atento para o esporte como um dos promotores e pilares da cidadania. Nossos avanços serão construídos com responsabilidade. Pois como lhe disse descendo aquela rampa ministro Paulo Guedes, a área social e a área ecônomica são duas faces de uma mesma moeda. Cidadania é elevar o Brasil para cada brasileiro e seguir aspirando compartilhar o melhor com todos os patrícios. De mim, vocês podem esperar seguir em frente com a grandeza deste trabalho já em curso. Avançar, buscar fazer mais e com a promessa de não deixar ninguém desamparado. [Teremos] consenso de urgência, sensibilidade, responsabilidade e muito diálogo, coisa que aprendi e que fiz valer na Câmara dos Deputados”, finalizou.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)