EMERGENCIAL: Fátima Bezerra afirma que tentar tirar recursos da educação e saúde para bancar auxílio emergencial é "o maior retrocesso"
Governadora potiguar fez um apelo aos parlamentares do seu estado para que iniciativa apresentada pela pena do senador Márcio Bittar não prospere
( Publicada originalmente às 15h 00 do dia 24/02/2021)
(Brasília-DF, 25/02/2021) A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), afirmou nesta quarta-feira, 24, que tentar tirar recursos da educação e da saúde para bancar a prorrogação do programa auxílio emergencial em 2.021 é "o maior retrocesso".
Ela se posicionou e maneira clara e direta contrária ao parecer apresentado pelo senador Márcio Bittar (MDB-AC) à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 186/19, de autoria do governo federal, intitulada de "emergencial" por incluir dispositivos na Carta Magna do país que possibilitariam em tempos de crises, a adoção automática de medidas como a redução do salário de servidores.
A governadora potiguar fez um apelo aos parlamentares do seu estado para que a iniciativa apresentada pela pena do emedebista acreano não prospere. A iniciativa que seria votada nesta quinta-feira, 25, no plenário do Senado teve sua deliberação adiada após receber uma enxurrada de crítica de vários partidos e setores da sociedade brasileira, desde da esquerda até parlamentares filiados em agremiações mais ao centro e à direita.
"Diante do parecer apresentado a PEC 186, a chamada PEC emergencial, que está para ser votada no Congresso Nacional. Faço aqui um chamamento, um apelo a bancada federal do meu estado para se manisfestar contra a desvinculação das receitas para educação e saúde. Nós não podemos permitir que isso prospere! Isso significa o maior retrocesso, um ataque brutal a direitos de cidadania sagrados do povo brasileiro, que é o direito à educação e o direito a saúde", se pronunciou a petista num vídeo publicado nas suas redes sociais.
"A agenda que o povo brasileiro cobra de seus representantes no Congresso Nacional nesse exato momento é vacina, auxílio emergencial. Isso, sim, é que é agenda prioritária. Agora isso não pode se dar de maneira nenhuma às custas de impor mais um ataque cruel aos direitos do povo brasileiro, que é o direito à educação e à saúde. Vacina, sim; auxílio emergencial, sim; não a desvinculação das receitas para educação e saúde", destacou Fátima Bezerra.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)