Maranhão. Oposição repercute greve na Polícia Civil; Líder do Governo fala das negociações.
Debates na AL-MA têm chamado atenção.
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( Brasília-DF, 27/09/2007) A Política Real está atenta. Quem conhece o Nordeste sabe. A região tem tradicionalmente três subregiões culturais: Maranhão, Piauí e Ceará atuam semelhante e se comparam; Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e até Alagoas têm uma cultura muito próxima, até na forma de falar; Bahia e Segipe são outra realidade.
Os vizinhos maranhenses, Ceará e Piauí vivem um momento político semelhante, em suas Assembléias Legislativas mal existe oposição – acordões políticos eliminaram a oposição, mal se vê um ou dois deputados. No Maranhão é diferente, são intensos os debates. Existe uma mídia governista e uma mídia de oposição muito forte. Hoje, vimos mais um dia intenso de debete na AL-MA.
UM LADO - O líder do Bloco Parlamentar de Oposição (BPO), Ricardo Murad (PMDB), fez, na sessão desta quinta-feira ,27, da Assembléia Legislativa, uma alerta sobre a gravidade da paralisação da Polícia Civil. O parlamentar disse que a greve acontece em todo o estado e que o caso é “uma situação de muita preocupação”, porque o governo não estaria querendo atender as reivindicações da categoria.
Ricardo Murad afirmou que vê a situação com preocupação, porque a nota oficial publicada pelo governo não sinaliza no sentido de atendimento das reivindicações e que alega que não teria dinheiro para atender o aumento da categoria. O líder do BPO afirmou, no entanto, que o percentual de comprometimento da folha do pessoal é o menor da história, chegando a apenas 36%.
Murad afirmou também que o estado é dono do 17º maior Produto Interno Brito (PIB) do país, apesar da distribuição da riqueza ser mal feita, outro indicativo de que o pedido da Polícia Civil poderia ser atendido. Denunciou ainda que o governo teria feito convênios voluntários com os municípios totalizando R$ 224 milhões, mais um sinal de que existiria dinheiro em caixa.
O último tema abordado pelo líder do BPO foi o valor do salário mínimo. Ricardo Murad cobrou que o salário mínimo seja pago integralmente aos servidores, em vez de recorrer ao abono para completar o valor dele. As cobranças foram feitas pelo parlamentar em discurso realizado na tribuna.
OUTRO LADO - O líder da bancada governista na Assembléia Legislativa, deputado Edivaldo Holanda (PTC), ressaltou hoje o aumento salarial de 9% concedidos aos servidores públicos estaduais e as negociações do governo junto às categorias que reclamam de prejuízos.
Para falar sobre o assunto, Edivaldo levou à tribuna o comunicado do governo publicado nesta quinta-feira nos jornais locais. A nota comunica o reajuste salarial, reconhece que o funcionalismo perdeu poder de compra nos últimos anos e justifica que o estado não dispõe de recursos imediatos para corrigir essas perdas de uma só vez.
“Não se pode fazer mágica, as perdas são muitas”, disse o parlamentar.
O governo, em nota oficial, cita ainda sobre movimentos grevistas deflagrados por algumas categorias insatisfeitas com a política salarial – é o caso de delegados e agentes da Polícia Civil, que estão negociando, na presença do Ministério Público, suas reivindicações.
Segundo o parlamentar, os professores – outra categoria que reivindica vantagens salariais – e os servidores da área de segurança pública reuniram-se na quarta-feira passada com a equipe de governo em mais uma rodada de negociação.
Para ele, governo e servidores ainda não chegaram a um entendimento porque “há muitas reivindicações que pesam” para o estado. Porém, Edivaldo Holanda está confiante em um resultado satisfatório para ambos os lados. “O importante é que o governo está dialogando”.
( da redação com informações de assessoria)
Os vizinhos maranhenses, Ceará e Piauí vivem um momento político semelhante, em suas Assembléias Legislativas mal existe oposição – acordões políticos eliminaram a oposição, mal se vê um ou dois deputados. No Maranhão é diferente, são intensos os debates. Existe uma mídia governista e uma mídia de oposição muito forte. Hoje, vimos mais um dia intenso de debete na AL-MA.
UM LADO - O líder do Bloco Parlamentar de Oposição (BPO), Ricardo Murad (PMDB), fez, na sessão desta quinta-feira ,27, da Assembléia Legislativa, uma alerta sobre a gravidade da paralisação da Polícia Civil. O parlamentar disse que a greve acontece em todo o estado e que o caso é “uma situação de muita preocupação”, porque o governo não estaria querendo atender as reivindicações da categoria.
Ricardo Murad afirmou que vê a situação com preocupação, porque a nota oficial publicada pelo governo não sinaliza no sentido de atendimento das reivindicações e que alega que não teria dinheiro para atender o aumento da categoria. O líder do BPO afirmou, no entanto, que o percentual de comprometimento da folha do pessoal é o menor da história, chegando a apenas 36%.
Murad afirmou também que o estado é dono do 17º maior Produto Interno Brito (PIB) do país, apesar da distribuição da riqueza ser mal feita, outro indicativo de que o pedido da Polícia Civil poderia ser atendido. Denunciou ainda que o governo teria feito convênios voluntários com os municípios totalizando R$ 224 milhões, mais um sinal de que existiria dinheiro em caixa.
O último tema abordado pelo líder do BPO foi o valor do salário mínimo. Ricardo Murad cobrou que o salário mínimo seja pago integralmente aos servidores, em vez de recorrer ao abono para completar o valor dele. As cobranças foram feitas pelo parlamentar em discurso realizado na tribuna.
OUTRO LADO - O líder da bancada governista na Assembléia Legislativa, deputado Edivaldo Holanda (PTC), ressaltou hoje o aumento salarial de 9% concedidos aos servidores públicos estaduais e as negociações do governo junto às categorias que reclamam de prejuízos.
Para falar sobre o assunto, Edivaldo levou à tribuna o comunicado do governo publicado nesta quinta-feira nos jornais locais. A nota comunica o reajuste salarial, reconhece que o funcionalismo perdeu poder de compra nos últimos anos e justifica que o estado não dispõe de recursos imediatos para corrigir essas perdas de uma só vez.
“Não se pode fazer mágica, as perdas são muitas”, disse o parlamentar.
O governo, em nota oficial, cita ainda sobre movimentos grevistas deflagrados por algumas categorias insatisfeitas com a política salarial – é o caso de delegados e agentes da Polícia Civil, que estão negociando, na presença do Ministério Público, suas reivindicações.
Segundo o parlamentar, os professores – outra categoria que reivindica vantagens salariais – e os servidores da área de segurança pública reuniram-se na quarta-feira passada com a equipe de governo em mais uma rodada de negociação.
Para ele, governo e servidores ainda não chegaram a um entendimento porque “há muitas reivindicações que pesam” para o estado. Porém, Edivaldo Holanda está confiante em um resultado satisfatório para ambos os lados. “O importante é que o governo está dialogando”.
( da redação com informações de assessoria)