31 de julho de 2025

Nordeste e Renda. Em 2005, foram pagos R$ 444,3 bilhões em salários e outras remunerações, garante o IBGE.

A Política Real teve acesso.

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( Brasília-DF, 19/09/2007) A Política Real está atenta. De acordo com o Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), do IBGE, 5,7 milhões de empresas e outras organizações desembolsaram R$ 444,3 bilhões em salários e remunerações em 2005, R$ 82,5 bilhões a mais do que em 2000.

A quantia equivale a um salário médio mensal de R$ 1.060,48, com crescimento real de 1,5 ponto percentual frente à média de 2004 (R$ 1.044,952). Porém, calculado em salários mínimos médios, o mesmo salário médio mensal caiu de 5,0 salários mínimos, em 2000, para 3,7 em 2005. No mesmo período, as empresas apresentaram o maior aumento de pessoal ocupado total (5,5%), seguidas da administração pública (5,1%) e entidades sem fins lucrativos (4,9%). Em 2000, 30,8% dos assalariados nas empresas recebiam até dois salários mínimos. Cinco anos depois, este percentual chegava a 45,2%, um crescimento de 14,4%. Enquanto o percentual dos que ganhavam mais de oito salários mínimos caiu de 14,7% para 8,4%.

Em 2005, o CEMPRE contabilizou 5,7 milhões de empresas e outras organizações ativas do segmento formal da economia, um crescimento de 5,5% frente a 2004. Deste total, 89,9% eram empresas, 0,4% órgãos da administração pública e 9,7% entidades sem fins lucrativos. Ao todo, a massa assalariada recebeu R$ 444,3 bilhões, equivalente a um salário médio mensal de R$ 1.060,48 e a um aumento real de 1,5% frente a 2004 (R$ 1.044,95). No entanto, quando se considerou a variação do mesmo salário médio mensal de 2000 a 2005, em salários mínimos médios, constatou-se queda de 5,0 para 3,7 salários mínimos (-26,0%). A causa da redução pode ser a pequena diminuição do salário médio real e o crescimento real do salário mínimo. De acordo com o CEMPRE, as pessoas assalariadas ocupadas nas empresas receberam, em média, 3,4 salários mínimos em 2005, sendo que 41,0% receberam valores acima deste patamar, e 49,2% ganharam 1,7 a 2,8 salários.

A tendência de redução do salário médio mensal calculado em salários mínimos médios foi observada em todas as seções da Classificação Nacional de Atividades Econômicas4(CNAE), notadamente em Outros serviços coletivos, sociais e pessoais (-35,0%, 1); Intermediação financeira, seguros, previdência complementar e serviços relacionados (-32,7%), Construção (-28,4%), Transporte, armazenagem e comunicações (-26,4%, 1); e Educação (-26,2%).



Quatro atividades concentraram 71,9% do pessoal ocupado total em 2005 - Do total de seções da CNAE, quatro responderam por 71,9% do pessoal ocupado total em 2005: C omércio, reparação de veículos automotores, objetos pessoais e domésticos (23,3%, 1); Indústrias da transformação (18,4%), Administração pública, defesa e seguridade pessoal (18,4%, 1); e Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas (11,9%). Juntas, estas atividades responderam por 60,5% do pessoal assalariado formal e 60,4% dos salários e outras remunerações. No Comércio, todas as atividades investigadas revelaram índices de concentração de pessoal ocupado para as doze maiores empresas abaixo de 40%.

A atividade com maior percentual de ocupação foi Comércio atacadista de matérias-primas agrícolas, animais vivos e produtos alimentícios para animais : as quatro maiores empresas (0,04% do total do grupo) concentraram 23,4% do pessoal ocupado total. Já as doze maiores ocupavam 35,6% do pessoal. Em serviços, os destaques foram os grupos de Transporte dutoviário, aéreo regular e ferroviário interurbano. Para todas estas atividades, as quatro maiores empresas concentraram 84,3% do pessoal ocupado. Ampliando-se este universo para as doze maiores empresas, o percentual chega a 94,3% do pessoal ocupado total.

Nas Indústrias Extrativas destacaram-se os grupos de Extração de petróleo e gás natural e de Extração de minério de ferro, nos quais as quatro maiores empresas concentravam, respectivamente, 60,3% e 88,5% do pessoal ocupado total. Considerando os grupamentos de oito e doze maiores empresas para Atividades de Extração de minério de ferro, o índice de concentração chega a 91,5% e 93,9% do pessoal ocupado total, respectivamente.



Salário nas empresas caiu acima da média em 2005 - As empresas pagaram R$ 279,6 bilhões da massa salarial total (R$ 444,3 bilhões). Nelas, o salário médio mensal caiu acima da média (-5,7%), ficando em R$ 975, 52. Já a administração pública sofreu a menor redução (-1,2%), com R$ 1.313,06, enquanto as entidades sem fins lucrativos apresentaram salário médio mensal de R$ 1.025,57 (-1,5%). Empresas, órgãos da administração pública e entidades sem fins lucrativos ocuparam 39,6 milhões de pessoas, 5,3% a mais do que no ano anterior (37,6 milhões). Deste total, 81,4% eram assalariadas e 18,6% na condição de sócias ou proprietárias do empreendimento, um crescimento de, respectivamente, 6,2% e 1,8% frente a 2004. As empresas concentraram 73,4% do pessoal ocupado total, enquanto a administração pública ocupou 9,6% e as entidades sem fins lucrativos 7,0%.

O maior aumento de pessoal ocupado total entre 2004 e 2005 também foi registrado nas empresas (5,5%), seguidas de perto pelos órgãos da administração pública (5,1%) e entidades sem fins lucrativos (4,9%). As empresas pagaram o equivalente a R$ 279,6 bilhões do total da massa salarial, 15,5% deste valor gasto naquelas com até 19 pessoas ocupadas. As com mais de 100 pessoas ocupadas representaram 0,5% do total do segmento, e dispenderam 68,3% deste valor, enquanto as situadas na faixa intermediária (20 a 99 pessoas), responderam por 16,2% do total de salários pagos. As com até 100 pessoas ocupadas abrigaram 49,2% dos assalariados, e receberam 1/3 do total da massa salarial. Já a outra metade (50,8%), alocada em empresas com mais de 100 empregados, apropriou-se dos 2/3 restantes.


( da redação com informações de assessoria)