31 de julho de 2025

Bahia. João Leão fala da pobreza de Salvador e diz que o Ministério das Cidades vai ajudar a mudar a cara da Capital do Estado.

Ele acha que prefeito João Henrique exagerou na dose.

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( Brasília-DF, 18/09/2007) A Política Real está atenta. Convidado pelo deputado João Leão(PP-BA) para participar da abertura da III Conferência das Cidades da Bahia, realizada em Salvador no último domingo, 14, o ministro das Cidades, Márcio Fortes de Almeida, falou sobre a importância da realização dessa etapa das conferências, que prepara às delegações para propor políticas públicas ao setor na Conferência Nacional que acontecerá de 25 a 29 de novembro, aqui na Capital Federa.

"A expectativa é que os delegados tragam muitas sugestões para as políticas de desenvolvimento urbano", afirmou o ministro Márcio Fortes. Ele disse ter enviado ao Palácio do Planalto proposta para o Programa de Aceleração do Crescimento do Transporte e da Mobilidade Urbana, que "irá complementar as ações do PAC de Saneamento e Urbanização".


O Ministro também observou que "não adianta uma casa a trinta quilômetros de distância, se não tem como o chefe de família chegar ao trabalho a tempo, a criança está longe da escola, é difícil chegar ao hospital, difícil chegar ao cinema".


Para o vice-líder do Governo no Congresso, deputado João Leão(PP-BA), responsável pela ida do ministro Márcio Fortes nesta conferência, "Salvador e a região metropolitana da Bahia pecam no sentido da baixa qualidade da habitação popular. A maioria das nossas habitações são de baixíssima qualidade".


Quando se entra Salvador, afirmou o vice-líder do governo, "você enxerga invasões nos dois lados da cidade, demonstrando também a péssima qualidade de vida da população mostrando o contraste social com as habitações normais. É um péssimo cartão postal de visita mostrado pela capital do Estado".


Segundo João Leão, o governo federal está mudando esta situação, através do ministério das Cidades, liberando recursos para a construção de moradias populares e urbanizando destas áreas de invasões, favelas. "Salvador, ou melhor a Bahia, hoje tem um dos piores índices de saúde do Brasil, causado pela falta de rede de esgoto nestas áreas, alertou o parlamentar", disse o líder baiano.


A solução, segundo ele, passa pelo saneamento básico da cidade, o que reduzirá em pelo menos quarenta por cento os problemas com saúde. Por isso, disse João Leão, foi que “nós convidamos o ministro das Cidades, Márcio Fortes, para participar da III Conferência das Cidades da Bahia”.


Nesta terça-feira,18, João Leão se reunirá com Márcio Fortes, no ministério, para acertar as ações a serem desenvolvidas na Bahia, principalmente com relação a construção de moradias populares e saneamento básico, onde a prioridade será para as famílias de baixa renda, que hoje ocupam áreas invadidas, favelas, principalmente em Salvador.


"Como relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias , LDO, disponibilizei dois bilhões de reais para o ministério das Cidades investir no setor da moradia popular e saneamento básico nos estados", afirmou João Leão.


Durante o evento, o ministro Márcio Fortes esteve com funcionários do Metrô de Salvador, cujas obras foram assunto de reuniões do ministro Márcio Fortes com o prefeito de Salvador, João Henrique(PMDB) e, mais tarde, na Secretaria de Transportes do município.

Também participaram da III Conferência das Cidades da Bahia, o vice-governador do Estado, Edmundo Pereira, o prefeito de Salvador, João Henrique, o secretário nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana, Luiz Carlos Bueno de Lima, o secretário-executivo do Conselho das Cidades, Elcione Macedo.

POLÊMICA - Sobre a questão envolvendo o prefeito e o Banco Real, que teve uma de suas agências fechadas na cidade, por ordem do prefeito João Henrique, segundo ele pelo descumprimento das normais legais no atendimento ao cidadão, João Leão foi cauteloso ao analisar o caso.


"Eu acho que João Henrique exagerou um pouco na dose. Não seria necessário fechar a agência, afinal não sabemos se na hora do problema da falta de funcionários nos caixas, se estas pessoas estavam se sentindo mal, ou ido ao banheiro por necessidade fisiológica. Por azar deve ter sido nesta hora que o prefeito entrou na agência e constatou uma fila maior do que o normal". Ele falou mais.


"O mais correto seria a prudência. Seria ele determinar a notificação do banco, afinal a população em geral não quer fechamento de agências bancárias, que não deixa de ser uma decisão grave. Eles querem melhorias no atendimento ao cidadão", encerrou João Leão.

( Por Almiro Archimedes, especial para a Política Real , com edição de Genésio Araújo Junior)