Pernambuco. Perdigão anuncia fábricas e fazenda no Estado.
Empreendimentos pode levar ao Agreste 4000 novos empregos.
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( Brasília-DF, 17/09/2007) Segundo Eduardo Campos, “a Perdigão agora também é pernambucana!”. O governador pernambuco com essa declaração deu o tom do clima de otimismo que ele vem tendo neste início de Governo. Nesta segunda-feira ,17, foi a vez dos moradores do agreste comemorarem a assinatura de um protocolo de intenções entre o Governo do Estado, a Prefeitura de Bom Conselho e a Perdigão para a instalação de um complexo agroindustrial no município, a 287 km do Recife.
Eduardo lembrou que os moradores da cidade esperam por investimento como esse há anos e que chegou a hora de resgatar uma dívida histórica com as economias de base tradicional e modernizar sua atuação.
“Precisamos de investimentos audaciosos como esse que acreditam no interior do país. E que vão servir de exemplo para outros empreendedores do Brasil que irão ver aqui grandes oportunidades de negócios”, disse Eduardo, que irá apresentar o projeto para os moradores da cidade nesta terça, às 10h da manhã, no Parque de Exposições de Bom Conselho.
“Uma das prioridades da Perdigão é atuar no interior do país, mostrando a afinidade do projeto com uma das prioridades de sua gestão, governador. Fixando as famílias no campo, nós estamos levando nossa tecnologia, nosso sistema de integração e nosso dinamismo para aperfeiçoar o potencial da região. Vai ser um casamento perfeito”, argumentou Nildemar Secches, presidente da empresa.
Segundo Secches, antes de decidir pelo município de Bom Conselho, a empresa prospectou toda a faixa entre a Bahia e o Rio Grande do Norte, buscando um ponto estratégico que facilitasse a distribuição. E a escolha do município se deu por sua bacia leiteira, que é uma das maiores do Nordeste, pela disponibilidade de água e mão-de-obra e pela sua localização, próxima a várias capitais do Nordeste.
Os produtores de leite da região, além de conseguir uma garantia de compra para o seu produto, vão contar com as linhas de crédito do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), para que possam incrementar e aperfeiçoar a captação dessa matéria-prima, que irá suprir a demanda da Batávia.
“É com grande satisfação que recebemos esse investimento que será um marco na economia de Bom Conselho. Trazendo benefícios, principalmente, para os jovens que lutam pelo primeiro emprego”, ressaltou o prefeito do município, Audálio Ferreira de Araújo.
NÚMEROS - No terreno de 100 hectares, serão construídas duas fábricas – uma da Batávia para o processamento de laticínios - e outra da Perdigão para a industrialização de embutidos de carnes - além de um Centro de Distribuição (CD). Os investimentos para a implementação do projeto estão estimados em R$ 280 milhões, um dos maiores já feitos pela iniciativa privada no interior do estado nos últimos anos. As obras devem começar ainda este ano e executadas num prazo de 18 a 24 meses.
O complexo tem a perspectiva de gerar, gradativamente, 950 empregos diretos e terceirizados e outros 2.850 indiretos. Os primeiros grupos de funcionários que vão ser contratados pela indústria na região vão passar por treinamento de mão-de-obra em outras unidades da empresa e vão funcionar como agentes multiplicadores junto aos demais funcionários, visando melhorar a produtividade.
Durante a cerimônia de assinatura, ainda, foi entregue pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Aristides Monteiro, a licença prévia para serem iniciadas as obras na região com toda a seguridade do licenciamento ambiental necessária.
UNIDADE PERDIGÃO – A planta da Perdigão vai produzir industrializados de carne. A curto prazo, a intenção da companhia é incentivar o desenvolvimento de fornecedores locais de matéria-prima e suprimentos em geral. Para implantar a unidade, a Perdigão vai investir 150 milhões de reais. Serão gerados 400 empregos diretos, 100 terceirizados e 1.500 indiretos. A previsão de faturamento, quando a planta estiver operando é de 250 milhões de reais.
UNIDADE BATÁVIA – Leite longa vida, iogurtes e derivados de leite em geral serão produzidos na unidade da Batávia. A empresa vai absorver boa parte da produção da bacia leiteira local e gerar 200 empregos diretos, 2500 terceirizados e cerca de 1.350 indiretos. Os investimentos serão da ordem de 130 milhões de reais e o faturamento está estimado em R$ 350 milhões/ano.
FAZENDA EXPERIMENTAL – O projeto da Batávia prevê também a implantação de uma fazenda experimental, próxima ao complexo agroindustrial, que ocupará uma área de 50 hectares. O objetivo é buscar a melhoria genética dos rebanhos da região, redução de preços e melhoria de produtividade. A Batávia pretende desenvolver uma rede de fornecedores para abastecer a unidade, nos moldes do sistema de integração já adotado pela empresa na produção de aves e suínos
( da redação com informações de assessoria)