31 de julho de 2025

Nordeste e PNAD. Região tem mais mulheres mas perde para Sudeste e Sul; Nordeste tem mais negros.

A Política Real teve acesso.

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( Brasília-DF, 14/09/2007) A Política Real teve acesso. Nacionalmente, a tendência de envelhecimento populacional persistiu em 2006. Esse movimento foi ainda mais acentuado nas regiões Sudeste e Sul, onde a diferença entre as participações, no total da população, das pessoas de 0 a 9 anos e de 40 anos ou mais de idade já ultrapassa 20 pontos percentuais – a média nacional é uma diferença de 15,8 pontos percentuais.

A taxa de fecundidade, em 2006, foi estimada em 2,0 nascimentos por mulher (em 2005, havia sido de 2,1 nascimentos por mulher), caindo ao nível de reposição da população.

A região Norte tinha a estrutura etária menos envelhecida: registrou a menor diferença entre os percentuais de pessoas com 0 a 9 anos de idade e de 40 anos ou mais (1,6 ponto percentual, 1); tinha número médio de filhos por família (3,3) maior que o registrado para o país (2,9, 1); e era a única região onde o contingente de crianças de 0 a 4 anos (1,6 milhão) era maior que o de pessoas com 60 anos ou mais (aproximadamente 979 mil).

Entre as unidades da federação, o Acre tinha em 2006 o maior percentual de pessoas com 0 a 4 anos (12,0%). No lado oposto, no Rio de Janeiro, apenas 5,9% das pessoas estavam nessa faixa etária, e se concentrava o maior percentual de pessoas com 60 anos ou mais de idade: 14,1%.

O envelhecimento vem ocorrendo indiscriminadamente para homens e mulheres, mas a população feminina de 0 a 4 anos era, em 2006, 9,3% inferior à masculina na mesma faixa etária; enquanto na faixa de 60 anos ou mais, o número de mulheres superava o de homens em 27,0%. Ou seja, nascem mais homens, mas as mulheres vivem mais.

Apenas na região Norte, número de homens supera o de mulheres

Em 2006, havia cerca de 91 milhões de homens e 96 milhões de mulheres. Apenas na região Norte, o número de homens superava o de mulheres, o que não ocorria em 2005. Isso se deve ao fato de haver menos mulheres acima de 60 anos no Norte do país. Lá elas representavam 51,5% da população nessa faixa etária; nas demais regiões, as proporções eram mais elevadas: Sudeste (57,2%, 1); Sul (55,9%, 1); Nordeste (55,2%) e Centro-Oeste (52,5%).

O número médio de pessoas por domicílio, no país, ficou em 3,4. Havia 59 milhões de famílias residentes em domicílios particulares permanentes, das quais 40 milhões (68,6%) tinham um homem como principal responsável, proporção ligeiramente inferior à de 2005 (69,4%).

Em relação a cor/ raça, em 2006, a população brasileira era composta por 49,7% de brancos, 42,6% de pardos e 6,9% de pretos. Houve um ligeiro aumento da participação dos pretos, que em 2005 era de 6,3%, resultante da elevação do percentual nas regiões Norte (3,8% para 6,2%), Nordeste (7,0% para 7,8%) e Sudeste (7,2% para 7,7%).

Em 2006, as pessoas não-naturais do município de residência eram 40,0% da população do país, e as não-naturais da unidade da federação (UF) em que moravam representavam 16,0%.

No que se refere à naturalidade em relação ao município de residência, no Centro-Oeste, a população não-natural (54,2% do total) superava a natural nos quatro estados da região. Os percentuais eram de 31,5% na região Nordeste; 41,3% no Sudeste; 42,2% na região Norte; e de 44,3% no Sul do país. Quanto à naturalidade em relação à UF, 36,5% dos moradores da região Centro-Oeste eram não-naturais, com destaque para o Distrito Federal, onde esse percentual atingia 51,8%. Roraima tinha o maior percentual de moradores não-naturais (53,7%, 1); e o Rio Grande do Sul, o menor (3,8%).

( da redação com informações de assessoria)