31 de julho de 2025

Nordeste e PNAD. Analfabetismo se reduz; Maiores avanços foram no Nordeste.

A Política Real teve acesso.

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( Brasília-DF, 14/09/2007) A Política Real teve acesso. Em 2006, 14,9 milhões de brasileiros com mais de 10 anos de idade eram analfabetos 8, 4,2% a menos que em 2005. A taxa de analfabetismo para esse grupo caiu de 10,2% em 2005 para 9,6% no ano passado. Para as pessoas de 15 anos ou mais, a taxa de analfabetismo em 2006 era de 10,4%, 0,7 ponto percentual inferior à de 2005.A taxa de analfabetismo das pessoas de 10 anos ou mais era de 18,9% no Nordeste e de 10,3% na região Norte. No Sul e no Sudeste, os valores eram de 5,2% e 5,5%.

A taxa de analfabetismo dos homens com mais de 10 anos de idade foi de 9,9%, enquanto a das mulheres foi de 9,3%. Em todas as regiões, havia mais analfabetos entre as mulheres do que entre os homens, exceto no Centro-Oeste, onde a taxa de analfabetismo foi a mesma para os dois sexos: 7,4%.

Em 2006, 23,6% de pessoas de mais de 10 anos de idade eram analfabetas funcionais 9, 1,3 ponto percentual a menos que em 2005. Em todas as regiões, de 2005 para 2006, houve decréscimo dessa taxa, sendo mais forte no Norte (de 29,7% para 28,5%) e Nordeste (de 37,5% para 35,5%). A taxa de analfabetismo funcional masculina também era superior à feminina (24,7% contra 22,7%). Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o quadro era similar ao nacional, enquanto nas regiões Sudeste e Sul se invertia, com as mulheres apresentando uma maior taxa do que os homens (18% contra 17%, aproximadamente, nas duas regiões).

As pessoas com 10 anos ou mais de idade tinham, em 2006, em média, 6,8 anos de estudo, 3% a mais que em 2005. O indicador era mais alto no Sudeste (7,5) e no Sul (7,2). Na região Norte, a média era de 6,2 anos e no Nordeste era bem mais baixa: 5,6 anos.

As mulheres tinham 7 anos de estudo em média, enquanto os homens tinham 6,6 anos. A diferença era maior nas regiões Norte e Nordeste, onde as mulheres tinham, em média, 10,2% e 13,5% mais anos de estudo que os homens. No Sul e no Centro-Oeste, as diferenças eram, respectivamente, de 1,4% e 7,4%. Já no Sudeste, homens e mulheres tinham média de 7,5 anos de estudo.

Entre 1996 e 2006, NE tem melhorias mais expressivas na educação

O panorama recente da educação mostrou avanços que, quando se analisa um espaço de tempo mais longo (dez anos), são ainda mais expressivos. Entre as crianças de 5 a 6 anos de idade, por exemplo, 35,8% não freqüentavam escola em 1996, percentual que caiu, em 2001, para 23,8% e atingiu, em 2006, 14,7%. Esse fenômeno ocorreu em todas as regiões, com destaque para a Nordeste e a Sudeste, onde, em 2006, a proporção de crianças de 5 a 6 anos de idade que estavam fora da escola era de 12,4% e 11%, respectivamente, bem abaixo dos valores de 1996 (35,2% e 33%).

Para as crianças e adolescentes de 7 a 14 anos de idade, a região Nordeste apresentou uma melhoria considerável: enquanto em 1996 13,6% delas não freqüentavam a escola, em 2006 o percentual era de 3,1%. Entre as pessoas de 15 a 17 anos de idade, o percentual de não-freqüência à escola passou de 30,5% em 1996 para 17,5% em 2006. Essa tendência foi verificada em todas as regiões, sendo maior no Sul: de 34% para 19,3%.

A taxa de analfabetismo das pessoas de 10 anos ou mais de idade caiu 4,3 pontos percentuais de 1996 para 2006, queda que foi mais forte no Nordeste (de 27,3% em 1996 para 18,9% em 2006). De 1996 a 2006, houve um aumento de 30,2% no número médio de anos de estudo das pessoas de 10 anos ou mais de idade. Por fim, entre 196 e 2006, o número de pessoas com 11 anos ou mais de estudo cresceu 13 pontos percentuais. As mulheres mantêm a liderança nesse indicador desde 1996.

( da redação com informações de assessoria)