Nordeste e o PNAD. Pesquisa aponta que desigualdades regionais continuam mas renda no Nordeste cresceu 12%.
No Brasil, houve avanço de 7,2% nos rendimentos que passou a ganhar em média R$ 883,00.
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( Brasília-DF, 14/09/2007) A Política Real teve acesso. De 2005 para 2006, os trabalhadores do Brasil tiveram um aumento de 7,2% em seus rendimentos, passando a ganhar, em média, R$ 883 por mês. Apesar de o crescimento não ter sido suficiente para atingir o maior valor de rendimento da série (R$ 975, em 1996), esse patamar mais alto foi alcançado e superado entre os 50% de pessoas ocupadas que ganhavam menos. Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio -2006, do IBGE, que foram enviados a redação agora há pouco.
De forma semelhante, em 2006, o percentual de pessoas que trabalhavam na população de 10 anos ou mais de idade (57,0%) chegou próximo ao do início da década de 90 (57,5% em 1992), sendo que, no ano passado, de cada cinco novos postos de trabalho criados, três eram com carteira assinada. Entretanto, mais da metade da população ocupada (49,1 milhões de pessoas) continuava formada por trabalhadores sem carteira assinada, por conta-própria ou sem remuneração.
A passagem de 2005 para 2006 assinalou também a continuidade de diversas melhorias na educação: aumentou de forma significativa o contingente de crianças de 5 e 6 anos na escola; caíram as taxas de analfabetismo e de analfabetismo funcional; e cresceu a média de anos de estudo da população. Por outro lado, o trabalho infantil sofreu redução em todas as faixas etárias, ainda que, no ano passado, 5,1 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos de idade estivessem ocupados.
O Brasil continua envelhecendo, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste, e a taxa média de fecundidade nacional caiu ao nível do limite de reposição (2,0 filhos em média por mulher).
As desigualdades regionais, entretanto, se mantêm, seja nos indicadores educacionais, seja no acesso domiciliar a bens e serviços públicos, seja na distribuição dos rendimentos.
Esses são alguns dos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) , que, anualmente, busca traçar um retrato do país. Em 2006, foram entrevistadas 410.241 pessoas, em 145.547 domicílios em todo o Brasil. A partir de outubro, cerca de 2.000 entrevistadores do IBGE vão a campo para realização da Pnad, que, em 2007, completa 40 anos. Pela primeira vez, a coleta da pesquisa será eletrônica.
O rendimento médio mensal das pessoas ocupadas com rendimento de trabalho cresceu 7,2%, em 2006, na comparação com 2005, passando de R$ 824 para R$ 883. Foi o maior crescimento nessa comparação desde 1995. Um dos fatores determinantes para esse crescimento foi o ganho real do salário mínimo, de 13,3% em 2006, frente a 2005. Foi registrada pequena redução na concentração da renda, revelada pela evolução do índice de Gini 1: de 0,547, em 2004, para 0,543, em 2005, e 0,540, em 2006.
A remuneração média dos empregados subiu 6,6%; a dos empregados domésticos, 7,9%; e a dos trabalhadores por conta própria, 5,4%. Dentre os empregados, o rendimento médio daqueles com carteira de trabalho assinada cresceu 4,7%; o dos empregados sem carteira, 4,2%; enquanto o dos militares e estatutários aumentou 11,5%.
Os maiores ganhos no rendimento em 2006, frente a 2005, foram nas regiões Nordeste (12,1%) e Norte (7,1%). Também houve crescimento no Sudeste (6,6%), Sul (5,5%) e Centro-Oeste (4,9%). O menor rendimento real médio foi observado no Nordeste (R$ 565), e o maior, no Sudeste (R$ 1.027). O índice de Gini mostrou maior concentração no Nordeste (0,565) e no Centro-Oeste (0,541) e ficou em 0,523 no Sudeste; 0,502 no Sul; e 0,495 no Norte.
Os rendimentos reais médios dos homens e das mulheres continuaram diferindo, embora com menos intensidade: em 2006, o rendimento de trabalho das mulheres representava 65,6% do rendimento dos homens, contra 64,4% em 2005; 63,5% em 2004; e 58,7% em 1996. As maiores diferenças salariais entre homens e mulheres estavam, em 2006, entre os trabalhadores por conta própria e trabalhadores domésticos.
Numa análise histórica, o rendimento médio real alcançado no país, R$ 888 2 em 2006, não foi suficiente para recuperar o maior rendimento real médio da série, R$ 975, observado em 1996. Essa recuperação ao patamar de 1996, foi observada, no entanto, para a primeira metade da distribuição do rendimento de trabalho (aqueles que ganham menos), cujo rendimento passou de R$ 267, em 1996, para R$ 293 em 2006.
( da redação com informações de assessoria)
De forma semelhante, em 2006, o percentual de pessoas que trabalhavam na população de 10 anos ou mais de idade (57,0%) chegou próximo ao do início da década de 90 (57,5% em 1992), sendo que, no ano passado, de cada cinco novos postos de trabalho criados, três eram com carteira assinada. Entretanto, mais da metade da população ocupada (49,1 milhões de pessoas) continuava formada por trabalhadores sem carteira assinada, por conta-própria ou sem remuneração.
A passagem de 2005 para 2006 assinalou também a continuidade de diversas melhorias na educação: aumentou de forma significativa o contingente de crianças de 5 e 6 anos na escola; caíram as taxas de analfabetismo e de analfabetismo funcional; e cresceu a média de anos de estudo da população. Por outro lado, o trabalho infantil sofreu redução em todas as faixas etárias, ainda que, no ano passado, 5,1 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos de idade estivessem ocupados.
O Brasil continua envelhecendo, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste, e a taxa média de fecundidade nacional caiu ao nível do limite de reposição (2,0 filhos em média por mulher).
As desigualdades regionais, entretanto, se mantêm, seja nos indicadores educacionais, seja no acesso domiciliar a bens e serviços públicos, seja na distribuição dos rendimentos.
Esses são alguns dos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) , que, anualmente, busca traçar um retrato do país. Em 2006, foram entrevistadas 410.241 pessoas, em 145.547 domicílios em todo o Brasil. A partir de outubro, cerca de 2.000 entrevistadores do IBGE vão a campo para realização da Pnad, que, em 2007, completa 40 anos. Pela primeira vez, a coleta da pesquisa será eletrônica.
O rendimento médio mensal das pessoas ocupadas com rendimento de trabalho cresceu 7,2%, em 2006, na comparação com 2005, passando de R$ 824 para R$ 883. Foi o maior crescimento nessa comparação desde 1995. Um dos fatores determinantes para esse crescimento foi o ganho real do salário mínimo, de 13,3% em 2006, frente a 2005. Foi registrada pequena redução na concentração da renda, revelada pela evolução do índice de Gini 1: de 0,547, em 2004, para 0,543, em 2005, e 0,540, em 2006.
A remuneração média dos empregados subiu 6,6%; a dos empregados domésticos, 7,9%; e a dos trabalhadores por conta própria, 5,4%. Dentre os empregados, o rendimento médio daqueles com carteira de trabalho assinada cresceu 4,7%; o dos empregados sem carteira, 4,2%; enquanto o dos militares e estatutários aumentou 11,5%.
Os maiores ganhos no rendimento em 2006, frente a 2005, foram nas regiões Nordeste (12,1%) e Norte (7,1%). Também houve crescimento no Sudeste (6,6%), Sul (5,5%) e Centro-Oeste (4,9%). O menor rendimento real médio foi observado no Nordeste (R$ 565), e o maior, no Sudeste (R$ 1.027). O índice de Gini mostrou maior concentração no Nordeste (0,565) e no Centro-Oeste (0,541) e ficou em 0,523 no Sudeste; 0,502 no Sul; e 0,495 no Norte.
Os rendimentos reais médios dos homens e das mulheres continuaram diferindo, embora com menos intensidade: em 2006, o rendimento de trabalho das mulheres representava 65,6% do rendimento dos homens, contra 64,4% em 2005; 63,5% em 2004; e 58,7% em 1996. As maiores diferenças salariais entre homens e mulheres estavam, em 2006, entre os trabalhadores por conta própria e trabalhadores domésticos.
Numa análise histórica, o rendimento médio real alcançado no país, R$ 888 2 em 2006, não foi suficiente para recuperar o maior rendimento real médio da série, R$ 975, observado em 1996. Essa recuperação ao patamar de 1996, foi observada, no entanto, para a primeira metade da distribuição do rendimento de trabalho (aqueles que ganham menos), cujo rendimento passou de R$ 267, em 1996, para R$ 293 em 2006.
( da redação com informações de assessoria)