31 de julho de 2025

Alagoas. Teotônio Vilela anunciou acordo com o médicos; Fim da greve dos médicos foi anunciada mas tensão continua.

A Política Real teve acesso.

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( Brasília-DF, 24/08/2007) A Política Real está atenta. Após o fechamento da edição de ontem,23, da Política Real foi anunciado o fim da greve dos médicos de Alagoas, em Maceió.

O governador Teotônio Vilela fez questão de comunicar, em entrevista que concedeu aos jornalistas e radialistas alagoanos, no Palácio República dos Palmares, que o governo aceitara a proposta apresentada pelos médicos, como forma de contornar a paralisação da categoria. Teotonio

Teotonio Vilela disse que o Estado aceitou a contraproposta dos médicos e do Ministério Público para acabar com a greve, depois de um”trabalho amplo que contou com a ajuda decisiva do Ministério da Saúde”. Serão disponibilizados para os salários dos médicos R$ 1.260.000,00, distribuídos em cinco parcelas, de agosto deste ano a abril de 2008.


Segundo esse parcelamento, o Estado vai disponibilizar R$ 300 mil em agosto e R$ 300 mil em outubro deste ano, e R$ 300 mil em fevereiro; e R$ 180 mil em março e R$ 180 mil em abril de 2008. O governador também anunciou a implantação da carreira do médico a partir de outubro próximo, com base na Lei 6.730, de abril de 2006, observados os limites de impacto financeiro.

Recuperação - Sobre a melhoria das condições de trabalho, o governador informou que o Ministério da Saúde garantiu recursos no valor de R$ 12 milhões, podendo ser acrescidos com mais R$ 5 milhões. Teotonio explicou que 50% desse dinheiro serão destinados para a recuperação física da rede de serviços de saúde de urgência e emergência, e o restante para aquisição e recuperação de equipamentos.

Ao lado do vice-governador José Wanderley Neto e dos secretários estaduais André Valente, da Saúde, Adriano Soares, da Gestão Pública, Álvaro Machado, do Gabinete Civil, e do procurador geral de Estado, Mário Jorge Uchoa, o governador também destacou que tem como compromisso político lutar para que o governo federal institua o chamado PAC da Saúde.

Teotonio acrescentou que essa iniciativa pode garantir recursos federais para co-financiamento dos trabalhadores em saúde nos Estados, a exemplo do que já existe na Educação com o Fundeb e, mais recentemente, na segurança pública. O governador disse que também assume compromisso político de, a partir da estabilidade econômica e financeira do Estado, buscar como horizonte a instituição do Piso Nacional da categoria médica no serviço público estadual.



Peregrinação – O governador contou da sua peregrinação pelos Ministérios, em busca de interlocutores e alternativas para construir uma melhor saída para a crise da saúde em Alagoas, nesses últimos três meses. “No início do processo o governo ofereceu 5% de reajuste imediato como correção da inflação nos últimos 12 meses e era o recurso possível no momento para evitar a greve”, salientou, lembrando que a Secretaria da Saúde recebeu do governo anterior uma dívida de R$ 20 milhões.

No período em que a greve se agravava, o governador afirmou que buscava recursos junto a interlocutores do governo federal. Ele citou, além do próprio presidente Lula, os ministros José Gomes Temporão (Saúde), Dilma Roussef, (Casa Civil), e Guido Mantega (Fazenda). “Conseguimos com o Ministério da Saúde uma verba de 26 milhões por ano”, enfatizou.

Desses recursos, aproximadamente a maior parte vai obrigatoriamente para os municípios e o restante servirá para cobrir despesas com custeio. O governador esclareceu que, dessa forma, o dinheiro do Estado empregado para as despesas com medicamentos, entre outras, será empregado em pagamento de salários. “Essa matemática é que nos possibilitou chegar a essa solução para pro fim ao impasse”, adiantou.

As parcelas de fevereiro a abril do próximo ano, propostas pelo Estado para o reajuste salarial dos médicos, serão implantadas com o aumento da arrecadação, segundo o governador. “Sempre reconheci que as reivindicações dos médicos são justas e legítimas”, adiantou.

O problema é que os médicos querem que as multas aplicadas pela Justiça sejam revogadas no acordo, porém essa é uma prerrogativa que só cabe à Justiça.

( da redação com informações de assessoria)