31 de julho de 2025

Nordeste e o Senado. Renan Calheiros inicia depoimento em sessão reservada.

Senador disse estar tranquilo mas relatores querem explicações de falhas na documentação.

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(Brasília-DF, 23/08/2007) O depoimento de Renan Calheiros (PMDB-AL) para o Conselho de Ética iniciou há pouco. O senador será ouvido em reunião secreta pelos relatores do caso Renato Casagrande (PSB-ES), Marisa Serrano (PSDB-MS) e Almeida Lima (PMDB-SE) para esclarecer questões referentes ao laudo da perícia feita em seus documentos de defesa. Ao chegar no gabinete do senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), onde acontecerá o depoimento, Renan Calheiros apenas declarou estar tranqüilo.

Após a divulgação do resultado do laudo o senador alagoano alegou que a perícia comprova sua versão dos fatos. Os relatores Marisa Serrano e Renato Casagrande afirmam que existem muitas falhas em sua defesa que precisam ser esclarecidas. “Só um lelé da cuca para dizer que o laudo foi bom para ele. A perícia piorou a sua situação”, alega Serrano.

Renato Casagrande disseque uma das questões a ser esclarecidas pelo o senador é sobre o empréstimo que ele diz ter feito com uma locadora de veículos, mas que, segundo a Polícia Federal, não foi declarado no seu Imposto de Renda. Os relatores devem também indagar Renan sobre falhas na sua evolução patrimonial e outros problemas, referentes à venda de boi, detectado pela perícia. O senador Casagrande, entretanto, ponderou que é preciso ouvir a versão de Renan antes de julgá-lo. “Confrontando as duas peças, o depoimento de Renan e o relatório da perícia, teremos elementos para proferir nossa conclusão sobre o processo.

O senador está sendo investigado a partir de denúncias de que um lobista da empreiteira Mendes Junior teria feito pagamentos da pensão de sua filha de três anos com a jornalista Mônica Veloso. O senador apresentou documentos financeiros que supostamente comprovariam ter renda própria para efetuar os pagamentos de pensão. Renan alega que Claudio Gontijo, funcionário da empreiteira, era apenas um amigo que fazia a intermediação do dinheiro, mas que os recursos eram do próprio parlamentar.
(por Liana Gesteira)