31 de julho de 2025

Rio Grande do Norte. Governo busca alternativas para a greve dos professores, porém mantém o corte; Sinte diz que corte nos salários aumentou a freqüência dos grevistas nas assembléias..

A Política Real teve acesso.

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( Brasília-DF, 08/08/2007) A Política Real está atenta. Desde o 17 de julho que os professores estaduais no Rio Grande do Norte estão em greve consolidada. O Governo do Estado depois de fazer cortes nos salários busca alternativas. Hoje, o Governo informou que vai abonar as “faltas”a partir do dia 20 de julho mas confirma que vai manter cortes nos salários.


INTERIOR - O corte nos salários dos grevistas não impediu que as regionais de Caicó e Currais Novos aderissem ao movimento grevista na educação, informou o Sindicato, hoje. Essas regionais ainda não haviam entrado em greve por causa do adiamento do início do semestre letivo naquelas localidades.

CULPA- Para os visitantes da página do Sinte na Internet, a governadora Vilma de Faria é a responsável pela greve na educação. A resposta foi dada por 91% dos 455 visitantes que responderam a enquete no site do sindicato. Apenas 9% opinaram que a Governadora não é responsável pelo movimento grevista.

Outro sinal, segundo o Sinte, de que os trabalhadores em educação estão dispostos a resistir até que suas reivindicações sejam atendidas foi o aumento do número dos presentes na assembléia da última quarta-feira.

Os diretores do Sindicato calculam que o número de presentes na assembléia cresceu em cerca de 30%, depois que a governadora Wilma de Faria decretou o corte nos salários. A continuidade da greve foi aprovada sem nenhum voto contra ou abstenção, garante o Sinte.

Veja a íntegra da nota à imprensa:

INFORMAÇÃO PARA A IMPRENSA

A Secretaria Estadual de Educação esclarece que vai abonar o ponto, a partir do dia 21 de julho, de todos os professores que tenham retomado as aulas, bem como dos que retornarem ao trabalho ainda esta semana.

Também se compromete em negociar, individualmente, o pagamento referente aos dias 9 a 20 de julho, mediante o cumprimento dos duzentos dias letivos de aula.

Alerta ainda que mantém o corte de ponto dos educadores que insistam em manter a paralisação e que irá tomar as medidas administrativas cabíveis, com abertura de processo administrativo por abandono de emprego.

Mais uma vez, o Governo do Estado apela para o bom senso dos professores, que nos últimos quatro anos foram beneficiados com ações administrativas esperadas há 20 anos. Como exemplo podemos citar o Plano de Cargos, Carreiras e Salários que dobrou a folha salarial da Educação, passando de R$ 24 milhões para R$ 48 milhões por mês; realização de concurso público e convocação de 2.460 professores aprovados; e as eleições diretas para diretores das escolas.

( da redação com informações de assessoria)