31 de julho de 2025

Bahia. Exportações crescem mais reduzem ritmo de crescimento comparado com o mesmo período do ano passado.

A Política Real teve acesso.

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( Brasília-DF, 07/08/2007) A Política Real teve acesso. No acumulado do ano até julho, as exportações baianas chegam a US$ 3,96 bilhões, o que corresponde a um incremento de 7,5% sobre o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados hoje ,07 pelo Promo-Centro Internacional de Negócios da Bahia. Mas, na comparação com o mês de julho de 2006, as exportações tiveram uma redução de 6,4%. Em relação a junho de 2007, a queda chega a 14,1%.

Os setores que mais contribuíram para o desempenho positivo registrado no ano até agora foram os petroquímicos, com vendas de US$ 899,7 milhões e incremento de 19,5%, os produtos metalúrgicos, com US$ 613,8 milhões (11,5%), papel e celulose, com US$ 466,5 milhões (22%), soja e derivados,com US$ 216,9 milhões (70%), e pneus, com US$ 110 milhões e incremento de 263%.

Os números da balança comercial da Bahia confirmam a tendência de crescimento das importações em ritmo bem mais forte do que as exportações. Até julho, o incremento foi de 18,7%, com as compras externas alcançando
US$ 3 bilhões.

Segundo o Promo, contribuem para esse nível de expansão, o aumento da atividade produtiva, a desvalorização do dólar, o aumento nas cotações das commodities minerais (petróleo, cobre, nafta), de que somos altamente dependentes, e o efeito da expansão do financiamento internacional (utilização das linhas externas disponíveis com taxas de juros mais favoráveis).

“O importante e que vem preponderando na composição das importações baianas, é a forte expansão das compras de bens de capital – que significa modernização industrial e aumento de competitividade - que cresceram 35,2% no período, e de produtos intermediários, (21,7%), denotando a complementaridade entre insumos domésticos e importados”, informa Ricardo Saback, superintendente do Promo.

De acordo com os dados do Promo, os principais mercados para as exportações baianas em julho foram EUA, Argentina, Países Baixos e China. Este último já se configura entre os cinco maiores intercâmbios da Bahia, registrando crescimento contínuo, tanto como comprador, quanto como supridor de peças e aparelhos para a indústria eletroeletrônica.



REDUÇÃO - De acordo com técnicos do Promo, a redução das vendas externas em julho, não pode ser configurada como uma tendência, já que na base de comparação (julho/2006), as vendas externas baianas foram atipicamente altas porque naquele mês do ano passado, os fiscais da Receita Federal encerraram uma greve, ocorrendo um acúmulo de embarques. Por isso, a comparação com julho deste ano mostra queda.

Dados do Promo, também apontam retração nas exportações na comparação entre junho/2007 e julho/2007 devido às oscilações que normalmente ocorrem entre um mês e outro em decorrência de atrasos em embarques e de reduções nas vendas de produtos petroquímicos, metalúrgicos, petróleo e derivados e automóveis – os quatro maiores segmentos da pauta de exportação do estado - e que vem atravessando fortes pressões de demanda no mercado doméstico.

( da redação com informações de assessoria)