Rio Grande do Norte. Adutoras deverão resolver problema da contaminação da água de Natal.
MP, ONG e Governo do Estado tiveram encontro nesta manhã para tratar da crise da água.
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( Brasília-DF, 07/08/2007) A Política Real teve acesso. A solução para o problema da contaminação da água de Natal por nitrato passa pela construção das adutoras do Jiqui, na zona Sul, e Rio Doce, na zona Norte, além da intensificação das obras de saneamento – é o que entende o Governo do Estado.
Em reunião na manhã desta terça-feira ,7, com promotores do Ministério Público e dirigentes da ONG Natal Voluntários, a governadora do Estado, Wilma de Faria, anunciou a construção imediata das adutoras. A tubulação do Rio Doce, avaliada em R$ 1 milhão, inclusive, já foi iniciada e todo o projeto da tubulação do Jiqui está concluído, essa última está orçada em R$ 14,2 milhões.
Além disso, o investimento em saneamento até 2010, inserido na Agenda do Crescimento e no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), chegará a R$ 521,6 milhões, somando recursos próprios e da União.
A governadora sugeriu ao Ministério Público que a adutora do Jiqui fosse construída em caráter de emergência, com dispensa de licitação, o que pode antecipar em pelo menos seis meses a conclusão da obra. “É uma emergência. Sem a licitação – e com total acompanhamento do Ministério Público – poderemos concluir essas obras em oito meses e resolver por completo o problema que atinge Natal há décadas”, analisou Wilma de Faria.
Presente à reunião, acompanhado da promotora de Defesa do Meio Ambiente Gilka da Mata, o próprio procurador-geral de Justiça, José Augusto Peres, gostou da idéia e se prontificou a tratar do assunto com os promotores de Defesa do Patrimônio Público, a fim de certificar-se da sua viabilidade legal. “É possível, sim, que cheguemos a esta solução. Já está mais do que comprovada a urgência na resolução do problema da contaminação por nitrato na água de Natal”, disse Peres.
Com o anúncio da construção das adutoras, a governadora antecipou-se à presidente da ONG Natal Voluntários, Mônica MacDowell, que a entregou manifesto em nome da sociedade natalense, solicitando urgência na resolução do problema.
A adutora do Jiqui tem extensão de 8 quilômetros e vai captar água da lagoa que leva o mesmo nome e abastecer os bairros de Neópolis, Capim Macio, Candelária, Lagoa Nova e Tirol. Em relação à adutora do Rio Doce, que vai captar água da Lagoa de Extremoz e abastecer reservatórios dos conjuntos Pajuçara e Gramoré, na zona Norte, o presidente da Caern, Theófilo Costa, adiantou que o serviço foi iniciado com a perfuração dos poços de captação.
“Esta adutora é bem menor que a outra, e tem no máximo dois quilômetros”, avaliou Costa, também presente à reunião. Segundo ele, as duas adutoras, aliadas ao investimento em saneamento que o governo vem realizando, serão suficientes para resolver o problema da contaminação da água por nitrato verificada em alguns poços da capital.
Ressaltando que herdou problemas que se prolongam há décadas, a governadora Wilma de Faria externou sua preocupação com as questões da saúde e do meio ambiente, citando obras importantes que já realizou, como o saneamento do Distrito Industrial de Macaíba e a recuperação do rio Golandim, e outras que estão em curso, como a construção da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE), localizada no Baldo, que vai reduzir em 90% o volume de resíduos domésticos e industriais lançados diariamente no rio Potengi, coletando e tratando todo o esgoto produzido em 21 bairros da capital potiguar. A obra está orçada em R$ 61 milhões.
Saneamento – As obras de saneamento e abastecimento de água para o Rio Grande do Norte nos próximos três anos e meio irão beneficiar cerca de 1,5 milhão de pessoas de 12 municípios do Rio Grande do Norte, de acordo os investimentos previstos pelo PAC, correspondendo a um investimento de R$ 521,6 milhões, sendo que deste montante R$ 339,5 milhões serão aplicados pelo Governo do Estado, entre recursos oriundos de contrapartida e financiamentos. A meta é duplicar a área saneada do Estado, que hoje é de menos de 25%.
Entre os municípios contemplados com as obras de saneamento estão Assu, Angicos, Canguaretama, Currais Novos, Goianinha, Nova Cruz, Parnamirim, São José do Mipibu João Câmara, Mossoró e Natal. Na capital, estão previstas obras de saneamento e drenagem de toda zona Oeste, além de bairros como Capim Macio, Nossa Senhora da Apresentação e Ponta Negra.
Em Natal, o Governo do Estado já teria iniciado, por exemplo, o saneamento de Candelária e Capim Macio, que ficam sobre importantes lençóis freáticos que abastecem a capital.
( da redação com informações de assessoria)
Em reunião na manhã desta terça-feira ,7, com promotores do Ministério Público e dirigentes da ONG Natal Voluntários, a governadora do Estado, Wilma de Faria, anunciou a construção imediata das adutoras. A tubulação do Rio Doce, avaliada em R$ 1 milhão, inclusive, já foi iniciada e todo o projeto da tubulação do Jiqui está concluído, essa última está orçada em R$ 14,2 milhões.
Além disso, o investimento em saneamento até 2010, inserido na Agenda do Crescimento e no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), chegará a R$ 521,6 milhões, somando recursos próprios e da União.
A governadora sugeriu ao Ministério Público que a adutora do Jiqui fosse construída em caráter de emergência, com dispensa de licitação, o que pode antecipar em pelo menos seis meses a conclusão da obra. “É uma emergência. Sem a licitação – e com total acompanhamento do Ministério Público – poderemos concluir essas obras em oito meses e resolver por completo o problema que atinge Natal há décadas”, analisou Wilma de Faria.
Presente à reunião, acompanhado da promotora de Defesa do Meio Ambiente Gilka da Mata, o próprio procurador-geral de Justiça, José Augusto Peres, gostou da idéia e se prontificou a tratar do assunto com os promotores de Defesa do Patrimônio Público, a fim de certificar-se da sua viabilidade legal. “É possível, sim, que cheguemos a esta solução. Já está mais do que comprovada a urgência na resolução do problema da contaminação por nitrato na água de Natal”, disse Peres.
Com o anúncio da construção das adutoras, a governadora antecipou-se à presidente da ONG Natal Voluntários, Mônica MacDowell, que a entregou manifesto em nome da sociedade natalense, solicitando urgência na resolução do problema.
A adutora do Jiqui tem extensão de 8 quilômetros e vai captar água da lagoa que leva o mesmo nome e abastecer os bairros de Neópolis, Capim Macio, Candelária, Lagoa Nova e Tirol. Em relação à adutora do Rio Doce, que vai captar água da Lagoa de Extremoz e abastecer reservatórios dos conjuntos Pajuçara e Gramoré, na zona Norte, o presidente da Caern, Theófilo Costa, adiantou que o serviço foi iniciado com a perfuração dos poços de captação.
“Esta adutora é bem menor que a outra, e tem no máximo dois quilômetros”, avaliou Costa, também presente à reunião. Segundo ele, as duas adutoras, aliadas ao investimento em saneamento que o governo vem realizando, serão suficientes para resolver o problema da contaminação da água por nitrato verificada em alguns poços da capital.
Ressaltando que herdou problemas que se prolongam há décadas, a governadora Wilma de Faria externou sua preocupação com as questões da saúde e do meio ambiente, citando obras importantes que já realizou, como o saneamento do Distrito Industrial de Macaíba e a recuperação do rio Golandim, e outras que estão em curso, como a construção da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE), localizada no Baldo, que vai reduzir em 90% o volume de resíduos domésticos e industriais lançados diariamente no rio Potengi, coletando e tratando todo o esgoto produzido em 21 bairros da capital potiguar. A obra está orçada em R$ 61 milhões.
Saneamento – As obras de saneamento e abastecimento de água para o Rio Grande do Norte nos próximos três anos e meio irão beneficiar cerca de 1,5 milhão de pessoas de 12 municípios do Rio Grande do Norte, de acordo os investimentos previstos pelo PAC, correspondendo a um investimento de R$ 521,6 milhões, sendo que deste montante R$ 339,5 milhões serão aplicados pelo Governo do Estado, entre recursos oriundos de contrapartida e financiamentos. A meta é duplicar a área saneada do Estado, que hoje é de menos de 25%.
Entre os municípios contemplados com as obras de saneamento estão Assu, Angicos, Canguaretama, Currais Novos, Goianinha, Nova Cruz, Parnamirim, São José do Mipibu João Câmara, Mossoró e Natal. Na capital, estão previstas obras de saneamento e drenagem de toda zona Oeste, além de bairros como Capim Macio, Nossa Senhora da Apresentação e Ponta Negra.
Em Natal, o Governo do Estado já teria iniciado, por exemplo, o saneamento de Candelária e Capim Macio, que ficam sobre importantes lençóis freáticos que abastecem a capital.
( da redação com informações de assessoria)