Nordeste e Crise Aárea. Militar da aeronáutica denúncia TAM em depoimento; Parlamentares deverão contratar especialista para ajudar na investigação da caixa-preta do Airbus acidentado em Congonhas
Nordestinos da CPI preferiram não se manifestar; Marcelo Castro deve voltar na semana que vem.
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(Brasília,DF,07/08/2007) A Política Real acompanhou. Os deputados da CPI da Crise Aérea ouviram, nesta terça-feira, 07, o depoimento do tenente-coronel aviador Fernando Silva Alves Camargo, presidente do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, Cenipa, - responsável pela investigação da FAB sobre o acidente com o avião Airbus A-320 da TAM, em 17 de julho, no aeroporto de Congonhas em São Paulo.
O depoimento do coronel Fernando Camargo foi dividido em duas partes. A primeira foi sigilosa, fechada ao público e, principalmente, a imprensa. A segunda aberta a todos.
Mesmo sem fazer perguntas, os representantes da bancada nordestina participaram dos trabalhos da CPI, acompanharam os depoimentos com seus assessores.
O deputado Marcelo Castro(PMDB-PI), presidente da Comissão, que estava em licença médica, teve alta hospitalar nesta terça-feira e deverá reassumir os trabalhos na próxima semana. O deputado Eduardo Cunha(PMDB-RJ) continua dirigindo a CPI, por ser o primeito vice-presidente
Sobre detalhes da caixa-preta do Airbus A-320 da TAM com base em um acórdão do Supremo Tribunal Federal (STF), que garante o sigilo profissional a quem se sentir prejudicado por divulgar informações de natureza profissional - o tenente-coronel Fernando Camargo se negou a fazer comentários sobre o conteúdo da caixa-preta.
Outra justificativa, usada pelo militar para se manter calado, foi que o regimento da Aeronáutica o proíbe de participar de duas investigações ao mesmo tempo - a do Cenipa e a da CPI da Câmara.
A investigação conduzida pela FAB é de caráter preventivo, não tendo poder punitivo.
Sobre o constrangimento com relação a troca do gravador de bordo da aeronave da TAM, por outra peça semelhante e que foi enviada ao exterior para ser analisada por técnicos estrangeiros, o tenente-coronel Fernando Camargo foi categórico:
- Este constrangimento foi gerado pelo engenheiros da TAM responsáveis na busca de material para análise técnica. Foram eles quem nos intregaram a caixa, bastante destruída, afirmando em documento assinado, se tratar do gravado de bordo do Airbus A-320.
Disse mais:
- Somente após muita insistência da Cenipa é que eles admitiram o erro cometido - encerrou o militar.
Ficou decidido, também, a contratação de um técnico, como solução encontrada pela comissão para se avançar nas investigações.
Além dos dados das caixas-pretas do Airbus da TAM, a Comissão também possui 72 horas de conversas entre os controladores de vôo do aeroporto de Congonhas (SP) e os pilotos de todos os aviões com os quais se comunicaram nesse período (anterior ao acidente). Outro material que será analisado é o áudio da caixa-preta do avião Legacy que se chocou com uma aeronave da Gol em setembro do ano passado.
Todo esse material estava lacrado e guardado no cofre da CPI. Na audiência desta terça-feira foi aberto todo o conteúdo do material para os membros da Comissão.
QUEIXA - Ainda na audiência aberta, o tenente-coronel Fernando Camargo disse que o governo francês e a empresa Airbus encaminharam queixa formal contra a divulgação do conteúdo da caixa-preta do avião Airbus A-320 da TAM.
A reclamação foi recebida pela comissão do Cenipa.
Ele afirmou que a queixa foi feita porque a divulgação desses dados no Brasil contraria acordo internacional do setor de aviação.
O segundo depoimento desta terça-feira na CPI foi do presidente da Companhia Pantanal Linhas Aéreas, Marcos Sampaio Corrêa, que também teve um dos seus aviões acidentado em Congonhas, em 17 d julho, um dia antes da tragédia com o Airbus da TAM, matou 199 pessoas.
Sampaio Corrêa culpa o mal estado de conservação da pista que de acordo com relatório técnico pode ter causado a derrapagem do avião em Congonhas, ocasionando aquaplanagem, além da falta dos grooving (ranhuras) na pista de decolagem e aterrisagem.
Segundo ele, "isto pode ter feito a diferença" na derrapagem com a aeronave da Pantanal.
( Por Almiro Archimedes, especial para a Política Real, com edição de Genésio Araújo Junior)
O depoimento do coronel Fernando Camargo foi dividido em duas partes. A primeira foi sigilosa, fechada ao público e, principalmente, a imprensa. A segunda aberta a todos.
Mesmo sem fazer perguntas, os representantes da bancada nordestina participaram dos trabalhos da CPI, acompanharam os depoimentos com seus assessores.
O deputado Marcelo Castro(PMDB-PI), presidente da Comissão, que estava em licença médica, teve alta hospitalar nesta terça-feira e deverá reassumir os trabalhos na próxima semana. O deputado Eduardo Cunha(PMDB-RJ) continua dirigindo a CPI, por ser o primeito vice-presidente
Sobre detalhes da caixa-preta do Airbus A-320 da TAM com base em um acórdão do Supremo Tribunal Federal (STF), que garante o sigilo profissional a quem se sentir prejudicado por divulgar informações de natureza profissional - o tenente-coronel Fernando Camargo se negou a fazer comentários sobre o conteúdo da caixa-preta.
Outra justificativa, usada pelo militar para se manter calado, foi que o regimento da Aeronáutica o proíbe de participar de duas investigações ao mesmo tempo - a do Cenipa e a da CPI da Câmara.
A investigação conduzida pela FAB é de caráter preventivo, não tendo poder punitivo.
Sobre o constrangimento com relação a troca do gravador de bordo da aeronave da TAM, por outra peça semelhante e que foi enviada ao exterior para ser analisada por técnicos estrangeiros, o tenente-coronel Fernando Camargo foi categórico:
- Este constrangimento foi gerado pelo engenheiros da TAM responsáveis na busca de material para análise técnica. Foram eles quem nos intregaram a caixa, bastante destruída, afirmando em documento assinado, se tratar do gravado de bordo do Airbus A-320.
Disse mais:
- Somente após muita insistência da Cenipa é que eles admitiram o erro cometido - encerrou o militar.
Ficou decidido, também, a contratação de um técnico, como solução encontrada pela comissão para se avançar nas investigações.
Além dos dados das caixas-pretas do Airbus da TAM, a Comissão também possui 72 horas de conversas entre os controladores de vôo do aeroporto de Congonhas (SP) e os pilotos de todos os aviões com os quais se comunicaram nesse período (anterior ao acidente). Outro material que será analisado é o áudio da caixa-preta do avião Legacy que se chocou com uma aeronave da Gol em setembro do ano passado.
Todo esse material estava lacrado e guardado no cofre da CPI. Na audiência desta terça-feira foi aberto todo o conteúdo do material para os membros da Comissão.
QUEIXA - Ainda na audiência aberta, o tenente-coronel Fernando Camargo disse que o governo francês e a empresa Airbus encaminharam queixa formal contra a divulgação do conteúdo da caixa-preta do avião Airbus A-320 da TAM.
A reclamação foi recebida pela comissão do Cenipa.
Ele afirmou que a queixa foi feita porque a divulgação desses dados no Brasil contraria acordo internacional do setor de aviação.
O segundo depoimento desta terça-feira na CPI foi do presidente da Companhia Pantanal Linhas Aéreas, Marcos Sampaio Corrêa, que também teve um dos seus aviões acidentado em Congonhas, em 17 d julho, um dia antes da tragédia com o Airbus da TAM, matou 199 pessoas.
Sampaio Corrêa culpa o mal estado de conservação da pista que de acordo com relatório técnico pode ter causado a derrapagem do avião em Congonhas, ocasionando aquaplanagem, além da falta dos grooving (ranhuras) na pista de decolagem e aterrisagem.
Segundo ele, "isto pode ter feito a diferença" na derrapagem com a aeronave da Pantanal.
( Por Almiro Archimedes, especial para a Política Real, com edição de Genésio Araújo Junior)