31 de julho de 2025

Maranhão. Deputados dizem que greve dos professores tem cunho político; Fala do líder do Governo dá tom oficial ao reconhecimento da guerra política.

A Politica Real teve acesso.

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( Brasília-DF, 07/08/2007) A Política Real teve acesso. Os deputados estaduais Pedro Veloso (PDT), Valdinar Barros (PT) e Edivaldo Holanda (PTC), líder do governo na Assembléia Legislativa, classificaram de “política” a greve dos professores, na sessão desta terça-feira, 07. Fala do líder do Governo na AL dá tom oficial a guerra política entre Governo e Oposição.

Os parlamentares disseram que são testemunhas do esforço do governador Jackson Lago, que abriu as portas para dialogar com representantes da categoria, na intenção de negociar propostas e reiniciar as aulas sem prejuízos aos estudantes.

Edivaldo Holanda reiterou que, mesmo com a ilegalidade da greve, decretada pela Justiça, o governador continua disposto a manter o diálogo com os professores. “O interesse do governador, desde o primeiro momento, foi no sentido da negociação tanto com os professores quanto com as demais categorias”, frisou o parlamentar, em resposta a críticas formuladas pelos deputados Ricardo Murad (PMDB) e César Pires (DEM).

O líder do governo lembrou todo o histórico das negociações com os professores e ressaltou que, na tentativa de resolver o impasse, mais de 12 itens de propostas foram oferecidos aos professores, na busca de um acordo. “Infelizmente, eles não aceitaram. O que eles querem é a revogação da Lei e isso é impossível, porque prejudicaria os demais servidores do estado”, afirmou.

“É lamentável os prejuízos causados aos estudantes, à sociedade e aos próprios professores. Mas ainda acreditamos que chegaremos a um consenso”, disse o líder do governo. Ele chamou a atenção para a necessidade de que as lideranças do movimento reivindicatório ajam com mais maturidade e transigência.

Movimento orquestrado – Pedro Veloso fez um forte discurso em defesa do governo e disse que a greve é puxada por um movimento orquestrado pelo grupo Sarney. Ele disse que 90% dos professores já voltaram às salas de aula e que uma minoria ainda resiste por questões políticas. “O governador esteve, o tempo todo, aberto às negociações. Temos um governo que tem responsabilidade de mudar o Maranhão”, afirmou.

Valdinar Barros reiterou que o governador nunca se recusou a sentar com a categoria e lembrou que governo e professores dialogaram em 14 audiências. “Tudo que foi possível, o governo ofereceu. Agora, a greve é inconstitucional porque prejudica os estudantes”, ressaltou o deputado do PT.

Negociações - Entre os vários avanços registrados durante as negociações entre governo e sindicalistas está o compromisso da implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) do Magistério da Educação Básica. De acordo com as propostas, o governo garante que, por ocasião da elaboração do PCCS de Magistério da Educação Básica, serão observados parâmetros nacionais para estabelecer o piso salarial.

Numa das propostas, o salário dos níveis iniciais de ensino básico ficaria no valor de R$ 683,00, o que representa um ganho significativo. A revisão geral vai ser feita anualmente na data de 1º de maio com início a partir do próximo ano.

O governo do estado propôs ainda, além de outros pontos positivos, a transformação da vantagem pessoal do qüinqüênio em anuênio, com garantia da correção anual pela inflação, mais a revisão geral. A gratificação por titulação, convertida em vantagem pessoal, também teria a garantia de correção anual pela inflação, mais a revisão geral.


( da redação com informações de assessoria)