Ceará. Deputados do estado ocuparam plenário da Câmara Federal nesta tarde.
Um o novato Flávio Bezerra(PMDB) falou duas vezes, Chico Lopes(PC do B) voltou a tratar da Coelce e Mauro Benevides(PMDB).
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( Brasília-DF, 06/08/2007) A Política Real está atenta.
Os deputados federais do Ceará fizeram uma verdadeira ocupação do plenário Ulysses Guimarães da Câmara Federal. Só hoje o deputado Flávio Bezerra(PMDB) falou duas vezes sobre os interesses dos pescadores. Num deles ele anunciou um projeto de recomendação. Ele está com medo do navio afundado do Titanzinho virar uma Serra Pelada! O deputado Mauro Benevides fez mais um discurso sobre a Ceará Steel e Chico Lopes reclamou mais uma vez da Coelce.
Veja a última fala do deputado Flávio Bezerra(PMDB):
“ Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, funcionários desta Casa, amigos da TV Câmara, radiouvintes da Rádio Câmara, pescadores e marisqueiros, venho a esta tribuna informar ao povo cearense, especialmente o povo do Mucuripe e do Serviluz, que dei entrada hoje em 2 projetos de indicação para a revitalização do navio do Titanzinho.
Por que a revitalização, a ampliação do navio?
Meu projeto épara que o Governo Federal nos permita afundar, ao lado do Navio do Titanzinho, outro navio, a fim de que esse ponto de pesca tenha maior sustento e possa, ao longo dos anos, apoiar a produção pesqueira da comunidade do Serviluz.
Minha preocupação é no sentido de que não aconteça com o Navio do Titanzinho o que aconteceu com a Serra Pelada. Quando falamos da Serra Pelada, vem-nos à lembrança o homem procurando ouro, mas aqui falamos da nossa pesca.
De frente à praia de Fortaleza, especificamente ao Mucuripe, na época, quando o Navio Amazonas veio avariado, eles jogaram carga ao mar para que o navio pudesse chegar ao porto, e afundaram 2 contêineres, que, posteriormente, se transformaram em recifes, corais, que deram origem a espetacular variedade de pescado. Assim, os pescadores do Mucuripe e da Marina apelidaram aquele setor de pesca de Serra Pelada, devido à grande produção pesqueira.
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, pescadores, minha indicação ao Governo Federal, ao Presidente da República, é para que deixem sua marca, porque há na Companhia das Docas inúmeros contêineres avariados, largados. Ora, esses contêineres podem ser utilizados da mesma forma que o foram no passado, quando lançados acidentalmente ao mar. O ponto está lá. Que esses contêineres sejam postos novamente no mar para que ressurja aquele recife artificial, dando, então, grande possibilidade de sobrevivência para toda nossa comunidade pesqueira.
Fico preocupado porque a SEAP tem debatido a respeito da criação de sistemas para a aqüicultura e a carcinicultura. Venho a esta tribuna reclamar. Em Fortaleza, na semana passada, reuniram-se membros do Conselho da FAO com a SEAP para debater o futuro da pesca no Estado, da piscicultura, aqüicultura e carcinicultura; e não foram consultados nenhum de nossos representantes legais.
Temos uma federação, uma colônia de pesca e várias associações de pesca no Ceará. Somos um povo com representação legal. No entanto, um órgão das Nações Unidas, a FAO, com a SEAP, organiza uma reunião na nossa cidade, Fortaleza, e não convida sequer um representante da nossa classe, o que nos causou desgosto muito grande, algo que não encontramos palavras para expressar. O que encontramos é o descaso com a nossa categoria, com o povo cearense, com a tradição do lugar, com o nosso povo, com aquele que está me ouvindo, com o pescador artesanal, com o jangadeiro, tão falado e explorado.
Enfrentamos essa situação, mas quero deixar claro que estamos aqui para reivindicar o melhor para nossa categoria. E hoje, pensando bem, vejo que, ao invés de criarmos terminais pesqueiros, devemos, sim, ampliá-los. Eu vejo assim: se não temos o pescado hoje, por que ampliar o frigorífico para colocar o peixe que eu não tenho?
É fundamental, da parte do Governo, do Presidente da República, que esse fato seja analisado. E não custa nada! Vamos criar recifes artificiais que darão o sustento, com garantia, a todos os nossos pescadores artesanais.
Era o que eu tinha a dizer, Sr. Presidente.”
Veja a íntegra da fala de Chico Lopes(PC do B-CE):
“ Sr. Presidente, Deputado Mauro Benevides, homem de reconhecido talento político do Estado do Ceará, a quem tive o prazer de ser assessor quando era Vereador, o que metraz a esta tribuna são 2 pensamentos que norteiam a história deste País.
Desde a retomada da democracia, com o falecimento de Tancredo Neves e a ascensão do Sr. Sarney, o avanço da política neoliberal no País veio de maneira valente e blindada por uma mídia aparentando que o mercado resolveria tudo. E quanto ao Patrimônio Público? Tinha que haver um órgão para defender essas privatizações. Assim, foram criadas as agências reguladoras como sendo órgão que considera que o serviço público privatizado seria de qualidade, porque iria ser fiscalizado.
Eu que sou militante da defesa do consumidor sempre tive uma ótica pelo consumidor, e essas agências não funcionaram, não funcionam e nem funcionarão em detrimento do consumidor. Só olhar as distribuidoras de energia elétrica no País e ver qual era o preço da energia, naquela época e, hoje, o que é que temos.
V.Exas., que são defensores delas e continuam nesta Casa e no Senado dizer que as agências reguladoras hoje não funcionam, pela incompetência dos servidores ou porque o Presidente Lula indicou gente incompetente, esquecem-se de que agência reguladora... Quando o Governo manda para esta Casa o projeto de rever algumas posições da agência reguladora, como o Projeto nº 3.337/64, que não tem outra finalidade de fazer uma revisão diante do fracasso em todas atividades, quer da energia elétrica, quer na fiscalização aérea, quer nas fiscalizações que eram obrigação delas prestar serviço com preço de qualidade.
Assim foi na COELCE, do Ceará, e em Pernambuco, que precisou-se criar um movimento de massa no sentido de barrar a incapacidade de elas fiscalizarem. E querem atribuir aos servidores.
Defendo os servidores concursados. Os que estão lá por indicação política, a responsabilidade foi de quem criou essa agência reguladora com este poder acima do Presidente da República.
Nunca vi órgão algum, em país algum, que fosse independente, que estivesse acima da vontade soberana do representante do povo, mas até bem pouco tempo a agência reguladora agia dessa maneira. Lamento que um Senador amazonense venha a dizer que a culpa é do Lula, por indicar incompetentes para a agência reguladora. Por que eles, quando estavam no Poder, não resolveram o problema que gerou o apagão? Porque recursos naturais nós temos, gente competente nós tínhamos, mas era para vender, para entregar, como agora querem abrir o mercado para o espaço aéreo por questão emocional de que somos solidários com a vítima. Mas isso não é motivo para o pessoal do PSDB querer que abra o mercado total para que a aviação brasileira seja mais uma vez solapado pelo mercado internacional.
O projeto do Sr. Paulo Octávio, inclusive com apoio de pessoas da Esquerda, não terá guarida. E nós que militamos na defesa do consumidor, que somos a favor da soberania nacional e que respeitamos este País não podemos deixar pelo erro, pela falta de investimento, que se implante novamente a política neoliberal. O Governo Lula pode ter defeito, mas tem mais virtudes que defeito: não é um Governo neoliberal, não éum Governo que abre as portas do País para a falta de respeito do capital internacional.
Apresento meu protesto e afirmo que a lei do Sr. Presidente da República terá nosso apoio e empenho, no sentido de colocar a agência reguladora no seu caminho para atender as necessidade do consumidor brasileiro e de nosso País.
Obrigado, Sr. Presidente.”
Veja a fala do recordista de manifestações, Mauro Benevides(PMDB-CE):
“ Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, Srs. telespectadores da TV Câmara, com o reinício dos trabalhos legislativos, após o breve recesso de julho, retorno a esta tribuna a fim de focalizar a expectativa do povo de meu Estado em relação à usina siderúrgica cuja implantação no Complexo Portuário do Pecém constitui compromisso formal do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterado seguidamente, mas até agora enfrentando percalços ainda insuperados no âmbito da PETROBRAS.
Não seria demais relembrar que a bancada cearense no Congresso fez entregar ao Planalto uma exposição de motivos firmada por Senadores e Deputados das várias legendas, numaunanimidade de pensamento que objetiva realçar a sintonia da classe política com o Governador Cid Gomes, vivamente empenhado na concretização da portentosa iniciativa.
Seguidas reuniões, aliás, foram levadas a efeito com vistas a deslindar a questão atinente ao subsídio a ser concedido para fazer face ao aumento do gás boliviano, sem o que se tornaria praticamente inviável uma postulação de largo porte em condições de acelerar de modo significativo o crescimento da Região do Nordeste, já favorecida com a refinaria no vizinho Estado de Pernambuco.
Ao retornar, hoje, a essa temática, pretendo renovar apelo ao Chefe da Nação com vistas a transformar em realidade tão justa aspiração, ensejando a que a Ceará Steel possa se instalar com a participação societária de grupos coreanos e italianos, já compactuada em termos formais desde a passada gestão.
Decorrido apreciável lapso de tempo, após encontros sucessivos entre representantes da Secretaria de Desenvolvimento e técnicos daquela estatal, não se conhece notícia concreta de que o empreendimento haja ganho contornos de efetivação imediata, o que frustra de certa maneira os que acompanham as negociações até aqui levadas a efeito nos escalões hierárquicos competentes.
Somente a intercessão do Primeiro Mandatário seria capaz, no entender do empresariado local, de dirimir a pendência ainda remanescente, tornando concreto um anseio latente por entre os que batalham por uma obra relevante, capaz de impulsionar as atividades produtivas locais.
Há quem alegue que a bancada não se tem mobilizado com a firmeza e determinação exigidas no caso em tela, o que nos parece extremamente injusto e improcedente, já que jamais nos omitimos no patrocínio de uma pretensão de tamanha envergadura.
Volto, neste instante, a reenfatizar o interesse vital de todos os nossos coestaduanos em torno da usina siderúrgica, a fim de que não remanesçam duvidas quanto à permanente preocupação que possuímos de ultrapassar os alegados empecilhos ainda obstaculizadores de um pleito de tanto vulto para os rumos socioeconômicos da região.
A usina passou a ser reputada legítima reivindicação de uma unidadefederada que sonha com um impulso bem mais ponderável, tendo preparado o complexo de infra-estrutura a fim de receber o projetado cometimento.
Cumpra-se, pois, a determinação do Presidente Lula, que sempre teve no Nordeste a sua maior base de aceitação popular graças à sensibilidade demonstrada para incentivar projetos, como o da planejada usina siderúrgica, pólo centralizador de alavancagem de um ciclo de progresso que beneficiará todo o Polígono das Secas, fazendo-o contribuir com o proponente de diminuir as gritantes disparidades sociais.
(PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO PELO GABINETE)
O SR. MAURO BENEVIDES (Bloco/PMDB-CE. Pronuncia o seguinte discurso.) Sr. Presidente, com o reinício dos trabalhos legislativos, após o breve recesso de julho, retorno a esta tribuna a fim de focalizar a expectativa do povo de meu Estado em relação à USINA SIDERÚRGICA, cuja implantação, no Complexo Portuário do Pecém, constitui compromisso formal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reiterado seguidamente, mas até agora enfrentando percalços, ainda insuperados no âmbito da Petrobras.
Não seria demais relembrar que a bancada cearense no Congresso, fez entregar ao Planalto uma Exposição de Motivos, firmada por senadores e deputados das várias legendas, numa unanimidade de pensamento que objetiva realçar a sintonia daclasse política com o governador CID GOMES, vivamente empenhado na concretização da portentosa iniciativa.
Seguidas reuniões, aliás, foram levadas a efeito com vistas a deslindar a questão atinente ao subsídio, a ser concedida, para fazer face ao aumento do gás boliviano, sem o que se tornaria praticamente inviável uma postulação de largo porte, em condições de acelerar, de modo significativo, o crescimento da região do Nordeste, já favorecida com a Refinaria no vizinho Estado de Pernambuco.
Ao retornar, hoje, a essa temática, pretendo renovar apelo ao Chefe da Nação com vistas a transformar em realidade tão justa aspiração, ensejando a que a CEARÁ STEEL possa instalar-se, com a participação societária de grupos coreano e italiano, já compactuada, em termos formais, desde a passada gestão.
Decorrido apreciável lapso de tempo, após encontros sucessivos entre representantes da Secretaria de Desenvolvimento e técnicos daquela estatal, não se conhece notícia concreta de que o empreendimento haja ganho contornos de efetivação imediata, o que frustra, de certa maneira, os que acompanham as negociações até aqui levadas a efeito nos escalões hierárquicos competentes.
Somente a intercessão do Primeiro Mandatário seria capaz no entender do empresariado local de dirimir a pendência, ainda remanescente, tornando concreto um anseio latente por entre os que batalham por uma obra relevante, capaz de impulsionar as atividades produtivas locais.
Há quem alegue que a bancada não se tem mobilizado com a firmeza e determinação exigidas, no caso em tela, o que nos parece extremamente injusto e improcedente, já que nós jamais nos omitimos no patrocínio de uma pretensão de tamanha envergadura.
Volto, neste instante, a reenfatizar o interesse vital de todos os nossos coestaduanos em torno da USINA SIDERÚRGICA, a fim de que não remanesçam duvidas quanto à permanente preocupação que possuímos de ultrapassar os alegados percalços, ainda obstaculizadores de um pleito de tanto vulto para os rumos sócio-econômico da Região.
A USINA passou a ser reputada legítima reivindicação de uma Unidade federada que sonha com um impulso bem mais ponderável, tendo preparado o complexo de infra-estrutura a fim de receber o projetado cometimento.
Cumpra-se, pois a determinação do Presidente Lula da Silva, que sempre teve no Nordeste a sua maior base de aceitação popular, graças à sensibilidade demonstrada para incentivar projetos como o da planejada Usina Siderúrgica polo centralizador de alavancagem de um ciclo de progresso que beneficiará todo o Polígono das Secas, fazendo-o contribuir com o proponente de diminuir as gritantes disparidades sociais.
MAURO BENEVIDES
Deputado Federal”
( da redação com informações de assessoria)
Os deputados federais do Ceará fizeram uma verdadeira ocupação do plenário Ulysses Guimarães da Câmara Federal. Só hoje o deputado Flávio Bezerra(PMDB) falou duas vezes sobre os interesses dos pescadores. Num deles ele anunciou um projeto de recomendação. Ele está com medo do navio afundado do Titanzinho virar uma Serra Pelada! O deputado Mauro Benevides fez mais um discurso sobre a Ceará Steel e Chico Lopes reclamou mais uma vez da Coelce.
Veja a última fala do deputado Flávio Bezerra(PMDB):
“ Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, funcionários desta Casa, amigos da TV Câmara, radiouvintes da Rádio Câmara, pescadores e marisqueiros, venho a esta tribuna informar ao povo cearense, especialmente o povo do Mucuripe e do Serviluz, que dei entrada hoje em 2 projetos de indicação para a revitalização do navio do Titanzinho.
Por que a revitalização, a ampliação do navio?
Meu projeto épara que o Governo Federal nos permita afundar, ao lado do Navio do Titanzinho, outro navio, a fim de que esse ponto de pesca tenha maior sustento e possa, ao longo dos anos, apoiar a produção pesqueira da comunidade do Serviluz.
Minha preocupação é no sentido de que não aconteça com o Navio do Titanzinho o que aconteceu com a Serra Pelada. Quando falamos da Serra Pelada, vem-nos à lembrança o homem procurando ouro, mas aqui falamos da nossa pesca.
De frente à praia de Fortaleza, especificamente ao Mucuripe, na época, quando o Navio Amazonas veio avariado, eles jogaram carga ao mar para que o navio pudesse chegar ao porto, e afundaram 2 contêineres, que, posteriormente, se transformaram em recifes, corais, que deram origem a espetacular variedade de pescado. Assim, os pescadores do Mucuripe e da Marina apelidaram aquele setor de pesca de Serra Pelada, devido à grande produção pesqueira.
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, pescadores, minha indicação ao Governo Federal, ao Presidente da República, é para que deixem sua marca, porque há na Companhia das Docas inúmeros contêineres avariados, largados. Ora, esses contêineres podem ser utilizados da mesma forma que o foram no passado, quando lançados acidentalmente ao mar. O ponto está lá. Que esses contêineres sejam postos novamente no mar para que ressurja aquele recife artificial, dando, então, grande possibilidade de sobrevivência para toda nossa comunidade pesqueira.
Fico preocupado porque a SEAP tem debatido a respeito da criação de sistemas para a aqüicultura e a carcinicultura. Venho a esta tribuna reclamar. Em Fortaleza, na semana passada, reuniram-se membros do Conselho da FAO com a SEAP para debater o futuro da pesca no Estado, da piscicultura, aqüicultura e carcinicultura; e não foram consultados nenhum de nossos representantes legais.
Temos uma federação, uma colônia de pesca e várias associações de pesca no Ceará. Somos um povo com representação legal. No entanto, um órgão das Nações Unidas, a FAO, com a SEAP, organiza uma reunião na nossa cidade, Fortaleza, e não convida sequer um representante da nossa classe, o que nos causou desgosto muito grande, algo que não encontramos palavras para expressar. O que encontramos é o descaso com a nossa categoria, com o povo cearense, com a tradição do lugar, com o nosso povo, com aquele que está me ouvindo, com o pescador artesanal, com o jangadeiro, tão falado e explorado.
Enfrentamos essa situação, mas quero deixar claro que estamos aqui para reivindicar o melhor para nossa categoria. E hoje, pensando bem, vejo que, ao invés de criarmos terminais pesqueiros, devemos, sim, ampliá-los. Eu vejo assim: se não temos o pescado hoje, por que ampliar o frigorífico para colocar o peixe que eu não tenho?
É fundamental, da parte do Governo, do Presidente da República, que esse fato seja analisado. E não custa nada! Vamos criar recifes artificiais que darão o sustento, com garantia, a todos os nossos pescadores artesanais.
Era o que eu tinha a dizer, Sr. Presidente.”
Veja a íntegra da fala de Chico Lopes(PC do B-CE):
“ Sr. Presidente, Deputado Mauro Benevides, homem de reconhecido talento político do Estado do Ceará, a quem tive o prazer de ser assessor quando era Vereador, o que metraz a esta tribuna são 2 pensamentos que norteiam a história deste País.
Desde a retomada da democracia, com o falecimento de Tancredo Neves e a ascensão do Sr. Sarney, o avanço da política neoliberal no País veio de maneira valente e blindada por uma mídia aparentando que o mercado resolveria tudo. E quanto ao Patrimônio Público? Tinha que haver um órgão para defender essas privatizações. Assim, foram criadas as agências reguladoras como sendo órgão que considera que o serviço público privatizado seria de qualidade, porque iria ser fiscalizado.
Eu que sou militante da defesa do consumidor sempre tive uma ótica pelo consumidor, e essas agências não funcionaram, não funcionam e nem funcionarão em detrimento do consumidor. Só olhar as distribuidoras de energia elétrica no País e ver qual era o preço da energia, naquela época e, hoje, o que é que temos.
V.Exas., que são defensores delas e continuam nesta Casa e no Senado dizer que as agências reguladoras hoje não funcionam, pela incompetência dos servidores ou porque o Presidente Lula indicou gente incompetente, esquecem-se de que agência reguladora... Quando o Governo manda para esta Casa o projeto de rever algumas posições da agência reguladora, como o Projeto nº 3.337/64, que não tem outra finalidade de fazer uma revisão diante do fracasso em todas atividades, quer da energia elétrica, quer na fiscalização aérea, quer nas fiscalizações que eram obrigação delas prestar serviço com preço de qualidade.
Assim foi na COELCE, do Ceará, e em Pernambuco, que precisou-se criar um movimento de massa no sentido de barrar a incapacidade de elas fiscalizarem. E querem atribuir aos servidores.
Defendo os servidores concursados. Os que estão lá por indicação política, a responsabilidade foi de quem criou essa agência reguladora com este poder acima do Presidente da República.
Nunca vi órgão algum, em país algum, que fosse independente, que estivesse acima da vontade soberana do representante do povo, mas até bem pouco tempo a agência reguladora agia dessa maneira. Lamento que um Senador amazonense venha a dizer que a culpa é do Lula, por indicar incompetentes para a agência reguladora. Por que eles, quando estavam no Poder, não resolveram o problema que gerou o apagão? Porque recursos naturais nós temos, gente competente nós tínhamos, mas era para vender, para entregar, como agora querem abrir o mercado para o espaço aéreo por questão emocional de que somos solidários com a vítima. Mas isso não é motivo para o pessoal do PSDB querer que abra o mercado total para que a aviação brasileira seja mais uma vez solapado pelo mercado internacional.
O projeto do Sr. Paulo Octávio, inclusive com apoio de pessoas da Esquerda, não terá guarida. E nós que militamos na defesa do consumidor, que somos a favor da soberania nacional e que respeitamos este País não podemos deixar pelo erro, pela falta de investimento, que se implante novamente a política neoliberal. O Governo Lula pode ter defeito, mas tem mais virtudes que defeito: não é um Governo neoliberal, não éum Governo que abre as portas do País para a falta de respeito do capital internacional.
Apresento meu protesto e afirmo que a lei do Sr. Presidente da República terá nosso apoio e empenho, no sentido de colocar a agência reguladora no seu caminho para atender as necessidade do consumidor brasileiro e de nosso País.
Obrigado, Sr. Presidente.”
Veja a fala do recordista de manifestações, Mauro Benevides(PMDB-CE):
“ Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, Srs. telespectadores da TV Câmara, com o reinício dos trabalhos legislativos, após o breve recesso de julho, retorno a esta tribuna a fim de focalizar a expectativa do povo de meu Estado em relação à usina siderúrgica cuja implantação no Complexo Portuário do Pecém constitui compromisso formal do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterado seguidamente, mas até agora enfrentando percalços ainda insuperados no âmbito da PETROBRAS.
Não seria demais relembrar que a bancada cearense no Congresso fez entregar ao Planalto uma exposição de motivos firmada por Senadores e Deputados das várias legendas, numaunanimidade de pensamento que objetiva realçar a sintonia da classe política com o Governador Cid Gomes, vivamente empenhado na concretização da portentosa iniciativa.
Seguidas reuniões, aliás, foram levadas a efeito com vistas a deslindar a questão atinente ao subsídio a ser concedido para fazer face ao aumento do gás boliviano, sem o que se tornaria praticamente inviável uma postulação de largo porte em condições de acelerar de modo significativo o crescimento da Região do Nordeste, já favorecida com a refinaria no vizinho Estado de Pernambuco.
Ao retornar, hoje, a essa temática, pretendo renovar apelo ao Chefe da Nação com vistas a transformar em realidade tão justa aspiração, ensejando a que a Ceará Steel possa se instalar com a participação societária de grupos coreanos e italianos, já compactuada em termos formais desde a passada gestão.
Decorrido apreciável lapso de tempo, após encontros sucessivos entre representantes da Secretaria de Desenvolvimento e técnicos daquela estatal, não se conhece notícia concreta de que o empreendimento haja ganho contornos de efetivação imediata, o que frustra de certa maneira os que acompanham as negociações até aqui levadas a efeito nos escalões hierárquicos competentes.
Somente a intercessão do Primeiro Mandatário seria capaz, no entender do empresariado local, de dirimir a pendência ainda remanescente, tornando concreto um anseio latente por entre os que batalham por uma obra relevante, capaz de impulsionar as atividades produtivas locais.
Há quem alegue que a bancada não se tem mobilizado com a firmeza e determinação exigidas no caso em tela, o que nos parece extremamente injusto e improcedente, já que jamais nos omitimos no patrocínio de uma pretensão de tamanha envergadura.
Volto, neste instante, a reenfatizar o interesse vital de todos os nossos coestaduanos em torno da usina siderúrgica, a fim de que não remanesçam duvidas quanto à permanente preocupação que possuímos de ultrapassar os alegados empecilhos ainda obstaculizadores de um pleito de tanto vulto para os rumos socioeconômicos da região.
A usina passou a ser reputada legítima reivindicação de uma unidadefederada que sonha com um impulso bem mais ponderável, tendo preparado o complexo de infra-estrutura a fim de receber o projetado cometimento.
Cumpra-se, pois, a determinação do Presidente Lula, que sempre teve no Nordeste a sua maior base de aceitação popular graças à sensibilidade demonstrada para incentivar projetos, como o da planejada usina siderúrgica, pólo centralizador de alavancagem de um ciclo de progresso que beneficiará todo o Polígono das Secas, fazendo-o contribuir com o proponente de diminuir as gritantes disparidades sociais.
(PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO PELO GABINETE)
O SR. MAURO BENEVIDES (Bloco/PMDB-CE. Pronuncia o seguinte discurso.) Sr. Presidente, com o reinício dos trabalhos legislativos, após o breve recesso de julho, retorno a esta tribuna a fim de focalizar a expectativa do povo de meu Estado em relação à USINA SIDERÚRGICA, cuja implantação, no Complexo Portuário do Pecém, constitui compromisso formal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reiterado seguidamente, mas até agora enfrentando percalços, ainda insuperados no âmbito da Petrobras.
Não seria demais relembrar que a bancada cearense no Congresso, fez entregar ao Planalto uma Exposição de Motivos, firmada por senadores e deputados das várias legendas, numa unanimidade de pensamento que objetiva realçar a sintonia daclasse política com o governador CID GOMES, vivamente empenhado na concretização da portentosa iniciativa.
Seguidas reuniões, aliás, foram levadas a efeito com vistas a deslindar a questão atinente ao subsídio, a ser concedida, para fazer face ao aumento do gás boliviano, sem o que se tornaria praticamente inviável uma postulação de largo porte, em condições de acelerar, de modo significativo, o crescimento da região do Nordeste, já favorecida com a Refinaria no vizinho Estado de Pernambuco.
Ao retornar, hoje, a essa temática, pretendo renovar apelo ao Chefe da Nação com vistas a transformar em realidade tão justa aspiração, ensejando a que a CEARÁ STEEL possa instalar-se, com a participação societária de grupos coreano e italiano, já compactuada, em termos formais, desde a passada gestão.
Decorrido apreciável lapso de tempo, após encontros sucessivos entre representantes da Secretaria de Desenvolvimento e técnicos daquela estatal, não se conhece notícia concreta de que o empreendimento haja ganho contornos de efetivação imediata, o que frustra, de certa maneira, os que acompanham as negociações até aqui levadas a efeito nos escalões hierárquicos competentes.
Somente a intercessão do Primeiro Mandatário seria capaz no entender do empresariado local de dirimir a pendência, ainda remanescente, tornando concreto um anseio latente por entre os que batalham por uma obra relevante, capaz de impulsionar as atividades produtivas locais.
Há quem alegue que a bancada não se tem mobilizado com a firmeza e determinação exigidas, no caso em tela, o que nos parece extremamente injusto e improcedente, já que nós jamais nos omitimos no patrocínio de uma pretensão de tamanha envergadura.
Volto, neste instante, a reenfatizar o interesse vital de todos os nossos coestaduanos em torno da USINA SIDERÚRGICA, a fim de que não remanesçam duvidas quanto à permanente preocupação que possuímos de ultrapassar os alegados percalços, ainda obstaculizadores de um pleito de tanto vulto para os rumos sócio-econômico da Região.
A USINA passou a ser reputada legítima reivindicação de uma Unidade federada que sonha com um impulso bem mais ponderável, tendo preparado o complexo de infra-estrutura a fim de receber o projetado cometimento.
Cumpra-se, pois a determinação do Presidente Lula da Silva, que sempre teve no Nordeste a sua maior base de aceitação popular, graças à sensibilidade demonstrada para incentivar projetos como o da planejada Usina Siderúrgica polo centralizador de alavancagem de um ciclo de progresso que beneficiará todo o Polígono das Secas, fazendo-o contribuir com o proponente de diminuir as gritantes disparidades sociais.
MAURO BENEVIDES
Deputado Federal”
( da redação com informações de assessoria)