31 de julho de 2025

Alagoas. Governo garante assistência médica à população; Greve chegou ao pior momento com 172 pedidos de demissão.

O secretário André Valente reiterou em uma entrevista à Rádio Correio o compromisso de não deixar a população de Alagoas sem assistência médica em virtude da greve dos médicos.

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( Brasília-DF, 02/08/2007) A Política Real teve acesso. O secretário de Estado da Saúde, André Valente, reiterou em uma entrevista à Rádio Correio o compromisso de não deixar a população de Alagoas sem assistência médica em virtude da greve dos médicos.


“O sindicato está lutando por melhores salários para os médicos, o que é justo, mas a secretaria tem outra preocupação que é a assistência médica para os 94% da população que depende do SUS no Estado e por isto não vamos medir esforços” explicou ele. Hoje, 172 médicos encaminharam pedidos de demissão.

 
André Valente disse ainda que não existem fórmulas mágicas para resolver o problema da saúde no Estado e que a única saída para enfrentar a crise é agir com responsabilidade, planejamento e metas.


“Quando assumimos a secretaria ela estava com um débito de R$ 20 milhões, o Samu de Arapiraca estava sem receber salários há quatro meses e a situação dos débitos das Unidades de Emergência de Maceió e Arapiraca era crítica, nós já pagamos boa parte desta dívida, mas não se pode corrigir tudo isto em seis meses” disse o secretário.


Valente explicou ainda que 75% da receita com a saúde do Estado está comprometida com a folha e que entende que o valor pago pelo SUS aos procedimentos são baixos, mas, segundo ele, este é um problema nacional que só pode ser resolvido dentro de um pacto social que envolva os três poderes.


“Desde o princípio do ano que estamos estabelecendo as prioridades e trabalhando para resolver os graves e históricos problemas da saúde como o da urgência e emergência. Todos sabemos que a UE de Maceió recebe cerca de 700 pacientes por dia por que os postos de saúde na capital e no interior não funcionam como deveria” explicou dizendo ainda que este problema não deve ser encarado como culpa de um ou de outro, mas que todos devem assumir seu papel de mudar esta história.


O secretário ressaltou que não existia rede hospitalar no Estado e que cada unidade fazia sua gestão e suas compras de maneira particular, e para resolver isto o governador Teotônio Vilela Filho autorizou o repasse da verba de farmácia que não era paga desde 2002 e do incremento financeiro para os municípios fortalecerem seus Programas de Saúde da Família.


Perguntado como estava à situação do PSF em Alagoas, o secretário respondeu que a primeira medida deste governo foi realizar junto com o Ministério da Saúde uma auditoria nos 102 municípios do Estado buscando não só detectar as irregularidades, mas apresentar soluções para elas.


“Tem município que tem 100% de equipe do PSF, mas o médico só trabalha dois dias e estes problemas acabam chegando à santa Mônica, na Unidade de Emergência, é preciso entender que o problema da saúde é complexo e deve ser tratado em todos os aspectos”.


André lembrou que a primeiras medidas práticas já foram tomadas como o Prohosp e o Promater que vão estruturar a rede hospitalar de assistência materno infantil e de emergência e urgência, lembrou ainda o acordo feito junto ao Ministério Público para a compra de leitos privados para serem utilizados na transferência de pacientes da Unidade de Emergência.


“No início do próximo ano estaremos inaugurando um hospital geral de 410 leitos que se não solucionar de vez será um grande apoio para o fim do problema de atendimento de urgência e emergência na capital” diz ele.
Greve - Sobre as negociações que envolvem a categoria dos médicos e o Estado, André lembrou que o secretário Adriano Soares foi escolhido como o interlocutor do governo e que todos os secretários de Teotônio Vilela estão unidos com um mesmo propósito que é tirar Alagoas da difícil situação em que se encontra.
“Mais uma vez digo que mesmo sendo médico e entendendo que a categoria merece um salário melhor acredito que este é o momento de melhorarmos a situação da saúde no Estado e juntos encontrarmos uma saída para que esta melhoria salarial aconteça gradativamente” disse ele.


Perguntado sobre os ataques pessoais desferidos pelo presidente do Sindicato dos Médicos, André se limitou a dizer que estava envolvido na busca da melhoria da prestação da saúde a população alagoana que é a grande preocupação do governo.


“Sempre perguntam pelo plano B da saúde e é claro que temos algumas alternativas prontas caso os médicos insistam com a demissão, repito que cada um deve estar ciente de sua responsabilidade neste momento e que a população alagoana não pode ser prejudicada sob nenhuma hipótese” finalizou o secretário.


( da redação com informações de assessoria)