Nordeste e Investimentos.
Banco do Nordeste anuncia balanço das operações de 2.006; Banco registra maior volume de aplicações da história do FNE
(Brasília-DF, 22/02/2007 ) O Banco do Nordeste anuinciou hoje que expandiu suas operações em 20,9% no ano de 2006, contratando empréstimos e financiamentos no valor global de R$ 7,3 bilhões. Desse montante, R$ 4,6 bilhões corresponderiam a financiamentos no âmbito do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), principal fonte de recursos do BNB, responsável por 63% das contratações globais do Banco em 2006. As informações foram enviadas no final da tarde a redação da Política Real.
Os números do balanço do BNB de 2006, divulgados hoje nos principais jornais da Região, confirmam a trajetória de crescimento operacional do Banco na gestão de Roberto Smith, iniciada em 2003, e o atendimento à orientação estratégica estabelecida pela atual Diretoria do BNB de priorizar a utilização integral dos recursos disponíveis do FNE.
Assim é que, pelo terceiro ano consecutivo, o Banco registrou o melhor desempenho anual em volume de financiamentos contratados com recursos do FNE desde a criação do Fundo, em 1989, considerando todos os valores atualizados para dezembro de 2006 (ver gráfico). Os financiamentos do FNE contratados nos últimos quatro anos (2003 a 2006) somam R$ 13,6 bilhões, em valores de dez.2006 – montante que representa 40,4% do volume total de recursos financiados pelo Fundo desde o início de sua operacionalização (R$ 33,8 bilhões, em valores atualizados).
A maior parte dos financiamentos contratados do BNB em 2006 são operações de longo prazo, destinadas a empreendimentos do setor produtivo e incremento da infra-estrutura produtiva da Região, que somaram R$ 5,2 bilhões (22,1% a mais que em 2005). O setor rural continua sendo o maior beneficiário dos financiamentos do Banco (cerca de 37% do total), mas as operações para o setor de comércio começam a ganhar mais espaço, tendo registrado expansão de 47,5% no ano passado.
Já os empréstimos de curto prazo tiveram crescimento de 17,7% em relação a 2005, capitaneado pelo crédito comercial, que registrou expansão de 44,4% no exercício, com destaque para o Crédito Direto ao Consumidor (CDC), Capital de Giro e Desconto de Títulos.
Microcrédito, Agricultura familiar e PME
O Crediamigo, programa de microcrédito produtivo orientado do BNB, contratou em 2006 empréstimos no montante de R$ 639,6 milhões, registrando aumento de 16,67% em relação ao ano anterior. Por meio desse programa, o BNB facilita o acesso ao crédito a milhares de empreendedores informais que desenvolvem atividades relacionadas à produção, à comercialização de bens e à prestação de serviços.
Maior programa de microcrédito do País, o Crediamigo vem apresentando crescimento contínuo de sua capacidade operacional, alcançando em 2006 uma média de 2.773 clientes beneficiados com operações de crédito por dia. Outro destaque do Crediamigo é o baixo índice de inadimplência, que em 2006 ficou em torno de 0,73% da carteira ativa – o menor índice da história do Programa.
Com relação à agricultura familiar, o BNB apresentou em 2006 novo recorde nas operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), contratando financiamentos no valor de R$ 1,48 bilhão. Essas contratações representam expansão de 40,7% em relação ao volume contratado em 2005.
No âmbito do Agroamigo – programa que estende a metodologia de microcrédito produtivo orientado aos empréstimos a agricultores familiares do Grupo B do Pronaf –, o BNB realizou 138 mil operações em 2006, aplicando R$ 150,5 milhões, mais de oito vezes o total contratado em 2005. Atualmente, o Agroamigo atende a 722 municípios do Nordeste brasileiro, Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, com a atuação de 375 assessores de microcrédito rural orientando os agricultores em seus próprios empreendimentos.
No segmento de micro e pequenas empresas, o BNB contratou R$ 390,1 milhões em 2006 (75% a mais que em 2005). Para expandir seu apoio a esse segmento, o Banco adotou diversas medidas, como a simplificação do processo de crédito e a realização de convênios, a exemplo dos firmados com as câmaras de dirigentes lojistas de municípios da área de atuação do Banco.
Prodetur e operações estruturadas - Outros destaques operacionais do Banco do Nordeste em 2006 são a contratação de subempréstimos relativos ao Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste – Prodetur/NE II no montante de US$ 280,7 milhões, com os Estados da Bahia, Pernambuco, Minas Gerais e Piauí; e de 23 operações estruturadas, que totalizam R$ 1,3 bilhão, viabilizando projetos de forte impacto econômico, incluindo empreendimentos destinados à melhoria da infra-estrutura regional nas áreas de comunicação, energia e transporte, dentre outros. Nos últimos quatro anos, o BNB já contratou R$ 4,3 bilhões em operações estruturadas. Segundo o BNB, são operações resultantes de propostas de crédito que requerem atendimento específico e soluções diferenciadas, dadas as suas especificidades e evidente importância para a promoção do desenvolvimento do Nordeste.
Lucro cresce 28,8 por cento - O Banco do Nordeste apresentou em 2006 lucro líquido de R$ 202,7 milhões, montante 28,8% superior ao apresentado em 2005. A rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido ao final do exercício foi de 13,49% a.a. Quando calculada sobre o Patrimônio Líquido Médio de 2006, essa rentabilidade alcança 13,82% a.a
( da redação com informações de assessoria)