31 de julho de 2025

Nordeste e a Educação.

Criança nordestina continua fora da escola, informa IBGE.

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( Brasília-DF,14/04/2004) O Governo Lula vai ter muito trabalho pela frente. Números do IBGE que investigaram vários setores da sociedade brasileira((educação, saúde, domicílios, trabalho e rendimentos, cor, mulheres, crianças, adolescentes e jovens) divulgada, hoje, como parte do Censo 2000, em parceria com o DATASUS, do Ministério da Saúde, também revelaram que a criança nordestina continua fora das escolas ou mal-educadas, com uma destacada defasagem escolar se comparada com outras do Brasil.
Defasagem atinge 84,1% das crianças  no Nordeste -  A defasagem entre idade e série escolar cresce com a idade: vai dos 14,4% para as crianças de sete anos , até os  65,7% para as de 14 anos.   No Nordeste, 84,1% das crianças de 14 anos estão defasadas, contra 51,8%
 do Sudeste.
A média de anos de estudo, por idades, da população brasileira também expressa a defasagem: é de 0,9 para as crianças de 8 anos (deveria ser mais de um) e de 7,2 anos para os jovens de 17 anos, quando deveria ser de 11 anos). Chega as 8,2 anos para os jovens entre 20 e 24 anos, e cai para 6,1 na população de 25 anos ou mais. Nesta última faixa, por quintos de rendimento médio familiar per capita, ela varia dos 3,4 anos aos 10,3 anos..
As taxas de escolarização estão acima de 94% entre os cinco quintos de rendimento familiar per capita, para pessoas entre 7 e 14 anos, demonstrando a universalização do ensino fundamental no Brasil. Mas a relação entre rendimento e escolaridade continua preponderante: entre os mesmos cinco quintos, a taxa oscila de 26,8% a 52,4% para crianças de 0 a seis anos, de 73,0% a 93,3% para adolescentes entre 15 e 17 anos, e de 26,9% a 51,1% para jovens entre 18 e 24 anos.
Os estudantes de famílias pobres dificilmente chegam ao ensino superior: na rede pública, apenas 2,3% dos estudantes provinham de famílias do primeiro quinto de rendimento médio per capita, enquanto 59,2% provinham do último quinto. Na rede privada, nas mesmas faixas de renda, as participações eram de 1,2% contra 74,0%. Já a rede pública de ensino médio atende de forma bem menos desigual a todos os quintos de rendimento familiar, enquanto 61,1% dos estudantes de ensino médio da rede privada pertencem ao último quinto.
Continua em queda a taxa de analfabetismo entre a população de 15 anos ou mais: de 17,2% em 1992 para 11,8% em 2002. No mesmo período, na zona rural, a taxa caiu de 35,8% para 27,7% e na urbana, de 12,4% para 9,1%.

( redação com informações do IBGE)