31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil sem índices econômicos em destaque, hoje

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Por Politica Real com agências
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Mercados em queda Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 18/08/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil não há previsão de índices relevantes em destaque.

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Nesta terça-feira ,18, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,6%; Nasdaq 100: -1,3%), pressionados pela disparada dos juros longos globais e por uma nova alta do petróleo, combinação que reacende preocupações inflacionárias e atinge com mais força as ações de tecnologia. Na Europa, o Stoxx 600 recua 0,6%, com o setor de energia na contramão, em alta acompanhando o Brent. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda: o Nikkei 225 (Japão) recuou 2,8%, liderando as perdas regionais com os papéis de tecnologia, e o Kospi (Coreia) caiu 1,6%, enquanto na China o CSI 300 cedeu 0,3% e o Hang Seng ficou praticamente estável.

O mercado acompanha a venda generalizada nos mercados de dívida soberana, com os custos de captação de longo prazo de Estados Unidos, Japão e Alemanha nas máximas de vários anos. O rendimento do Treasury de 30 anos atingiu o maior nível desde 2007 e o juro do título japonês de 10 anos subiu para cerca de 2,94%, máxima em três décadas, sustentado por apostas de alta de juros pelo Banco do Japão em setembro e por preocupações fiscais. No petróleo, o Brent avança para próximo de US$ 91/barril depois que um alto funcionário iraniano afirmou que Teerã adotará uma postura plenamente ofensiva, já que as negociações para encerrar em definitivo a guerra com os Estados Unidos travaram e Washington descartou prorrogar o cessar-fogo temporário. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com Home Depot e Baidu antes da abertura hoje, Target e Lowe’s na quarta-feira e Walmart na quinta-feira, além da ata do Federal Reserve.

Economia

No exterior, o acordo temporário entre Estados Unidos e Irã venceu ontem, e Trump afirmou que não pretende estendê-lo, alegando que Teerã ainda não aceitou os termos de Washington. Fighting também voltou a ocorrer no Líbano, evidenciando a fragilidade da trégua.

IBOVESPA -0,09% | 166.784 Pontos. CÂMBIO -0,36% | 5,20/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira (17) em leve queda de 0,09%, aos 166.784 pontos, no décimo pregão consecutivo de perdas, marcando a sequência negativa mais longa desde agosto de 2023 para o índice.

Na ponta positiva, PRIO (PRIO3, +5,03%) e Ultrapar (UGPA3, +4,80%) acompanharam a valorização do petróleo do tipo Brent, impulsionada pela escalada do conflito no Oriente Médio. Magazine Luiza (MGLU3, +8,2%) liderou os ganhos do índice, beneficiada pelo pedido de recuperação judicial do concorrente Grupo Casas Bahia (BHIA3).

Na ponta negativa, o setor bancário liderou as perdas, com Itaú Unibanco (ITUB4, -1,6%), Banco do Brasil (BBAS3, -2,3%) e Bradesco (BBDC4, -1,9%) entre os papéis que mais pesaram no índice.

Renda Fixa

Os juros futuros fecharam com direções mistas. Nos EUA, os rendimentos dos Treasuries avançaram acompanhando a escalada do Brent acima de US$ 90 por barril e as preocupações com potenciais pressões inflacionárias, com a T-note de 2 anos a 4,18% (+1 bp), a T-note de 10 anos a 4,72% (+3 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,31% (+5 bps), renovando a máxima desde 2007. No Brasil, a divulgação de um IBC-Br de junho mais fraco que o esperado reforçou a percepção de desaceleração da atividade e favoreceu o fechamento da curva, ainda que o avanço do petróleo tenha limitado um movimento mais intenso de queda das taxas. Assim, o DI jan/27 encerrou a 13,76% (-1 bp), o DI jan/29 a 14,31% (-2 bps) e o DI jan/31 a 14,57% (-2 bps). A curva NTN-B também recuou com a B29 a 8,11% (vs. 8,17%), a B35 a 8,06% (vs. 8,10%) e a B50 a 7,62% (vs. 7,66%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão desta segunda-feira em queda de 0,86%, aos 3.654,70 pontos.

A pressão sobre o índice foi disseminada entre os principais segmentos do mercado. Os fundos de tijolo recuaram 0,90%, pressionados principalmente por ativos logísticos (-1,11%), lajes corporativas (-0,83%) e shoppings (-0,73%). Os fundos de recebíveis também registraram desempenho negativo (-0,83%), enquanto os fundos híbridos caíram 0,84%. Já o segmento de multiestratégia/FOFs encerrou a sessão em baixa de 0,64%.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram KIVO11 (+2,0%), ICRI11 (+1,8%) e WHGR11 (+1,7%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por BBIG11 (-4,7%), HSLG11 (-4,4%) e HSAF11 (-3,6%).

Economia

No Brasil, o Boletim Focus manteve a projeção do IPCA de 2026 em 5,02%, a Selic em 13,75% e o PIB em 1,98%, mas elevou a inflação de 2027 e reduziu o crescimento esperado para o próximo ano. O IBC-Br de junho recuou 0,6% m/m, confirmando forte desaceleração da atividade no 2º trimestre (0,2% t/t, ante 1,3% t/t no 1T26), com perda de dinamismo disseminada entre os setores.

Na agenda de hoje, destaque para produção industrial, utilização da capacidade e dados de construção de julho nos Estados Unidos, além da taxa de desemprego de julho no Reino Unido.

( da redação com informações de agência. Edição: Política Real)