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  • Contato Brasil, 18 de setembro de 2021 19:37:56
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  • 30/03/2021 07h59

    ENFRENTANDO A CRISE: Marcelo Queiroga, aos senadores, defende teses de governadores e prefeitos; ele disse que as pessoas devem ter todos os cuidados durante esta semana santa

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    Foto: Reprodução TV Senado

    Marcelo Queiroga falou aos senadores na comissão do Covid

    ( Publicada originalmente às 18h 00 do dia 29/03/2021) 

    (Brasília-DF, 30/03/2021) O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, falou hoje, 29, aos senadores durante a Comissão Temporária do Senado que acompanha o combate à covid-19. Ele foi cobrado por uma nova gestão para deter a pandemia. Queiroga defendeu medidas que o governo federal vinha rejeitando, como autonomia para estados e municípios na decisão sobre medidas restritivas de circulação de pessoas.

    Ele anunciou comprometimento com o adiantamento de vacinas e com políticas de prevenção do vírus: uso de máscaras e distanciamento social. Queiroga também afirmou que o Ministério da Saúde precisa melhorar a articulação nacional. Essa foi a primeira vez que Queiroga vai na Comissão.

    “O Programa Nacional de Imunização brasileiro é uma referência mundial. O teto da nossa capacidade vacinal é de 2,4 milhões de brasileiros por dia. É preciso existir uma articulação entre as três esferas — União, estados e municípios — para fazer o que nós mais sabemos: vacinar a população. Não é uma questão logística, é uma questão de disponibilidade de vacinas para esses primeiros meses “, disse o ministro.

    Ele também fez um lembrança sobre esse momento da Semana Santa.

    “Eu entendo que essa Semana Santa é um ponto de risco. É um ponto forte de risco. Nós temos que comunicar à sociedade de uma maneira clara que eles têm que colaborar com as autoridades sanitárias para que consigamos reduziressa contaminação”, declarou .

    “Do ponto de vista prático, para conseguirmos reduzir essa calamidade pública nós temos que investir nas medidas de redução de circulação do vírus. Evitar aglomerações, [fazer o] distanciamento social, o uso das máscaras e, a critério de cada Estado ou município, de acordo com a situação sanitária, se aplicar medidas restritivas mais fortes”, disse.

    O relator da comissão, senador Wellington Fagundes (PL-MT), perguntou a Queiroga como ele avalia a atuação do Ministério da Saúde no combate à pandemia até aqui, quais mudanças ele pretende promover e se ele terá autonomia para gerir a pasta.

    Queiroga respondeu que recebeu autonomia do presidente da República, Jair Bolsonaro, para montar uma equipe técnica, e anunciou a criação de uma secretaria extraordinária para concentrar todos os esforços da pasta no enfrentamento à pandemia. Outra mudança de gestão, segundo ele, será a melhora do diálogo com a sociedade. O ministro disse que o uso de máscaras é uma “obrigação de todos os brasileiros” e recomendou que a população evite “aglomerações fúteis”. A pasta deverá se engajar em campanhas de comunicação sobre esses temas.

    O ministro disse ainda que os hospitais do país estão sobrecarregados pelo excesso de internações, que expôs falta de leitos e de profissionais intensivistas qualificados. Para aliviar a situação, Queiroga defendeu mais medidas de isolamento nos locais que registrem piores índices de contaminação.

    “Do ponto de vista prático, para conseguirmos reduzir essa calamidade, temos que investir nas medidas de redução da circulação do vírus: distanciamento social e, a critério de cada estado ou município, de acordo com a situação sanitária, aplicar medidas restritivas mais fortes “, declarou.

    ( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)