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  • Contato Brasil, 22 de fevereiro de 2024 04:44:10
Jorge Henrique Cartaxo
  • 05/02/2020 21h48

    No vazio ocidental

    Mas mudanças virão e serão profundas! Na outra ponta, EUA e China propugnam por um novo mapa na economia mundial.

    Imagem de Debret( foto: arquivo do colunista)

    A tensão ocidental é evidente. Na Europa, por exemplo, pelo menos 20% da população não enxergam mais na democracia o melhor regime político para se conduzir  povos e nações. A Inglaterra, num gesto ainda pouco compreendido, saiu da União Europeia. Na França, os coletes amarelos e demais movimentos, brandem com vigor e com visível apoio dos franceses,  contra as reformas “neoliberais” pretendidas pelo presidente Macron, não raro com violência jacobina.  Na Espanha , o separatismo basco e catalão – os mais evidentes – se agigantou nos últimos anos. O mesmo se verifica na Itália, nas regiões do Veneto e da Lombardia. Na Alemanha, o mais rico país europeu, se acirra o problema migratório, assistimos ao ressurgimento dos movimentos neonazistas. O mesmo se observa na Áustria. Um pouco mais, um pouco menos, desarmonias se desenham nos demais países que integram a UE.

    Mais dia, menos dia, os equívocos das lideranças europeias que conduziram a unificação do continente, determinaram a imposição do euro, deram forma à  globalização e ao desmonte do estado de bem estar-social no rastro do empobrecimento das classes médias e de uma politica migratória sem critérios,  terão que ser enfrentados. O comando de Bruxelas sobre a Europa terá seus reveses e encontrará  seus limites num futuro próximo. O que não quer dizer exatamente o fim da União Europeia. Mas mudanças virão e serão  profundas! Na outra ponta, EUA e China propugnam por um novo mapa na economia mundial.

    Ao nosso estilo, aqui na América Latina, estamos tateando novos caminhos. Não somos exatamente equipados institucionalmente para esses grandes desafios. No caso específico do Brasil, somos uma notável casa rica habitada por miseráveis. Nada justifica a nossa miséria, a nossa desordem, o caos, a violência e a corrupção nas dimensões em que experimentamos há décadas, se não por uma objetiva e pragmática decisão política dos feitores que nos tangem desde sempre. Somos a oitava economia mundial em uma país continental sem nenhum problema na sua segurança territorial e na sua unidade interna. Uma preciosidade geopolítica! E mesmo assim, padecemos miseravelmente na sarjeta do planeta.

    O governo Bolsonaro, apesar dos ruídos no diálogo político, tem indicado e sugerido boas perspectivas de melhora. Os indicadores da macroeconomia são todos positivos, ainda que insuficientes para nos tirar da degradação oferecida aos brasileiros nos últimos 30 anos. O estilo do presidente da república  não ajuda e o bumbo diário da grande mídia valorizando tolices e produzindo meias verdades, embaça os olhos da nação.

    Nada sugere que vamos dar certo. Mas pode parar de piorar!


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