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  • Contato Brasil, 16 de setembro de 2021 22:59:50
Humberto Azevedo
  • 08/04/2021 17h51

    Presidente da Anvisa, Barra Torres, diz que dependência de insumos da China e da Índia atrasam cobertura vacinal e que “situação [da pandemia] que atravessamos está longe do seu fim”

    Responsável pelo órgão de controle sanitário, almirante Barra Torres falou ainda que o aproveitamento dos laboratórios farmacêuticos especializados em produção de remédios veterinários para ampliar oferta de imunizantes ainda levará algum tempo

    Presidente da Anvisa fala em comissão do Senado sobre evolução do covid no Brasil

    O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), almirante Barra Torres, disse nesta quinta-feira, 08, que a dependência dos insumos farmacológicos da China e da Índia vem atrasando a cobertura vacinal junto a população brasileira e que a “situação [da pandemia do novo coronavírus (covid-19)] que atravessamos está longe do seu fim”.

    Responsável pelo órgão de controle sanitário, o almirante falou ainda que o aproveitamento dos laboratórios farmacêuticos especializados em produção de remédios veterinários para ampliar oferta de imunizantes ainda levará algum tempo. As declarações aconteceram durante sua participação na audiência pública promovida pela comissão externa do Senado Federal que monitora a situação da doença respiratória, que já matou mais de 340 mil brasileiros.

    “O entendimento que temos aqui na agência, e não é um entendimento dos mais felizes, é que essa situação que atravessamos está longe do seu fim. Não há entre nós a convicção de que a fase pior tenha passado. Nós temos tido uma série de sinalizações de possibilidades ainda mais desafiadoras estão por vir no curto e no médio prazo. (…) Nascerá um novo mundo dessa pandemia. E em setores da economia que, por uma ação fundamentalmente focada no capitalismo, tinham uma justificação, como a terceirização de áreas essenciais de produção em troca de mão de obra mais barata e questão fiscal mais atraente, hoje se dá por comprovado que quem fez essa escolha encontra-se em uma posição de refém diante da oferta de insumos essenciais que vêm do exterior – no caso concreto, basicamente de dois países”, disse o dirigente da Anvisa.

    “De fato alguns investimentos serão necessários, pois há que se fazer determinadas elevações de nível de segurança biológica desses, por assim dizer, laboratórios, dessas áreas de fabricação vacinal – talvez algumas capazes de dominar o ciclo completo, outras não, talvez mais direcionadas à questão do envase, mas não é, na ótica da Anvisa, algo a ser descartado. Temos, sim, que olhar para um futuro até mesmo mais distante. Já tomamos providências há algum tempo em relação a isso aqui na Anvisa, inclusive com a criação de um grupo de análise estratégica desse quadro, com visão prospectiva, focando nos próximos anos inclusive”, completou.