DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil todos os olhos se voltam para a divulgação do IPCA-15 de dezembro
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(Brasília-DF, 23/12/2025). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil todos os olhos se voltam para a divulgação do IPCA-15 de dezembro.
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Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos operam em alta (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: 0,1%), em semana de liquidez reduzida devido ao feriado e após três pregões consecutivos de alta, impulsionados pelo rali de Natal e com avanços disseminados entre os setores, com destaque para Materiais Básicos à medida que metais preciosos atingem novas máximas.
As bolsas da Europa abriram positivas (Stoxx 600: 0,2%), com índice impulsionado pelo setor de Saúde diante da notícia de que o regulador americano aprovou o primeiro comprimido oral de GLP-1, fabricado pela dinamarquesa Novo Nordisk e que deve chegar às farmácias em janeiro.
Na China, os mercados fecharam mistos (CSI 300: 0,2%; HSI: -0,1%), perdendo tração do rali de fim de ano. Em Hong Kong, o desempenho negativo pode ser atribuído à notícia de um cyber ataque à Kuaishou Technology.
IBOVESPA -0,21% | 158.142 Pontos. CÂMBIO +0,99% | 5,58/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira (22) em queda de 0,2%, aos 158.142 pontos. As ações brasileiras seguem apresentando desempenho fraco, pressionadas principalmente pelo cenário político doméstico, que continua no centro das atenções dos investidores.
O destaque positivo do dia foi Marcopolo (POMO4, +5,8%), após a companhia anunciar um aumento de capital de R$ 705 milhões, acompanhado de uma bonificação de 10% em ações. Na ponta negativa, Vamos (VAMO3, -4,3%) recuou, refletindo a alta dos juros futuros.
Para o pregão desta terça-feira ,23, todos os olhos se voltam para a divulgação do IPCA-15 de dezembro.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram segunda-feira em alta firme ao longo de toda a curva, refletindo desconforto fiscal e incertezas crescentes sobre o cenário eleitoral de 2026. A pressão foi reforçada pela desvalorização do real, que chegou a R$ 5,58. Profissionais de mercado destacaram que a articulação em torno da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) adiciona volatilidade às expectativas. DI jan/27 em 13,840% (+7,0 bps); DI jan/29 em 13,350% (+11,3 bps); DI jan/31 em 13,655% (+11,8 bps). Nos Estados Unidos, os rendimentos das Treasuries mostraram movimentos mistos: a taxa de dois anos recuou, enquanto a de 10 anos avançou levemente, em dia sem grandes direcionadores macroeconômicos reportados. T-note 2y em 3,440% (-4,0 bps); T-note 10y em 4,170% (+1,0 bps).
IFIX
O IFIX encerrou a segunda-feira em alta de 0,75%, apesar da abertura da curva de juros, movimento que reflete maior cautela dos investidores diante do cenário político. No desempenho setorial, os fundos de tijolo avançaram, em média, 0,61%, enquanto os fundos de papel subiram 0,82%. Entre as maiores altas do pregão, destacaram-se TRBL11 (+3,6%), VGIP11 (+2,0%) e TRXF11 (+2,8%). Já entre as principais quedas, figuraram VINO11 (-1,6%), GTWR11 (-0,9%) e SNCI11 (-0,8%).
Economia
A China anunciou tarifas provisórias entre 21,9% e 42,7% sobre laticínios da União Europeia. A medida foi motivada por alegações de subsídios europeus que teriam prejudicado a indústria chinesa e é vista como retaliação às tarifas da UE sobre veículos elétricos chineses.
No Brasil, a arrecadação tributária federal totalizou R$ 226,8 bilhões em novembro, um aumento de 3,8% em termos reais em relação ao mesmo mês do ano anterior. Continuamos observando uma redução gradual na taxa de crescimento da arrecadação tributária, que deve crescer 3,3% em termos reais este ano, atingindo R$ 2.878,8 bilhões.
No cenário internacional, a agenda dos Estados Unidos contará com a publicação da geração de empregos no setor privado (relatório ADP) de novembro, a segunda leitura do PIB do 3T25 e a produção industrial de outubro. No Brasil, o destaque será o IPCA-15 de dezembro.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)