31 de julho de 2025
MAIORIDADE PENAL

Carlos Portinho disse que não ofendeu ninguém, cobrou acordo de votação e afirmou que o PT apresentava o conto da “redução da maioridade penal”

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Por Política Real com assessoria
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CArlos Portinho em fala final no plenário do Senado Foto: Carlos Moura/ Ag. Senado

(Brasília-DF, 04/11/2026) Na noite desta quarta-feira, 04, após o senador Davi Alcolumbre afirmar que iria esperar a Câmara Federal que tem uma proposta já pronta para votar tratando da redução da maioridade penal e ter feito um desabafo por ter sido acusado de não cumprir acordo que foi proposto ao final, ontem, 03, da votação da PEC da Segurança Pública - o senador Carlos Portinho (PL-RJ), líder do partido no Senado, disse que não agrediu ninguém.

Portinho disse que está na missão de cobrar acordo e que ninguém do Governo justificou o recuo em votar a PEC proposta pelo senador Camilo Santana (PT-CE) que recebeu requerimento de urgência apresentado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM)

“O silêncio fica como resposta, Sr. Presidente, de minha parte. E os eleitores saberão, no momento certo, que mais uma vez foram enganados pelo conto da picanha, e serão enganados pelo conto do Tigrinho, pelo conto da escala e já começaram a ser pelo conto da redução da maioridade penal, cuja emenda não era só minha, era do PT.”, disse.

Veja a íntegra da fala do senador Carlos Portinho no plenário do Senado afirmando que não foi cumprido o acordo para votar a PEC da redução da maioridade penal, cobrou colegas e o Governo Federal assim como disse que não ofendeu ninguém numa referência ao “desabafo” feito antes pelo senador Davi Alcolumbre:

“ Eu, atentamente, com muita serenidade, ouvi aqui toda sorte de desvio do assunto principal que foi tratado por mim na tribuna.

Eu não ofendi ninguém, muito menos ofenderia V. Exa., muito menos tratei aqui de urna eletrônica, muito menos tratei dos nossos líderes: um está preso pelo regime e incomunicável; e sobre o outro, se não fugisse, o próprio Presidente reeleito disse que o cassaria, que ele seria preso. Não demorou sete minutos para que o plano fosse colocado em prática.

Eu não estou falando do outro filho do Presidente exilado, eu não estou falando de jornalistas exilados, de perseguidos políticos, de Débora do Batom, daqueles que morreram na prisão, na masmorra.

Eu estava apenas falando sobre algo que nem V. Exa., nem a Sra. Líder do Governo, nem o meu colega Randolfe Rodrigues, por quem eu tenho muito respeito, nenhum deles foi capaz de responder: que o compromisso feito ontem não foi cumprido, tampouco a promessa feita pelo Presidente eleito da República, em rede nacional, e pelo seu coordenador de campanha.

O silêncio fica como resposta, Sr. Presidente, de minha parte. E os eleitores saberão, no momento certo, que mais uma vez foram enganados pelo conto da picanha, e serão enganados pelo conto do Tigrinho, pelo conto da escala e já começaram a ser pelo conto da redução da maioridade penal, cuja emenda não era só minha, era do PT. Não fosse isso, talvez não fosse tão importante o que aconteceu hoje aqui, porque nós convergimos em uma coisa. Nós podemos divergir em várias, mas convergir na redução, se não foi uma proposta eleitoreira do Presidente eleito, isso aconteceu - e foi descumprido.

A mim me cabe apenas o silêncio da constatação de que, sobre o tema de que eu tratei na tribuna, todos rodearam e nenhum de V. Exas. teve a coragem de dizer que não houve acordo ontem e que esse acordo não foi descumprido.

Muito obrigado.

Peço licença. Hoje é um dia triste, para mim, na minha relação com os meus pares."

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)