DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil começa a reunião do Copom
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(Brasília-DF, 03/11/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando mercados globais em sinais mistos e no Brasil atenção para a reunião do Copom, que começa hoje.
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Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em direções opostas (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: 0,4%), em dia de eleições de meio de mandato e após o guidance mais fraco da Apple, que recua cerca de 3% no pós-mercado com a projeção de margem bruta pressionada pela alta dos preços de memória. Na Europa, o Stoxx 600 opera em queda de 0,3%, pressionado principalmente pelos setores de tecnologia e aéreas. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda, em mais um dia de dúvidas sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial: o Kospi (Coreia) recuou 3,6%, com Samsung e SK Hynix caindo mais de 4%, enquanto na China, o CSI 300 fechou em leve queda de 0,2% e o Hang Seng (Hong Kong) avançou 0,6%, apoiado por novas medidas de suporte ao mercado acionário anunciadas por Pequim.
O mercado acompanha a retomada dos preços do petróleo após relatos de um ataque americano à ilha iraniana de Qeshm, no Estreito de Ormuz, um dia depois de o Irã sinalizar abertura para negociações de paz. O Brent sobe cerca de 1,1%, para próximo de US$ 106/barril, recuperando parte da queda de mais de 7% da véspera. O Treasury de 10 anos opera em 4,92%, com o mercado ainda precificando como mais provável uma alta de juros pelo Fed em dezembro. Os investidores também direcionam o foco para o resultado das eleições e para a temporada de resultados, com divulgações esperadas de AMD, Uber, National Grid e Booking ao longo da semana, e o relatório de emprego de outubro, na sexta-feira.
Economia
O preço do petróleo (tipo Brent) recuou 7,6% ontem, para cerca de US$ 105 por barril, em meio a sinais de abertura para uma solução diplomática para a guerra no Oriente Médio. Negociadores iranianos e mediadores do Catar elaboraram uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz em até dois dias após um eventual acordo com Washington.
Nos Estados Unidos, o índice ISM da indústria subiu para 55,5 em outubro, acima das expectativas, com pressões de custos ainda elevadas, combinação que corrobora a expectativa de nova alta de juros pelo Fed em dezembro. Na China, o PMI oficial da indústria recuou para 49,3, em território contracionista.
Na agenda internacional, as atenções estarão voltadas às eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, realizadas hoje, que definirão a composição do Congresso para os próximos dois anos. Ao longo da semana, destaque para o relatório de emprego (Nonfarm Payroll) americano de outubro e para a decisão de juros do Banco da Inglaterra.
IBOVESPA -0,75% | 167.921 Pontos. CÂMBIO +0,87% | 5,42/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 18,1% em reais e de 24,3% em dólares, por conta da depreciação de 9,2% do real, aos 167.922 pontos.
Suzano (SUZB3, +16,4%) foi o destaque positivo da semana, beneficiada pela depreciação do real e após confirmar reajuste de US$ 50 por tonelada nos preços da celulose para Europa e América do Norte a partir de novembro.
Por outro lado, Vamos (VAMO3, -62,9%) foi o destaque negativo, pressionada pela forte abertura da curva de juros e pela reprecificação das companhias domésticas mais alavancadas e intensivas em capital.
Renda Fixa
A semana foi marcada por forte abertura da curva de juros doméstica, superior a 250 bps em vértices longos, refletindo a reprecificação dos riscos fiscais após o resultado do 2º turno das eleições. Nos EUA, o movimento foi oposto, com fechamento das taxas dos Treasuries diante do aumento da demanda por ativos defensivos em um ambiente de maior tensão geopolítica. A T-note de 2 anos encerrou a sexta-feira (30) em 4,57% (-12 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos em 4,9% (-8 bps) e o T-bond de 30 anos em 5,31% (-2 bps). Enquanto o DI jan/27 encerrou a 13,64% (+16 bps na semana), o DI jan/29 a 14,94% (+234 bps) e o DI jan/31 a 15,21% (+264 bps). A abertura também foi observada nas NTN-Bs, com a B29 avançando para 7,80% (vs. 6,77%) e a B35 para 7,92% (vs. 6,74%).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de sexta-feira (30) com alta de 0,40%, aos 3.646,62 pontos. Apesar do avanço no dia, o índice acumulou queda de 8,62% na semana e encerrou outubro com recuo de 2,89%. Entre os principais segmentos, os FIIs de papel registraram desempenho de -6,20% na semana e -2,44% no mês, enquanto os fundos de tijolo recuaram 10,17% no acumulado semanal e 2,41% ao longo de outubro.
Após as recentes quedas, o IFIX passou a negociar com deságio de aproximadamente 12% em relação ao valor patrimonial, patamar elevado frente à média histórica. Entre os principais segmentos, os fundos de recebíveis negociam com desconto médio de cerca de 6,4%, enquanto os FIIs de tijolo e os FOFs/multiestratégia apresentam deságios mais expressivos, de 14,4% e 13,6%, respectivamente. Esses níveis se tornam ainda mais significativos ao considerarmos que os valores patrimoniais já refletem a alta das NTN-Bs nos últimos anos, cujas taxas seguem em patamares historicamente elevados.
A sessão de sexta-feira foi marcada por desempenho positivo entre os principais segmentos do mercado. Os fundos de recebíveis avançaram 0,06%, enquanto os FIIs de tijolo registraram valorização de 0,68%. Entre os segmentos de tijolo, os ativos logísticos lideraram os ganhos, com alta de 1,08%, seguidos pelas lajes corporativas (+0,28%) e pelos fundos de shoppings (+0,24%). Já os fundos híbridos avançaram 0,20%, enquanto a categoria multiestratégia/FOF registrou alta de 0,76%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram HSML11 (+3,2%), VILG11 (+3,0%) e BBIG11 (+2,6%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por MFII11 (-3,8%), HSLG11 (-2,9%) e VCJR11 (-2,2%).
Economia
No Brasil, a taxa de desemprego atingiu 5,2% em setembro, nova mínima histórica, e os rendimentos reais do trabalho voltaram a subir no 3º trimestre. Ainda assim, projetamos que a taxa de desemprego subirá de 5,4% ao final de 2026 para 6,5% ao final de 2027, na esteira da perda de tração da atividade doméstica.
No Brasil, o Copom se reúne hoje e amanhã para decidir sobre a taxa Selic
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)