Lula em fala inicial faz agradecimentos, faz sinalizações, faz ironias e diz que após vitória não existem mais adversários
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(Brasília-DF, 25/ 10/2026) Definido que foi reeleito para um quarto mandato à presidência da República com votação recorde de 64 milhões de votos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fez um pronunciamento, em um hotel em São Paulo (SP), para imprensa nacional e internacional.
Muito rouco e claramente cansado, ele passa a palavra a Geraldo Alckmin, o primeiro a agradecer à militância.
Alckmin dá início à fala lembrando que hoje é dia da juventude, agradece aos jovens e aos idosos, que foram votar.
"Meu profundo respeito. O senhor pela segunda vez salvou a democracia brasileira", diz.
Lula agradece pelas baixas abstenções do 2º turno. E agradece à "generosidade" da juventude brasileira que foi às ruas "pela democracia".
Lula agradece aos idosos, que foram votar a despeito de comorbidades e dificuldades.
Lula diz que terá que regular as plataformas digitais. "Crime digital tem que ser tratado como crime na vida real", diz.
"Esta eleição foi uma derrota do negacionismo", diz. Lula afirma que já debateu com muita gente, já disputou muitas eleições, mas "nunca pensei em me deparar com um representante do milicianismo".
O presidente fala do entusiasmo visto ontem na avenida Paulista, quando seus apoioadores reuniram milhares de pessoas no ato final de campanha.
Ele agradece nominalmente ao "companheiro Janones" que teve um "papel crucial na campanha".
Lula diz que mudará o jeito de governar, que seu governo terá maior participação popular e que as redes digitais terão maior papel em seu governo.
Ele promete estar mais próximo das pessoas e que falará todos os dias. "Não vou permitir ser interpretado por jornalista com má fé", afirma.
"Eu, mais uma vez, quero dizer para vocês, que, na medida que a gente ganha as eleições, não temos mais adversários", diz.
Novamente ele menciona os idosos e diz que cuidará "dos velhinhos". Também afirma que as religiões serão todas respeitadas. "Eu não tenho preferência por nenhuma religião, tenho preferência por respeito à fé do povo brasileiro."
Lula diz que irá universalizar escola de tempo integral e o programa Pé de Meia.
"Muito investimento na economia digital, na economia verde e na economia criativa", ele diz.
"Nós queremos ser um país central nas decisões políticas, econômicas e nas decisões pela paz", ele diz.
Lula lembra da redução do desmatamento e agradece a Marina Silva.
Ele diz que "continuará fazendo a revolução no SUS".
"Este país tem uma Constituição. Ninguém é obrigado a gostar do presidente eleito, mas ele foi eleito para governar para todos."
Lula fala sobre o Congresso
"Eu não escolhi o Congresso, foi o povo que o escolheu e eu vou trabalhar para votar e aprovar as coisas", afirma Lula, sobre o Congresso mais à direita radical eleito neste ano.
Lula diz que terminará este mandato - seu último - "correndo mais que vocês", mencionando sua saúde.
O presidente diz que foi "escolhido por Deus".
'Eu nunca ganhei eleição no primeiro turno, mas nunca perdi no segundo turno'
O presidente lembra da virada inédita que conquistou, já que perdeu no primeiro turno.
"Eu nunca ganhei eleição no primeiro turno, mas nunca perdi no segundo turno".
Lula agradece 'soldados do Exército do Lula'
"Para o povo trabalhador, a gente vai dar proteção. Para o bandido, a gente vai dar prisão", encerra Lula.
Por fim, ele agardece novamente a Janones e manda um "abraço aos soldados" do "Exército de Lula".
( da redação com informações da BBC. Edição: Política Real)