DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve queda e no Brasil sem índices relevantes em destaque
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(Brasília-DF, 20/10/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em leve queda e no Brasil não haverá divulgação de índices relevantes.
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Nesta terça-feira ,20, os futuros nos EUA operam em leve queda (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,4%), com a recuperação das ações de tecnologia da véspera perdendo fôlego diante de renovadas dúvidas sobre o financiamento da inteligência artificial. Na Europa, o Stoxx 600 opera em queda de 0,7%, pressionado principalmente pelos setores de tecnologia, industrial e bancos. Na Ásia, os mercados fecharam em queda: o Kospi (Coreia) recuou 3,7%, com a venda de semicondutores derrubando SK Hynix e Samsung, o Nikkei 225 (Japão) caiu 0,9%, para a mínima em um mês, enquanto na China o CSI 300 perdeu 0,5% e o Hang Seng (Hong Kong) recuou 1,3%.
O mercado acompanha a nova alta do petróleo, com o Brent subindo 1,6%, para cerca de US$ 111/barril, maior nível desde maio, depois que o Irã reafirmou controle sobre o Estreito de Ormuz. No setor de tecnologia, a OpenAI estaria buscando cerca de US$ 30 bilhões com investidores, em uma rodada que poderia avaliá-la acima de US$ 1,4 trilhão, mantendo o financiamento da IA no centro das atenções. O Treasury de 10 anos segue perto de 5,13%, com o mercado precificando 83% de chance de manutenção dos juros pelo Fed na reunião de outubro. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com divulgações esperadas de SpaceX, Tesla, Meta, Newmont, BHP, Lockheed Martin e NextEra ao longo da semana.
Economia
Na Europa, os protestos vêm ampliando as preocupações fiscais e pressionando os mercados financeiros. As taxas de juros dos títulos soberanos da França de 10 anos atingiram cerca de 4,95% ontem, uma das piores marcas deste ano. Assim, o diferencial (spread) entre os custos de captação da França e da Alemanha subiu para quase 1,5 p.p., nível que não era observado desde a crise da dívida na Zona do Euro.
IBOVESPA -0,17% | 205.079 Pontos. CÂMBIO -0,49% | 5,04/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira (19) em queda de 0,2%, aos 205.079 pontos, pressionado principalmente por Petrobras (PETR4, -2,8%; PETR3, -2,9%), em meio a realização de lucros e recuo do petróleo.
Na ponta positiva, Azzas 2154 (AZZA3, +13,3%) e Magazine Luiza (MGLU3, +6,5%) subiram após um banco de investimentos elevar suas recomendações para compra.
Na ponta negativa, MBRF (MBRF3, -4,1%) recuou após um foco de Newcastle em Santa Catarina elevar o risco de restrições às exportações de aves.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a segunda-feira com direções mistas. Nos Estados Unidos (EUA), os Treasuries voltaram a operar em alta, refletindo a expectativa pela próxima decisão do Federal Reserve (banco central americano), a persistência das tensões geopolíticas e a manutenção das apostas de novas elevações de juros. A T-note de dois anos encerrou a 4,77% (+6 bps), a T-note de 10 anos a 5,14% (+6 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,48% (+5 bps). No Brasil, a curva de juros chegou a abrir ao longo do pregão acompanhando a alta das taxas globais e a volatilidade do petróleo, mas perdeu força na reta final da sessão. O DI jan/29 encerrou a 12,66% (-3 bps) e o DI jan/31 a 12,73% (+1 bp). Já o DI jan/28 fechou a 12,85%. A NTN-B encerrou com a B29 a 6,88% (vs. 6,86%), a B35 a 6,94% (vs. 6,93%) e a B50 a 6,85% (vs. 6,85%).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta segunda-feira com alta de 0,43%, aos 3.956,84 pontos.
O desempenho dos principais segmentos foi positivo ao longo da sessão. Os fundos de recebíveis avançaram 0,53%, enquanto os FIIs de tijolo registraram valorização de 0,29%. Entre os segmentos de tijolo, as lajes corporativas lideraram os ganhos, com alta de 0,45%, seguidas pelos fundos de shoppings (+0,34%) e pelos ativos logísticos (+0,25%). Já os fundos híbridos avançaram 0,68% e a categoria multiestratégia/FOF registrou alta de 0,26%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram CLIN11 (+2,9%), VILG11 (+2,1%) e HGRE11 (+2,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por RZAT11 (-2,9%), BRCR11 (-1,5%) e TVRI11 (-1,2%).
Economia
No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central mostrou queda adicional nas projeções de crescimento econômico. A mediana para o PIB de 2027 teve o recuo mais expressivo, ao passar de 1,40% para 1,32%. As expectativas para o PIB de 2026 e 2028 também caíram, embora de forma moderada. No que diz respeito à inflação, sinais mistos na atualização semanal. A mediana para o IPCA de 2027 permaneceu em trajetória altista (de 4,30% para 4,32%), enquanto a mediana para 2028 declinou mais uma vez (de 3,79% para 3,75%).
Hoje, destaque para a divulgação do relatório semanal de empregos ADP nos Estados Unidos. Dados de alvarás de construção e vendas de moradias também serão acompanhados pelos agentes de mercado. No Brasil, nenhum indicador relevante será publicado.
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)