31 de julho de 2025
INDÚSTRIA

Produção industrial recuou 0,6% em agosto, informa PIM Brasil do IBGE

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Por Política Real com assessoria
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Industria revela grande recuo no setor de fumo Foto: AgÊncia da Indústria

(Brasília-DF,02/10/2026). Nesta sexta-feira, 02, o IBGE divulgou a sua pesquisa  PIM Brasil sobre a produção industrial de agosto de 2026 que recuou 0,6% frente a julho, eliminando a variação positiva de 0,1% verificada em julho, quando interrompeu dois meses consecutivos de queda na produção. \

Em relação a agosto de 2025, a indústria teve queda de 1,2% e intensificou a taxa negativa registrada em julho de 2026 (-0,5%), quando interrompeu a sequência de quatro meses de resultados positivos. O acumulado no ano mostrou expansão de 0,8%, enquanto nos últimos 12 meses, avançou 0,6%.

Na passagem de julho para agosto, as quatro grandes categorias econômicas e 16 dos 25 ramos industriais pesquisados registraram queda na produção. Entre as atividades, as influências negativas mais importantes foram assinaladas por produtos do fumo (-23,4%), interrompendo quatro meses seguidos de expansão na produção, período em que acumulou crescimento de 32,5%; produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%), eliminando o avanço de 3,0% de julho; e indústrias extrativas (-0,7%), quarto resultado negativo consecutivo e acumulando perda de 4,7% neste período. Outros impactos negativos relevantes sobre o total da indústria vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,0%), produtos de borracha e de material plástico (-1,8%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,3%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,4%), produtos de metal (-1,6%) e outros equipamentos de transporte (-2,9%).

Por outro lado, entre as nove atividades que mostraram avanço na produção em agosto de 2026, a de produtos alimentícios (1,0%) exerceu a principal influência positiva na média da indústria, marcando, desta forma, a segunda taxa positiva consecutiva e acumulando crescimento de 2,2% neste período. Vale destacar também as contribuições positivas registradas pelos setores de produtos diversos (8,4%), de produtos químicos (0,9%) e de metalurgia (0,8%).

 

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com julho, bens de consumo semi e não duráveis (-1,7%) e bens de consumo duráveis (-1,0%) registraram os recuos mais elevados em agosto de 2026, com a primeira eliminando o avanço de 0,2% verificado em julho último, quando interrompeu três meses consecutivos de queda na produção, período em que acumulou perda de 5,4%; e a segunda devolvendo parte da expansão de 3,4% verificada no mês anterior. Os setores produtores de bens de capital (-0,6%) e de bens intermediários (-0,2%) também assinalaram taxas negativas em agosto de 2026, com o primeiro voltando a recuar após crescer 1,0% em julho de 2026, quando interrompeu três meses consecutivos de queda, período em que acumulou redução de 2,0%; e o segundo acumulando perda de 2,3% em quatro meses seguidos de recuo na produção.

Média móvel trimestral cai -0,7% no trimestre encerrado em agosto

Ainda na comparação com julho, a média móvel trimestral teve queda de 0,7% no trimestre encerrado em agosto. Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo semi e não duráveis (-1,6%) assinalou a taxa negativa mais elevada em agosto de 2026 e manteve a trajetória descendente iniciada em abril de 2026. Os setores produtores de bens intermediários (-0,5%), de bens de consumo duráveis (-0,3%) e de bens de capital (-0,3%) também apontaram resultados negativos neste mês.

Bens de consumo duráveis mostrou expansão de 2,8% e assinalou a quarta taxa positiva consecutiva: julho (4,7%), junho (5,5%) e maio (1,6%) de 2026. Neste mês, o setor foi impulsionado, em grande medida, pela maior fabricação de automóveis (6,8%). Vale destacar também os avanços verificados em motocicletas (7,9%) e nos grupamentos de outros eletrodomésticos (32,2%) e de eletrodomésticos da “linha branca” (3,5%). Por outro lado, os principais impactos negativos foram registrados pelos grupamentos de eletrodomésticos da “linha marrom” (-1,9%) e de móveis (-0,9%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os oito meses de 2026 mostrou maior dinamismo para os segmentos de bens de consumo duráveis (2,1%) e de bens intermediários (1,6%), impulsionados, principalmente, pela expansão na produção de automóveis (9,1%) e eletrodomésticos da “linha branca” (6,2%), no primeiro; e de óleos brutos de petróleo, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados, óleo diesel, gás natural, autopeças e querosenes de aviação, no segundo. O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis registrou variação nula (0,0%) e repetiu o patamar de produção de janeiro-agosto de 2025. Por outro lado, o setor produtor de bens de capital (-5,3%) assinalou a única taxa negativa no indicador acumulado do período janeiro-agosto de 2026, pressionado, em grande medida, pela menor fabricação de bens de capital agrícolas (-22,8%), de uso misto (-16,6%) e para fins industriais (-2,5%).

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real )