31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e será divulgada a Produção Industrial (PIM) de agosto, no Brasil

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 02/10/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados estão em alta e no Brasil será divulgada a Produção Industrial (PIM) de agosto.

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Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,4%; Nasdaq 100: +0,7%), em compasso de espera pelo relatório de emprego de setembro, com o alívio do petróleo e dos juros longos. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,6%, recuperando parte da queda de quinta-feira, quando teve o pior pregão desde junho. Na Ásia, os mercados fecharam mistos: o Nikkei 225 (Japão) subiu 1,1%, na China o CSI 300 avançou 0,3% e o Hang Seng (Hong Kong) recuou 2,6%, na reabertura após o feriado do Dia Nacional, enquanto o Kospi (Coreia) avançou 0,5%.

O mercado acompanha o recuo do petróleo, com o Brent cedendo cerca de 2%, para perto de US$ 99/barril, após reportagens de que a Europa avalia liberar estoques de diesel e petróleo, movimento que corrige parte da alta da véspera, quando o envio de um terceiro porta-aviões americano ao Oriente Médio levou o Brent acima de US$ 100. O yield do Treasury de 10 anos opera próximo de 5,2%, depois de tocar 5,33% na quinta-feira, o maior nível desde 2002, enquanto a probabilidade de alta de juros pelo Fed em outubro gira em torno de 20%, após o PCE (núcleo) de 3,0% ao ano, abaixo dos 3,3% esperados, ainda que o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, tenha reforçado que a inflação segue elevada. No pré-mercado, a Nike recua cerca de 10% após guidance abaixo do esperado e queda nas vendas na Grande China. Por fim, os investidores direcionam o foco para o relatório de emprego de setembro.

IBOVESPA +0,46% | 187.197 Pontos.  CÂMBIO +0,52% | 5,20/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta de 0,5%, aos 187.197 pontos, no terceiro avanço consecutivo. A alta de Petrobras (PETR4, +1,3%; PETR3, +1,8%) e Vale (VALE3, +0,6%) sustentou o índice, enquanto os investidores seguem em modo de espera pelo resultado do primeiro turno das eleições.

Azzas 2154 (AZZA3, +7,0%) liderou o índice após receber 15 propostas não vinculantes pela Farm Rio, sinalizando avanço no processo de venda. Na ponta negativa, os bancos pressionaram o Ibovespa: Santander Brasil (SANB11, -3,0%) teve a maior queda, seguido por Itaúsa (ITSA4, -1,5%), BTG Pactual (BPAC11, -0,6%) e Itaú Unibanco (ITUB4, -0,3%).

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram ontem em direções mistas. Nos EUA, as Treasuries devolveram parte da alta observada ao longo da sessão após comentários de dirigentes do Fed sinalizarem que eventuais novos aumentos de juros podem levar mais tempo para ocorrer, apesar das preocupações persistentes com a inflação, o petróleo e a trajetória da dívida pública americana.

A T-note de 2 anos encerrou a 4,78% (-10 bps), a T-note de 10 anos a 5,24% (-5 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,61% (-3 bps), embora os vencimentos mais longos tenham renovado máximas desde o início dos anos 2000 durante o pregão.

No Brasil, a curva de juros apresentou abertura, descolando-se do movimento externo diante da aversão ao risco, da cautela dos investidores na véspera do primeiro turno das eleições presidenciais e da volatilidade trazida pela alta do petróleo. Assim, o DI jan/27 encerrou a 13,56% (+0 bp), o DI jan/29 a 13,80% (+1 bp) e o DI jan/31 a 14,01% (+5 bps). A NTN-B encerrou com a B29 a 7,44% (estável), a B35 a 7,63% (vs. 7,57%) e a B50 a 7,25% (vs. 7,17%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de quinta-feira em alta de 0,02%, aos 3.755,86 pontos.

O desempenho dos segmentos foi misto ao longo da sessão. Os fundos de shoppings lideraram os ganhos do dia, com valorização de 0,72%, seguidos pelo segmento de multiestratégia/FOFs (+0,41%) e pelos ativos logísticos (+0,18%). Os fundos de tijolo avançaram 0,31% no agregado, enquanto as lajes corporativas registraram alta de 0,13%. Na outra ponta, os fundos de recebíveis recuaram 0,25% e os fundos híbridos encerraram a sessão em baixa de 0,31%.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram WHGR11 (+3,4%), RBRR11 (+1,9%) e XPML11 (+1,7%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por MFII11 (-3,8%), ITRI11 (-3,0%) e BCRI11 (-2,9%).

Economia

No cenário internacional, as tensões no Oriente Médio voltaram a pressionar os mercados de energia. No Canadá, o governo classificou o Pacific Link como projeto de interesse nacional, buscando ampliar em 1 milhão de barris por dia a capacidade de exportação de petróleo para a Ásia e reduzir a dependência do mercado americano.

Nos Estados Unidos, a indústria permaneceu em expansão, com o ISM em 54,5 pontos, mas a forte alta do componente de preços pagos sinalizou persistência das pressões de custos. Trump voltou a defender juros mais baixos, em contraste com um ambiente no qual o Fed segue atento aos riscos inflacionários. No Brasil, o PMI industrial caiu para 44,8 pontos, menor nível desde abril de 2023, combinando forte enfraquecimento da demanda com nova aceleração dos custos de insumos.

Na agenda, o principal destaque internacional será o relatório de emprego dos Estados Unidos (Nonfarm Payroll), incluindo a taxa de desemprego, relevante para os próximos passos do Fed. No Brasil, será divulgada a Produção Industrial (PIM) de agosto, para a qual esperamos retração de 0,2% m/m e 0,6% a/a.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)