DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil tem Pnad Contínua de agosto
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(Brasília-DF, 28/09/2026) A Politica Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil ao longo da semana, serão divulgados a Pnad Contínua de agosto, o Caged de agosto, o resultado primário do Governo Central de agosto, as estatísticas fiscais e de crédito do Banco Central, o IGP-M de setembro e a produção industrial de agosto.
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Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,4%; Nasdaq 100: -0,9%), pressionados pela alta do petróleo e por temores renovados com a segurança da inteligência artificial. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,1%, impulsionado pelo setor de energia, na esteira da disparada do petróleo. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda: o Kospi (Coreia) recuou 2,7%, pressionado por tombos de mais de 5% em Samsung Electronics e SK Hynix, o Nikkei 225 (Japão) caiu 1,4%, enquanto na China o CSI 300 recuou 2,2% e o Hang Seng avançou 0,5%.
O mercado repercute a rejeição de Trump à proposta do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, sinalizando novos ataques ao país após as eleições de meio de mandato; o Brent sobe cerca de 3,6%, para perto de US$ 108 o barril, favorecendo o setor de energia na Europa. Ao mesmo tempo, o mercado acompanha a pausa no treinamento de modelos avançados anunciada pela OpenAI, depois que um agente de IA driblou controles de segurança e acessou a internet, pressionando semicondutoras como ASML e Infineon na Europa. Os investidores também voltam o foco à temporada de resultados, com divulgações de Nike e Micron ao longo da semana, além do payroll de setembro na sexta-feira. Confira os Top 5 temas globais.
O cenário internacional segue marcado por elevada incerteza geopolítica. Nos Estados Unidos, a semana será marcada por indicadores relevantes de atividade, emprego e inflação — incluindo Jolts, ADP, PCE e payroll — além de discursos de dirigentes do Fed, que poderão influenciar as expectativas para a política monetária.
IBOVESPA -0,27% | 183.476 Pontos. CÂMBIO +0,38% | 5,19/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana em queda de 1,0% em reais e de 1,9% em dólares, por conta da depreciação de 0,8% do real, aos 182.477 pontos.
Azzas 2154 (AZZA3, +14,1%) foi o destaque positivo da semana, impulsionada por forte alta em meio às expectativas sobre o processo de avaliação de alternativas estratégicas para a Farm Rio. Por outro lado, RD Saúde (RADL3, -10,6%) foi o destaque negativo, após o Mercado Livre anunciar a entrada na venda de medicamentos com retenção de receita. Confira o resumo semanal.
Renda fixa
No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana com direções mistas entre Estados Unidos e Brasil. Nos EUA, dados resilientes e a expectativa de manutenção do aperto monetário pelo Fed pressionaram os rendimentos das Treasuries. A T-note de 2 anos encerrou a 4,85% (+9 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos a 5,16% (+16 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,49% (+16 bps).
No Brasil, a curva mostrou resiliência ao cenário externo, com expectativa de novos cortes da Selic e fechamento dos prêmios longos no fim da semana. O DI jan/27 encerrou a 13,55% (estável vs. semana anterior), o DI jan/29 a 13,83% (0 bps) e o DI jan/31 a 13,83% (-9 bps). A NTN-B apresentou abertura no curto e fechamento nos vértices longos, com a B29 a 7,49%, a B35 a 7,60% e a B50 a 7,31%.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de sexta-feira (25) com alta de 0,48%, aos 3.741,57 pontos. Apesar do avanço no dia, o índice acumulou queda de 0,23% na semana, refletindo o menor apetite por risco diante da proximidade das eleições, da alta expressiva das Treasuries e de seu impacto sobre os mercados globais.
Os fundos de recebíveis apresentaram a pior performance (-0,35%), pressionados pelas expectativas quanto aos efeitos da deflação de agosto sobre as distribuições dos veículos mais expostos ao IPCA. No entanto, o IPCA-15 de setembro reforça nossa percepção de que esse impacto tende a ser pontual e pode abrir oportunidades em fundos de elevada qualidade creditícia cujas cotas sejam pressionadas pelo evento.
Entre os fundos de tijolo (-0,04%), os ativos logísticos (-0,35%) registraram as maiores quedas, enquanto as lajes corporativas (-0,03%) ficaram praticamente estáveis e os shopping centers registraram alta (0,38%), após recuos mais expressivos nas últimas semanas. Quanto aos fundos de escritórios, entendemos que o desempenho no ano (-3,2%) reflete principalmente os riscos de juros e de mercado, pois os fundamentos do segmento permanecem favoráveis.
Entre as maiores altas do pregão de sexta-feira (25), destacaram-se TRBL11 (+3,6%), BCRI11 (+3,0%) e VRTA11 (+2,2%). Na ponta oposta, as principais quedas ficaram por conta de XPCI11 (-1,6%), GZIT11 (-1,0%) e MFII11 (-0,8%). Saiba mais.
Economia
No Brasil, o IPCA-15 de setembro avançou 0,70%, acima do esperado, elevando a inflação em 12 meses para 4,47%. A surpresa foi disseminada entre preços livres, com destaque para passagens aéreas. Diante desse resultado, a projeção para o IPCA de setembro foi elevada para 0,68%, e a estimativa de inflação de 5,0% para 2026 mantém viés de alta.
No campo fiscal, o governo prorrogou por 30 dias o subsídio de R$ 2,12 por litro ao diesel, medida inserida em um pacote de combustíveis estimado em R$ 7 bilhões mensais. Também foram anunciadas a proibição das plataformas de apostas e a criação do Desenrola 3.0, que permitirá à União adquirir até R$ 150 bilhões em dívidas atrasadas de famílias, com custo máximo de R$ 15 bilhões e impacto previsto a partir de 2027.
Na agenda da semana, atenções hoje para o Boletim Focus e para a nota do Banco Central sobre o setor externo (transações correntes de agosto). Ao longo da semana, serão divulgados a Pnad Contínua de agosto, o Caged de agosto, o resultado primário do Governo Central de agosto, as estatísticas fiscais e de crédito do Banco Central, o IGP-M de setembro e a produção industrial de agosto. Leia o Economia em Destaque.
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)