31 de julho de 2025
ECONOMIA

Segundo BC, em agosto, houve déficit em transações correntes em US$ 51 bi, mas houve superávit na balança comercial chegou a US$ 6,6 bilhões

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Por Política Real com assessoria
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BC divulga o seu Estatísiticas Foto: site do BC

(Brasília-DF, 28/09/2026)  O Banco Central divulgou na manhã desta segunda-feira o seu Estatísticas do Setor Externo com os dados atualizados até agosto de 2026.

As transações correntes do balanço de pagamentos foram deficitárias em US$5,1 bilhões em agosto de 2026, ante déficit de US$3,8 bilhões em agosto de 2025. Na comparação interanual, o superávit da balança comercial aumentou US$1,3 bilhão, enquanto os déficits em serviços e em renda primária aumentaram US$1,2 bilhão e US$1,5 bilhão, na ordem. O déficit em transações correntes nos doze meses encerrados em agosto de 2026 somou US$63,0 bilhões (2,47% do PIB), ante US$61,8 bilhões (2,44% do PIB) em julho e US$76,9 bilhões (3,53% do PIB) em agosto de 2025.

O superávit da balança comercial totalizou US$6,6 bilhões em agosto de 2026, ante US$5,3 bilhões em agosto de 2025. As exportações de bens totalizaram US$33,3 bilhões, incremento de 12,1% na comparação interanual, enquanto as importações de bens somaram US$26,7 bilhões, elevação de 9,4%.

O déficit na conta de serviços totalizou US$5,3 bilhões em agosto de 2026, ante déficit de US$4,1 bilhões em agosto de 2025, elevação de 28,2%. Houve aumentos nas despesas líquidas de transporte, 28,3%, totalizando US$1,5 bilhão; de propriedade intelectual, 52,4%, para US$1,0 bilhão; de serviços de telecomunicação, computação e informações, 128,2%, somando US$1,3 bilhão; e de aluguel de equipamentos, 6,6%, totalizando US$1,1 bilhão. As despesas líquidas com viagens internacionais situaram-se no mesmo patamar de agosto de 2025, US$1,0 bilhão, com incrementos de 17,3% nas receitas (US$0,9 bilhão) e de 6,4% nas despesas (US$1,9 bilhão).

O déficit em renda primária somou US$7,0 bilhões em agosto de 2026, ante US$5,4 bilhões de agosto de 2025. As despesas líquidas de lucros e dividendos, associadas aos investimentos direto e em carteira, totalizaram US$5,9 bilhões, ante US$4,2 bilhões observados em agosto de 2025. As despesas líquidas com juros somaram US$1,1 bilhão, 12,8% inferiores às observadas em agosto de 2025 (US$1,2 bilhão).

​Os investimentos diretos no país (IDP) registraram ingressos líquidos de US$7,4 bilhões em agosto de 2026, ante US$7,7 bilhões em agosto de 2025. Houve ingressos líquidos de US$9,3 bilhões em participação no capital, dos quais US$3,6 bilhões em participação no capital exceto lucros reinvestidos e US$5,7 bilhões em lucros reinvestidos no país; e saídas líquidas de US$1,9 bilhão em operações intercompanhia. O IDP acumulado em 12 meses totalizou US$86,6 bilhões (3,39% do PIB) no mês, ante US$86,8 bilhões (3,44% do PIB) em julho e US$79,3 bilhões (3,64% do PIB) em agosto de 2025.

Os investimentos em carteira no país tiveram saídas líquidas de US$5,2 bilhões em agosto de 2026. Os investimentos em ações e fundos de investimento no mercado doméstico registraram saídas líquidas de US$6,5 bilhões, enquanto os em títulos no mercado doméstico tiveram ingresso líquido de US$1,3 bilhão. Nos doze meses encerrados em agosto de 2026, os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram ingressos líquidos de US$11,7 bilhões.

Reservas internacionais

​As reservas internacionais somaram US$372,6 bilhões em agosto de 2026, incremento de US$2,9 bilhões em relação ao mês anterior. O aumento decorreu, principalmente, das contribuições positivas de variações por paridades, US$2,7 bilhões, e de receitas de juros, US$0,9 bilhão. Contribuíram para a redução do estoque as vendas no mercado à vista, US$1,0 bilhão.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)