31 de julho de 2025
PODER

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve alta e no Brasil, teremos o IPCA-15 de setembro

Ouça o comentário da Política Real

Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados em leve alta

(Brasília-DF, 25/09/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XPInvestimentos apontando que os mercados globais estão em leve alto e no Brasil, teremos o IPCA-15 de setembro.

Veja mais:

Mercados globais

Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,5%). Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,7%, impulsionado principalmente pelos setores de viagens, lazer e industrial, favorecidos pelo recuo do petróleo. Na Ásia, os mercados fecharam mistos: o Nikkei 225 (Japão) subiu cerca de 1,0%, no quinto pregão consecutivo de alta, sustentado pelo iene mais fraco, o Hang Seng recuou cerca de 1%, com Alibaba e Tencent em queda.

Os investidores também repercutem a disparada dos juros americanos. O petróleo tem leve alívio, com o Brent perto de US$ 106, diante de sinais de um acordo faseado entre Estados Unidos e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz. O mercado também acompanha a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping em Washington, que resultou na extensão da trégua comercial por mais dois meses, além da temporada de resultados, com divulgações esperadas de Micron e Nike ao longo da semana.

As negociações entre Estados Unidos e Irã seguem sem uma solução concreta, apesar de discussões sobre um acordo em etapas que envolveria a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio econômico americano. A incerteza manteve elevado o prêmio de risco, levando o Brent a subir 3,41%, para US$ 106,60 por barril. Em paralelo, a reunião entre Trump e Xi evidenciou abordagens distintas sobre inteligência artificial, mas os dois líderes sinalizaram disposição para administrar as divergências entre as duas maiores economias do mundo.

 

IBOVESPA -0,99% | 183.965 Pontos.  CÂMBIO +0,74% | 5,17/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em queda de 1,0%, aos 183.966 pontos, pressionado pela alta dos juros longos globais e pela abertura da curva local.

Yduqs (YDUQ3, +3,0%) liderou os ganhos do índice após anunciar a fusão com a Afya. Por outro lado, Raia Drogasil (RADL3, -5,4%) foi o destaque negativo, pressionada pela entrada do Mercado Livre na venda de medicamentos com retenção de receita.

Renda fixa

Os juros futuros encerraram ontem em alta. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries seguiram pressionados, com a T-note de 2 anos a 4,92% (+3 bps), a de 10 anos a 5,20% (+9 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,48% (+8 bps), diante da combinação de dados econômicos mais resilientes, discurso mais duro de dirigentes do Fed e avanço dos preços do petróleo. No Brasil, a curva de juros acompanhou o movimento externo e também refletiu ruídos políticos, com o DI jan/27 a 13,57% (+1 bps), o DI jan/29 a 13,88% (+8 bps) e o DI jan/31 a 14,05% (+6 bps). A NTN-B encerrou com a B29 a 7,55% (vs. 7,53%), a B35 a 7,63% (vs. 7,65%) e a B50 a 7,31% (vs. 7,34%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de quinta-feira em queda de 0,24%, aos 3.723 pontos.

O desempenho foi majoritariamente negativo entre os segmentos acompanhados. Os fundos híbridos lideraram as perdas do dia, com recuo de 0,75%, seguidos pelas lajes corporativas (-0,48%) e pelo segmento de multiestratégia/FOFs (-0,27%). Os fundos de recebíveis também encerraram a sessão em baixa (-0,13%). Já os fundos de tijolo registraram queda de 0,17%, pressionados pelos fundos de shoppings (-0,42%), enquanto os ativos logísticos foram o único subsegmento a apresentar desempenho positivo (+0,14%).

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram XPCI11 (+2,3%), KFOF11 (+2,1%) e KORE11 (+1,5%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por BPML11 (-4,9%), ICRI11 (-2,6%) e BRCR11 (-2,2%).

Economia

No Brasil, o Relatório de Política Monetária reforçou a perspectiva de continuidade gradual do ciclo de cortes, com inflação projetada em 3,1% a partir do 2T28 e primeira projeção de crescimento do PIB de 1,4% para 2027. No fiscal, o relatório bimestral trouxe contenção de R$ 16,1 bilhões, e esperamos cumprimento da meta de resultado primário.

Na agenda, o destaque internacional será a divulgação das expectativas de inflação da Universidade de Michigan nos Estados Unidos. No Brasil, teremos o IPCA-15 de setembro, para o qual projetamos alta de 0,58% m/m e 4,35% a/a, com composição ainda relativamente favorável.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)