André Mendonça, em defesa após ser incluso no Inquérito das Fake News, diz que e enfrenta "denunciação caluniosa" e "abuso de autoridade"
André Mendonça pede o arquivamento da investigação proposta por Alexandre de Moraes
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Com agências
(Brasília-DF, 22/09/2026). Na manhã desta terça-feira, 22, foi divulgado o ofício do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em que rebateu oficialmente as acusações realizadas contra ele pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito do Inquérito das Fake News. A defesa-ofício foi encaminhada ontem, 21, à noite, dentro do prazo dado pelo ministro-presidente do STF, Edson Fachin. Veja AQUI a íntegra do texto.
No documento, dirigido ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, Mendonça fala em "denunciação caluniosa" e "abuso de autoridade" por parte de Moraes, e "realização de atividade ilícita da Polícia Federal".
Na manifestação, Mendonça também pede o arquivamento de representação movida contra ele por Moraes e a abertura de investigação para apurar quem elaborou e ordenou os relatórios de inteligência produzidos "clandestinamente" pela PF.
O ministro também solicita acesso integral ao inquérito 4.781 (das Fake News) e a proibição expressa de confecção de novos relatórios de inteligência voltados a "escrutinar atos jurisdicionais de ministros do STF".
O ofício de Mendonça é uma reposta a um pedido de Fachin para que ele se manifestasse contra as acusações feitas por Moraes.
No início do mês, Moraes usou relatórios de inteligência da PF para acusar Mendonça de, "em tese", ter cometido improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e de abuso de autoridade, com quebra da "imparcialidade judicial" e "favorecimento a determinados grupos políticos" ao atuar como relator dos casos do escândalo do INSS ("Operações Sem Desconto") e do Banco Master ("Operação Compliance Zero").
Moraes escreveu que Mendonça havia cometido ainda "usurpação da direção das investigações das autoridades policiais", "condução irregular das tratativas de eventual colaboração premiada" e "direcionamento de determinados alvos para investigação (ministro Alexandre de Moraes e senador Davi Alcolumbre), por motivos pessoais e políticos (...)".
No despacho, feito no âmbito do inquérito das Fake News, Moraes remeteu os documentos citados a Fachin, pedindo que ele tomasse "as providências que entender necessárias".
Agora, Mendonça diz que a acusação de Moraes ocorreu logo após a PF emitir os registros de troca de pelo menos 52 mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Na defesa, Mendonça argumenta que Moraes agiu de forma "monocrática" e "abusiva" ao incluí-lo em um inquérito "interminável" que "se arrasta há mais de sete anos", mencionando o inquérito das Fake News, iniciado em 2019.
De acordo com ele, não houve justificativa baseada em fatos para incluí-lo no processo e nem prévia submissão ao Plenário do STF. Mendonça pede o arquivamento e que Moraes seja investigado por abuso de autoridade.
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)