Gilmar Mendes, em longa postagem na internet, sai em defesa de Paulo Gonet, critica André Mendonça, diz que ele usa métodos de Lava Jato para uso político e vingança
Veja mais
Publicado em
(Brasília-DF, 17/09/2026) Na manhã desta quinta-feira, 17, o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal(STF), fez uma longa postagem na rede social X fazendo uma defesa do PGR, Paulo Gonet, e fez criticas ao colega ministro André Mendonça.
Mendes afirmou que nada há que desabone Paulo GoneT. Ele disse que André Mendonça, na sessão da última terça-feira, 15, expôs o nome e reputação de Gonet sem razões.
“Paulo Gonet, Procurador-Geral da República, tem reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita. Isso nunca foi objeto de disputa: é reconhecido em todos os espectros, por quem concorda e por quem discorda dele. Mesmo assim, teve a honra injustamente manchada pelo levantamento do sigilo de conversas que nada de ilícito retratavam. E, naquele exato momento, o estrago à reputação já estava feito. Ninguém desfaz manchete com reparo tardio em plenário.
Ainda assim, assistimos na terça-feira a uma cena lamentável. Em plenário, o próprio relator reconheceu, em alto e bom som, a lisura da conduta de Gonet e admitiu que nada havia contra ele. Nada. Então por que expor? Quem atesta a honra de alguém só depois de tê-la arrastado pela praça pública não está corrigindo um erro: está confessando que ele era evitável.”, diz a postagem em dois momentos.
Ele disse que André Mendonça fez uso político da relatoria e quem faz tal ação não é magistrado imparcial mas sim um boneco de campanha.
“E não foi só isso. A intenção de lucrar politicamente com o episódio ficou escancarada quando o relator fez publicar vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular. Apoio a quê, exatamente? A um ato que ele mesmo admitiu não ter fundamento contra a pessoa exposta? Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral.”, disse.
Gilmar Mendes diz que o procedimento de Mendonça se assemelha a Lava Jato e que medidas de linchamento coletivo serve para “esvaziar o direito de defesa e enterrar a presunção de inocência”
“Já vimos esse filme. Na Lava Jato, Deltan Dallagnol e Sergio Moro transformaram vazamento seletivo em método. A ideia era sempre criar o fato consumado antes da ação penal, colher os dividendos políticos e deixar a defesa correndo atrás de um julgamento que a opinião pública já havia feito. Linchamento coletivo serve para esvaziar o direito de defesa e enterrar a presunção de inocência.”, disse.
Gilmar Mendes volta a falar de Lava Jato. Ele disse que o procedimento de André Mendonça tem como alvo o “direito de defesa de pessoas contra as quais esses agentes nutrem algo que se parece muito mais com vingança do que com justiça”.
“E, como na Lava Jato, a hora nunca é ao acaso. Lá, sigilos caíam a poucas semanas das eleições. Aqui, o levantamento apareceu às vésperas do 7 de Setembro, para inflar as ruas, arrancar dividendos políticos, sujar reputações e intimidar quem se opõe a esse método. No fundo, o alvo é o direito de defesa de pessoas contra as quais esses agentes nutrem algo que se parece muito mais com vingança do que com justiça.
Instituição séria respeita o devido processo desde o primeiro ato.”, disse.
Ele finaliza afirmando que Paulo Gonet tem sua solidariedade.
“A Paulo Gonet, minha integral solidariedade. O Brasil e as instituições são devedores da coragem, da seriedade e da correção de homens como ele.”, finalizou.
( da redação com informações de redes sociais. Edição: Política Real)