31 de julho de 2025
JUSTIÇA EM CRISE

Gilmar Mendes, em longa postagem na internet, sai em defesa de Paulo Gonet, critica André Mendonça, diz que ele usa métodos de Lava Jato para uso político e vingança

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Por Política Real com assessoria
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Gilmar Mendes Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 17/09/2026) Na manhã desta quinta-feira, 17, o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal(STF), fez uma longa postagem na rede social X fazendo uma defesa do PGR, Paulo Gonet, e fez criticas ao colega ministro André Mendonça.

Mendes afirmou que nada há que desabone Paulo GoneT.  Ele disse que André Mendonça, na sessão da última terça-feira, 15, expôs o nome e reputação de Gonet sem razões.

“Paulo Gonet, Procurador-Geral da República, tem reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita. Isso nunca foi objeto de disputa: é reconhecido em todos os espectros, por quem concorda e por quem discorda dele. Mesmo assim, teve a honra injustamente manchada pelo levantamento do sigilo de conversas que nada de ilícito retratavam. E, naquele exato momento, o estrago à reputação já estava feito. Ninguém desfaz manchete com reparo tardio em plenário.

Ainda assim, assistimos na terça-feira a uma cena lamentável. Em plenário, o próprio relator reconheceu, em alto e bom som, a lisura da conduta de Gonet e admitiu que nada havia contra ele. Nada. Então por que expor? Quem atesta a honra de alguém só depois de tê-la arrastado pela praça pública não está corrigindo um erro: está confessando que ele era evitável.”, diz a postagem em dois momentos.

Ele disse que André Mendonça fez uso político da relatoria e quem faz tal ação não é magistrado imparcial mas sim um boneco de campanha.

“E não foi só isso. A intenção de lucrar politicamente com o episódio ficou escancarada quando o relator fez publicar vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular. Apoio a quê, exatamente? A um ato que ele mesmo admitiu não ter fundamento contra a pessoa exposta? Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral.”, disse.

Gilmar Mendes diz que o procedimento de Mendonça se assemelha a Lava Jato e que medidas de linchamento coletivo serve para  “esvaziar o direito de defesa e enterrar a presunção de inocência”

“Já vimos esse filme. Na Lava Jato, Deltan Dallagnol e Sergio Moro transformaram vazamento seletivo em método. A ideia era sempre criar o fato consumado antes da ação penal, colher os dividendos políticos e deixar a defesa correndo atrás de um julgamento que a opinião pública já havia feito. Linchamento coletivo serve para esvaziar o direito de defesa e enterrar a presunção de inocência.”, disse.

Gilmar Mendes volta a falar de Lava Jato. Ele disse que o procedimento de André Mendonça tem como alvo o “direito de defesa de pessoas contra as quais esses agentes nutrem algo que se parece muito mais com vingança do que com justiça”.

“E, como na Lava Jato, a hora nunca é ao acaso. Lá, sigilos caíam a poucas semanas das eleições. Aqui, o levantamento apareceu às vésperas do 7 de Setembro, para inflar as ruas, arrancar dividendos políticos, sujar reputações e intimidar quem se opõe a esse método. No fundo, o alvo é o direito de defesa de pessoas contra as quais esses agentes nutrem algo que se parece muito mais com vingança do que com justiça.

Instituição séria respeita o devido processo desde o primeiro ato.”, disse.

Ele finaliza afirmando que Paulo Gonet tem sua solidariedade.

“A Paulo Gonet, minha integral solidariedade. O Brasil e as instituições são devedores da coragem, da seriedade e da correção de homens como ele.”, finalizou.

 

( da redação com informações de redes sociais. Edição: Política Real)