DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil será dia de divulgação da reunião do Copom e sua taxa Selic
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(Brasília-DF, 16/09/2026). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontanto que os mercados globais está em alta e no Brasil com o Copom irá tomar a decisão sobre as taxas de juros, taxa Selic.
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Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,4%), com os investidores cautelosos às vésperas da decisão de juros do Federal Reserve, que os mercados futuros precificam com cerca de 92,5% de probabilidade de uma alta de 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica ao intervalo de 3,75% a 4,00%. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,4%, impulsionado principalmente pelos setores de petróleo e gás e de bancos. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Kospi (Coreia) avançou 1,4%, o Nikkei 225 (Japão) subiu 0,9%, enquanto na China, o CSI 300 ganhou 0,7% e o Hang Seng avançou 0,2%.
O mercado acompanha a decisão do Fed nesta tarde, possível início de um novo ciclo de aperto após leituras de inflação acima do esperado, cabendo ao presidente Kevin Warsh sinalizar firmeza sem contrariar a Casa Branca, que pressiona publicamente por juros mais baixos. O pano de fundo é o mercado de Treasuries: o rendimento do título de dez anos recua para próximo de 4,98%, depois de tocar 5,04% na terça-feira, maior nível desde julho de 2007.
Em relação ao petróleo, o Brent recua 1,1%, para próximo de US$ 108/barril, devolvendo parte da alta provocada pelo fechamento, pela Arábia Saudita, de um oleoduto que contorna o Estreito de Ormuz e por novos ataques houthis em território saudita. Os investidores seguem monitorando o comunicado e a entrevista de Warsh, em busca de pistas sobre outubro e dezembro, reuniões para as quais o mercado atribui cerca de 43% e 30% de chance de novas altas.
IBOVESPA +0,54% | 186.502 Pontos. CÂMBIO -0,40% | 5,14/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a terça-feira em alta de 0,5%, aos 186.503 pontos, impulsionado pela alta do petróleo em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. O avanço ocorreu apesar da queda das bolsas americanas e da alta dos juros das Treasuries, enquanto os investidores também seguiram acompanhando o cenário político doméstico.
Na ponta positiva, Petrobras (PETR3, +3,6%; PETR4, +3,1%), Vibra (VBBR3, +2,8%) e PRIO (PRIO3, +2,8%) acompanharam o movimento favorável às ações ligadas ao petróleo. Na ponta negativa, Azzas 2154 (AZZA3, -3,0%) foi a maior queda do dia entre os componentes do índice.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram ontem em alta. Nos EUA, a T-note de 2 anos avançou para 4,67% (+1 bp), a T-note de 10 anos para 5,00% (+1 bp) e o T-bond de 30 anos para 5,37% (+2 bps).
No Brasil, os vértices curtos permaneceram praticamente estáveis, enquanto os prazos intermediários e longos incorporaram prêmio de risco adicional, em meio ao aumento de tensões institucionais. O DI jan/27 encerrou a 13,58% (-1 bp), o DI jan/29 avançou para 13,94% (+2 bps) e o DI jan/31 subiu para 14,23% (+9 bps). A NTN-Bs avançou, com a B29 a 7,54% (vs. 7,52%), a B35 a 7,70% (vs. 7,62%) e a B50 a 7,42% (vs. 7,39%).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de terça-feira em alta de 0,36%, aos 3.744,89 pontos.
Os ganhos foram disseminados entre os principais segmentos do mercado. Os fundos híbridos lideraram as altas do dia, com valorização de 0,90%, seguidos pelas lajes corporativas (+0,53%) e pelos fundos de shoppings (+0,51%). Os fundos de recebíveis avançaram 0,26%, mesma variação observada nos fundos de tijolo no agregado, enquanto o segmento de multiestratégia/FOFs registrou alta de 0,35%. Na contramão, os ativos logísticos apresentaram leve recuo de 0,09%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram MFII11 (+3,3%), GZIT11 (+2,8%) e VCJR11 (+1,9%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por BTCI11 (-2,7%), KORE11 (-1,3%) e ICRI11 (-1,3%).
Economia
Além dos destaques globais mencionados acima, na China, a produção industrial surpreendeu positivamente, mas consumo e investimento permaneceram fracos.
No Brasil, as vendas no varejo restrito recuaram 0,8% m/m em julho, bem abaixo do esperado, reforçando os sinais de desaceleração da demanda doméstica.
Na agenda, o Fomc (comitê de mercado aberto) nos Estados Unidos e o Copom (comitê de política monetária) no Brasil irão tomar a decisão sobre as taxas de juros dos dois países no mesmo dia. Os mercados esperam aperto monetário pelo Fed, enquanto esperamos que o Copom siga na direção oposta, com novo corte de 0,25 p.p. na Selic.
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)