31 de julho de 2025
INFLAÇÃO

INFLAÇÃO: IGP-10 avançou 1,47% em setembro, informa FGV-IBRE

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Por Política Real com assessoria
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Prévia do IPA que compõe o IGP-10, da FGV-IBRE Foto: FGV-IBRE

(Brasília-DF, 16/09/2026) Na manhã desta quarta-feira, 16, a FGV-IBRE divulgou o seu IGP-10 ( Índice Geral de Preços - 10 ) que subiu 1,47% em setembro.

No mês de agosto, a taxa havia sido de ‑0,51%. Com este resultado, o índice acumula alta de 2,97% no ano e de 3,29% em 12 meses. Em setembro de 2025, o IGP-10 havia subido 0,21% e acumulava alta de 2,88% em 12 meses.

“O IGP-10 de setembro registrou alta liderada pelo IPA. Entre os produtos agropecuários, o movimento refletiu, em parte, o aumento das incertezas climáticas com o fortalecimento do El Niño. Seus efeitos sobre a safra brasileira de grãos ainda não estão materializados, uma vez que o plantio da temporada 2026/27 está apenas começando. No entanto, a perspectiva de um evento climático intenso aumentou o prêmio de risco e estimulou movimentos de antecipação de compras por parte de empresas consumidoras de grãos, contribuindo para a pressão sobre os preços entre agosto e setembro.

Houve, ainda, volatilidade nas commodities da Indústria Extrativa, que vêm respondendo aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

Nos preços ao consumidor, o destaque foi a tarifa de energia elétrica residencial, que subiu 7% com o fim do efeito do bônus de Itaipu. Ainda no IPC, o reajuste nacional da tabela de cigarros contribuiu para a alta de 16,47% do subitem

No INCC, os Condutores Elétricos seguem em alta, acumulando 23% em 12 meses. O movimento acompanha a valorização do cobre, sua principal matéria-prima, em um cenário de restrições à expansão da oferta mundial e aumento da demanda associada à eletrificação, à expansão das redes elétricas e aos investimentos em infraestrutura para centros de dados e inteligência artificial”, afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

IPA sobe 1,90% em setembro

Em setembro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 1,90%, registrando uma inversão em sua taxa em comparação à queda de 0,69% observada no mês anterior. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais subiu 0,56% em setembro, registrando uma inversão em sua taxa em comparação à queda de 0,62% observada no mês anterior. Em movimento similar, o índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, acelerou de 0,13% em agosto para 0,71% em setembro. Já o grupo de Bens Intermediários registrou alta de 0,47% em setembro, após cair 1,98% no mês anterior. Em movimento similar, o índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, passou de -0,30% em agosto para 0,23% em setembro. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas subiu 3,91% em setembro, registrando uma alta importante em comparação à taxa de 0,23% observada no mês anterior.

IPC sobe 0,44% em setembro

Em setembro, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,44%, apresentando aceleração em relação ao mês anterior, quando o índice caiu 0,47%. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, seis exibiram aumento em suas taxas de variação: Habitação (‑1,10% para 1,68%), Alimentação (‑0,91% para 0,03%), Transportes (‑0,49% para 0,16%), Despesas Diversas (1,08% para 2,11%), Vestuário (‑1,33% para ‑0,20%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,18% para 0,25%). Em contrapartida, duas classes apresentaram recuo: Educação, Leitura e Recreação (0,30% para ‑1,20%) e Comunicação (0,05% para ‑0,04%).

INCC sobe 0,50% em setembro

Em setembro, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,50%, porém inferior à taxa de 0,65% observada em agosto. Analisando os três grupos componentes do INCC, observam-se movimentações distintas nas suas respectivas taxas de variação na transição de agosto para setembro: o grupo Materiais e Equipamentos manteve o movimento de alta de 0,20% para 0,30%; o grupo Serviços retrocedeu de 0,34% para 0,18%; e o grupo Mão de Obra desacelerou de 1,25% para 0,80%.

 

 ( da redação com informações de assessoria. Edição: Politica Real)