31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil destaque para a publicação da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio) de julho.

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Por Politica Real com agências
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Mercados em queda Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 15/09/2026). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil destaque para a publicação da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio) de julho.

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Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,4%; Nasdaq 100: -0,4%), pressionados pela expectativa de aperto monetário na reunião do Federal Reserve desta semana. Na Europa, o Stoxx 600 opera em queda de 0,7%, com a maioria dos setores no vermelho e os serviços financeiros liderando as perdas. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda: o Kospi (Coreia) caiu 0,8%, o Nikkei 225 (Japão) liderou a direção oposta avançando 0,4%, enquanto na China o CSI 300 perdeu 0,7% e o Hang Seng recuou 1,0%.

O mercado acompanha a alta do petróleo, em que o Brent sobe 1,7%, para próximo de US$ 103/barril, alimentando preocupações inflacionárias. Em contrapartida, o setor de tecnologia segue pressionado pela realização nas ações ligadas à inteligência artificial, depois que o CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu uma desaceleração no treinamento dos modelos; juntamente a isso, a Nvidia recuou cerca de 3,3% e Broadcom e AMD cederam mais de 4%, enquanto ações de cibersegurança avançaram. Os investidores também direcionam o foco para as vendas no varejo de agosto, divulgadas na manhã da decisão do Fed.

 

IBOVESPA -0,91% | 185.500 Pontos.   CÂMBIO +1,53% | 5,16/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a segunda-feira em queda de 0,9%, aos 185.501 pontos, em sessão de aversão a risco nos mercados globais e com o mercado doméstico repercutindo o cenário político local. As ações exportadoras lideraram as perdas, com Vale (VALE3, -3,5%) como principal peso do índice.

Totvs (TOTS3, +4,3%) e Hypera (HYPE3, +3,4%) avançaram e foram uma das poucas altas do pregão. Já a CSN Mineração (CMIN3, -6,9%) liderou as perdas, seguida por Usiminas (USIM5, -4,7%), CSN (CSNA3, -4,7%) e Gerdau (GGBR4, -4,0%), em meio à fraqueza do minério de ferro.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram ontem em alta. Nos EUA, a T-note de 2 anos avançou para 4,66% (+3 bps), a T-note de 10 anos subiu para 4,99% (+2 bps) e o T-bond de 30 anos recuou para 5,35% (-1 bp). O movimento refletiu a alta dos preços do petróleo, as expectativas de uma nova alta de juros pelo Fed nesta semana e a persistência das preocupações inflacionárias.

No Brasil, a curva de DI acompanhou parcialmente o movimento externo, mas foi influenciada pelo aumento dos prêmios de risco locais em meio a ruídos políticos. O DI jan/27 encerrou a 13,59% (0 bp), o DI jan/29 subiu para 13,92% (+8 bps) e o DI jan/31 avançou para 14,14% (+10 bps). A NTN-B encerrou com a B29 a 7,52% (vs. 7,50%), a B35 a 7,62% (vs. 7,56%) e a B50 a 7,39% (vs. 7,37%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão em queda de 0,45%, aos 3.731,62 pontos, diante da incerteza dos mercados com o cenário eleitoral e o avanço do petróleo em meio a novos desdobramentos da guerra no Oriente Médio.

A pressão sobre o índice foi disseminada entre os principais segmentos do mercado. Os fundos híbridos registraram a maior queda do dia (-0,75%), seguidos pelas lajes corporativas (-0,63%) e pelo segmento de multiestratégia/FOFs (-0,86%). Os fundos de recebíveis também encerraram a sessão em baixa (-0,31%), enquanto os fundos de tijolo recuaram 0,48%, pressionados principalmente pelos fundos de shoppings (-0,90%), apesar da leve alta observada nos ativos logísticos (+0,02%).

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram MFII11 (+4,0%), TRBL11 (+2,5%) e KORE11 (+1,9%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por BTCI11 (-5,6%), HSLG11 (-3,4%) e BTHF11 (-3,4%).

Economia

Conforme divulgado ontem à noite, indicadores de atividade econômica da China trouxeram sinais mistos em agosto. Por um lado, a produção industrial cresceu acima das expectativas (5,2% a/a), refletindo sobretudo a resiliência das exportações. Por outro lado, as vendas varejistas decepcionaram (0,4% a/a), na esteira da fraqueza do consumo local. Além disso, os investimentos em ativos fixos apresentam queda acentuada no acumulado do ano (-7,2%).      

No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central trouxe mais uma rodada de redução nas projeções de PIB. A mediana para o crescimento deste ano cedeu de 1,93% para 1,89%. Para 2027, a expectativa recuou de 1,50% para 1,45% – considerando apenas as revisões realizadas na semana passada, houve declínio para 1,33%. No que diz respeito à inflação, a mediana das estimativas para o IPCA de 2026 passou de 5,00% para 4,90%, a terceira queda consecutiva. Para 2027, por sua vez, a previsão subiu ligeiramente de 4,29% para 4,30%, a quinta alta seguida. 

Na agenda doméstica desta terça-feira, destaque para a publicação da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio) de julho. Esperamos estabilidade nas vendas reais do varejo restrito na comparação com junho, mas crescimento de 2,5% em relação a julho de 2025. Para o varejo ampliado, que inclui os segmentos de veículos, materiais de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo, prevemos elevação de 0,5% na margem e de 2,0% na base interanual. 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)