31 de julho de 2025
DARK HORSE

Decisão na Operação Make Up se basea no entendimento de que a PF viu ocultação da destinação de recursos de emendas parlamentares; veja a íntegra da decisão de 150 páginas

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Por Política Real com assessoria
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Mário Frias, em dia de plenário na Câmara dos Deputaos, não vai poder sair do país Foto: Arquivo da Política Real

Com agências.

(Brasília-DF, 10/09/2026). Na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da PET 16669, que estava em segredo de justiça e que foi aberto no final da manhã, revela que autorizou a operação  pois sustenta que as apurações iniciais apontam possíveis crimes envolvendo o deputado federal Mario Frias e um suposto grupo criminoso do qual ele faria parte. Veja a íntegra da decisão AQUI.

De acordo com Dino, recursos públicos federais teriam sido destinados, por meio de termos de fomento financiados com emendas parlamentares, às organizações sociais Instituto Conhecer Brasil (ICB) e Academia Nacional de Cultura (ANC), ambas presididas por Karina Ferreira da Gama, que teria ligações com o parlamentar.

O documento destaca que auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) identificaram problemas desde a escolha do ICB para receber os recursos até a execução dos projetos financiados.

A decisão menciona ainda transferências de recursos entre entidades e empresas ligadas ao grupo investigado, repasses sucessivos entre empresas e movimentações que, segundo a PF, poderiam indicar circulação e ocultação da origem do dinheiro.

Segundo Dino, esses elementos sugerem possível retorno de recursos públicos para pessoas ligadas aos responsáveis pelas entidades.

Para justificar a busca e apreensão, o ministro afirma ainda que a apreensão de celulares, dispositivos cibernéticos, documentos e outros objetos relacionados aos fatos e crimes investigados eram necessários para continuar a investigação.

Dino afirma ainda haver risco concreto de ocultação ou destruição de provas.

"Assim, a nova atuação policial não se destina à mera repetição da diligência anterior, mas à coleta de provas referentes a fatos novos, contemporâneos e supervenientes, havendo fundado receio de que documentos digitais, mensagens, registros de edição, arquivos em nuvem e elementos contábeis relevantes possam ser ocultados, alterados ou destruídos caso a medida não seja prontamente executada", diz na decisão.

Além de Mario Frias e Karina da Gama, são investigadas outras 27 pessoas.

Também são alvo da operação o ex-chefe de gabinete do parlamentar, Raphael Augusto Azevedo, e os assessores André Velloso Belleza Cortes e Luiz Claudio Faria Velloso, que atualmente trabalham no gabinete parlamentar na Câmara dos Deputados.

Todos os 29 alvos também foram atingidos pelas medidas cautelares determinadas pelo STF, entre elas a proibição de contato entre os investigados e a proibição de deixar o país.

Em sua decisão, o ministro Flávio Dino determinou a aplicação de medidas cautelares contra Frias e os demais investigados no caso, proibindo-os de viajar para o exterior e de manter contato entre eles.

O ministro também determinou o recolhimento dos passaportes.

Ao justificar a medida, Dino disse que não se pode ignorar que "o cenário público nacional, lamentavelmente, deu provas recentes de que a evasão internacional é via cogitada por alguns parlamentares brasileiros ante a perspectiva da persecução penal".

Embora não mencione nomes, a fala parece fazer referência a figuras ligadas ao bolsonarismo, entre elas o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, o ex-deputado Alexandre Ramagem e a ex-deputada Carla Zambelli, todos condenados criminalmente pelo STF.

O magistrado afirmou ainda que Frias retardou a prestação de informações à investigação em outros momentos por estar em viagem internacional e, por isso, a medida seria necessária

( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)