Preços do barril do petróleo voltaram a chegar a US$ 100 dólares face crise no Oriente Médio
As tensões no Oriente Médio estão alimentando as preocupações de que os petroleiros continuem a ter o seu trânsito prejudicado
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Com agências
(Brasília-DF, 09/09/2026) Nesta quarta-feira, 09, os preços globais do petróleo voltaram a ultrapassar US$ 100 por barril, atingindo seus níveis mais altos desde julho, após os combates no Oriente Médio despertarem preocupações sobre as interrupções no fornecimento do petróleo.
A referência global Brent subiu 2,3%, negociando-se brevemente a US$ 100 por barril antes de recuar ligeiramente. No entanto, o petróleo bruto dos EUA cresceu 1,3% até US$ 94 por barril.
Estes aumentos nas cotações foram registrados nas bolsas após outra escalada da tensão entre EUA e Irã e os ataques houthis contra a Arábia Saudita.
Neste ano, os preços do petróleo experimentaram flutuações, oscilando à medida que os comerciantes reagem aos desenvolvimentos dos combates e monitoram o tráfego de petroleiros através do estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da oferta mundial de petróleo.
As cotações da matéria-prima aumentaram mais de 60% a partir de janeiro, encarecendo o custo da energia em todo o mundo. A subida das cotações do petróleo elevou o preço dos produtos petrolíferos, como a gasolina e o diesel, afetando as carteiras dos consumidores e colocando a inflação no foco dos bancos centrais.
"A combinação do encarecimento de diesel, combustível de aviação, de bunker e gás natural é particularmente desconfortável para os consumidores em todo o mundo, que veem sua renda disponível encolhendo", comentou a uma mídia norte-americana o chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank, Ole Hansen.
As tensões no Oriente Médio estão alimentando as preocupações de que os petroleiros continuem a ter o seu trânsito prejudicado. Recentemente, os EUA atacaram cinco petroleiros iranianos na região. Por sua vez, os houthis golpearam alvos no estreito de Bab al-Mandeb e a infraestrutura petrolífera da Arábia Saudita, alimentando o temor de que a região enfrente maiores perturbações na produção de petróleo.
Além de problemas ligados ao fornecimento da matéria-prima, os analistas também se preocupam com o crescimento da procura por parte da China. Sendo o maior importador de petróleo do mundo, este país asiático ajudou a conter os preços ao reduzir suas importações nos últimos meses e, se Pequim mudar a estratégia, as cotações continuarão a subir.
( da redação com Sputnik News. Edição: Política Real)